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Director: Mário Frota | Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira

Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Serviços Públicos Essenciais: Conferência




Promotor:
apDC - associação portuguesa de Direito Consumo -, sociedade científica




Local:
Sala Montemor
Casino da Figueira da Foz


30 de Maio de 2008


Programa / Ficha de inscrição

(entrada gratuita, mas sujeita a inscrição)

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Livro de Reclamações


Venho, com grande respeito, perguntar a V. Exª o seguinte: é legítimo que a EDP cobre a taxa para a televisão mais que uma vez à mesma pessoa, ainda que esta tenha mais que um contador?
Ou seja, tenho um contador para o consumo em casa e outro junto a um poço, num terreno agrícola, para poder regar.

Pois a EDP manda-me duas contas e em cada uma, todos os meses, uma taxa para a televisão. Isto, como é óbvio, apesar de eu só ter uma televisão, que raramente ligo, em casa e nenhuma no poço.

Consumidor Identificado

Albufeira: Educação Financeira na Escola Secundária

Com a presença do presidente da Câmara Municipal, Desidério Silva, e da Vereadora do Pelouro da Defesa do Consumidor, Marlene Silva, realizou-se segunda-feira passada, na Escola Secundária de Albufeira, a que preside a Drª Célia Pedroso, uma interessante sessão em torno do tema da “Educação Financeira”, proporcionada pelo presidente da apDC, Mário Frota.


O orador sintetizou para os jovens que o escutavam com superlativa atenção em uma fórmula de vida, a saber:
- “Pensa como o filósofo: sê ambicioso nas ideias, contido nos gastos.
- Age como o emigrante: do que tiveres, metade para os talheres, metade para os haveres”.
O apelo ao aforro, à poupança, tem de ser o discurso que visa a responder à forma perdulária como se vive e como se lida com o dinheiro.
Portugal tem a quarta parte da sua população esmagada entre os limiares da miséria e da pobreza. Os índices de excessivo endividamento agravam-se, há fome, mas há muito quem esbanje sem um sentido de vida.
Há que preparar jovens e adultos para lidar com o dinheiro e a gestão racional dos valores à sua disposição.
“Do que tiveres, metade para os talheres, metade para os haveres”.
São as sábias lições do povo que têm de aproveitar a quem é subjugado pelo poder da moda, da publicidade e do marketing.

II Congresso Internacional...

Corrigidos 50% dos sítios Web enganosos...

IP/08/722
Bruxelas, 8 de Maio de 2008

Consumidores: Corrigidos 50% dos sítios Web enganosos de companhias aéreas
A Comissária Europeia da Defesa do Consumidor, Meglena Kuneva, publicou hoje o relatório intercalar de uma investigação realizada em toda a União Europeia – envolvendo 15 autoridades nacionais da UE e da Noruega – para lutar contra a publicidade enganosa e as práticas desleais nos sítios Web de venda de bilhetes de avião. O relatório revela que «existem problemas de consumo graves e persistentes» no sector das companhias aéreas na sua globalidade. Nos últimos sete meses, foi necessário tomar medidas coercitivas relativamente a um terço dos sítios Web fiscalizados (137 dos 386 inicialmente verificados pelos 13 países relatores), por motivo de infracção do direito europeu do consumidor. Mais de 50% destes sítios Web foram corrigidos durante este período.
«É inaceitável que um em cada três consumidores que reservam um bilhete de avião em linha seja prejudicado, enganado e confundido», declarou a Comissária Europeia da Defesa do consumidor, Meglena Kuneva. «O relatório revela que há problemas graves e persistentes com a venda de bilhetes no sector das companhias aéreas na sua globalidade. Tenciono fazer todo o possível, em colaboração com os Estados-Membros, para que esta investigação esteja concluída até 1 de Maio do próximo ano. Mas estes resultados constituem um sinal político claro que não podemos ignorar. Espero que os operadores tenham tomado consciência da determinação da Comissão em agir em defesa do consumidor quando tal é necessário. A minha mensagem às empresas é clara: tomem medidas agora, ou tomá-las-emos nós. Queremos ver provas credíveis de melhorias na regularização destas práticas de venda e de marketing no sector do transporte aéreo até 1 de Maio do próximo ano, caso contrário seremos obrigados a intervir.»
Principais resultados
O relatório intercalar da Comissão sobre a investigação dos sítios Web de venda de bilhetes de avião apresenta um panorama da situação, a 22 de Fevereiro de 2008, no que respeita à acção coercitiva, com base nos dados disponíveis relativos a 13 países. A investigação centrou-se na indicação enganosa dos preços, na disponibilidade das ofertas e nas cláusulas contratuais desleais (incluindo opções pré-seleccionadas e disponibilidade das cláusula contratuais na língua do consumidor). Os principais resultados foram os seguintes:
-Foi necessário tomar medidas de coerção por infracção do direito do consumidor relativamente a 1 em cada 3 sítios Web.
-Muitos dos sítios Web apresentavam múltiplas irregularidades. Os problemas constatados neste sector inserem-se nas seguintes categorias: indicação enganosa dos preços, detectada em 58% dos sítios investigados, que constitui o problema mais frequente; irregularidades relacionadas com as cláusulas contratuais (versão linguística errada ou inexistente, serviços opcionais pré-seleccionados), constatadas em 49% dos sítios; indisponibilidade das ofertas anunciadas, constatada em 15% dos sítios.
-Estas tendências observam-se em todo o sector do transporte aéreo, tanto nas companhias aéreas como nos operadores turísticos (a distinção entre as companhias ditas «de baixo custo» e as companhias tradicionais é cada vez menos nítida na prática). Dos 79 sítios Web investigados por motivo de indicação enganosa dos preços, 44 (56%) são de companhias aéreas, 27 (34%) de agências de viagens/operadores turísticos e 8 (10%) de outros tipos de sítios Web (por exemplo sítios de comparação de preços). Dos 21 sítios Web com problemas relacionados com a disponibilidade das ofertas, 12 (57%) eram de companhias aéreas, 6 (28%) de agências de viagens e 3 da categoria «outros». Dos 67 sítios investigados por cláusulas contratuais abusivas, 26 (39%) eram de companhias aéreas, 34 (51%) de agências de viagens e 7(10%) da categoria «outros». (Muitos sítios apresentavam irregularidades múltiplas, pelo que as estatísticas relativas a irregularidades são superiores ao número de sítios).
-Os problemas são constatados numa vasta gama de empresas. Os 137 sítios investigados representam cerca de 80 empresas – desde as de grande notoriedade até às menos conhecidas.
-A acção coercitiva ultrapassou já os 50%. Os quadros do relatório intercalar (ver quadro sintético na nota anexa) apresentam os dados relativos à situação das medidas de coerção em 22 de Fevereiro de 2008. Desde essa dada, esta acção prosseguiu e foram tomadas novas medidas de correcção. A Lituânia comunicou que todos os sítios que tinha indicado com irregularidades confirmadas estão agora corrigidos, com 13 sítios adicionais. Estes dados elevam para mais de 50% o nível de correcção no final de Abril.
-A acção coercitiva relativa aos casos nacionais e aos casos transfronteiriços varia substancialmente. O relatório revela uma taxa de medidas de coerção/correcção de 55% (50 em 90) para os sítios nacionais, em que as autoridades se ocupam das empresas baseadas no seu território. Em contrapartida, nos casos transfronteiriços, em que as autoridades nacionais pedem ajuda aos seus homólogos de outros países tendo em vista a aplicação da lei no que respeita a empresas baseadas nesses países, a taxa de medidas de coerção é de 12% (5 em 42 casos).
-Transparência. Os condicionalismos legais impedem a maior parte dos Estados-Membros de divulgar os nomes das companhias nesta fase, enquanto estiverem em curso os procedimentos administrativos ou judiciais. Esta é uma questão chave para o funcionamento futuro da rede. A Noruega e a Suécia publicaram listas dos sítios Web de empresas sob investigação (ver ligação infra).
E a seguir?
A acção coercitiva será intensificada no âmbito da rede, estando previsto apresentar um novo relatório depois de 1 de Maio de 2009. A Comissão acompanhará os progressos no sector das companhias aéreas ao longo do próximo ano e examinará então a necessidade de tomar novas medidas. Ao longo de 2008 serão publicadas actualizações sobre a acção coercitiva nos sítios Web nacionais, aos quais se pode aceder através do sítio Web da Comissão dedicado aos consumidores.
Página relativa à acção de fiscalização:
http://ec.europa.eu/consumers/enforcement/sweep/index_en.htm

Conferência Nacional “Internet: contratos, pesquisa, prevenção @ net.com”

Albufeira
21 de Maio
Sob os auspícios da Câmara Municipal de Albufeira, a apDC promove na ridente capital do Turismo Português, no Auditório da Biblioteca, uma Conferência Nacional intitulada: “Internet: contratos, pesquisa, prevenção @net.com”.
O programa que se cumprirá ao longo de 21 de Maio é do teor que segue:

09.00- Abertura do Secretariado
09.30- Sessão de Abertura
10.00- Internet: Serviço Público Essencial?
Prelector: Ângela Frota, apDC - associação portuguesa de Direito do Consumo
10.30- O acesso à Internet: o contrato
Prelector: Cristina Freitas, apDC - associação portuguesa de Direito do Consumo
11.00- Pausa-café
11.15- Os contratos digitais: requisitos de fundo e requisitos de forma
Prelector: Mário Frota, apDC - associação portuguesa de Direito do Consumo
11.45- O comércio electrónico e os sítios certificados
Prelector: Gonçalo Carvalhinhos, ACEP - Associação do Comércio Electrónico em Portugal
12.15- Debate
13.00- Almoço
15.00- A protecção de dados pessoais
Prelector: Luís Novais Lingnau da Silveira, Comissão Nacional de Protecção de Dados Pessoais
15.30- A protecção de menores e a restrição de acesso
Prelector: Mário Frota, apDC - associação portuguesa de Direito do Consumo
16.00- Pausa-café
16.15- Projecto “Anjos com Guarda” (a criminalidade informática e as crianças)
Prelector: Ricardo Valadas, Polícia Judiciária de Faro
16.45- Debate
17.30- Sessão de Encerramento

EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO

Educação Financeira

O Livro Branco dos Serviços Financeiros, editado com a chancela da Comissão Europeia em 1 de Dezembro de 2005, previa um esforço adequado em matéria de formação e informação para os serviços financeiros.

A educação financeira é algo de prioritário.
Encetou-se consequente acção no que se refere à educação para os adultos, em especial, em linha (on-line).
No entanto, há um largo e vasto caminho a percorrer no que tange aos jovens.
Decisão recente – de 30 de Abril – que veio a lume no Jornal Oficial da União Europeia em 9 de Maio corrente, institui um grupo de peritos em educação financeira.
Os seus consideranda são expressivos.
A educação financeira não é nada de autónomo.
Tem de ser encarada no seio da educação para a sociedade do consumo.
Ver texto integral da decisão.

http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2008:125:0036:0038:PT:PDF

Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas

(In Público, 13-05-2008)


Assunto foi comentado durante o voo por empresários que viajavam no mesmo aparelho

O primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo violaram a proibição de fumar no voo fretado da TAP que ligou Portugal e Venezula e que chegou às cinco horas da manhã de ontem a Caracas (hora de Lisboa, 23h30 na capital venezuelana). O assunto foi muito comentado durante o voo por membros da comitiva empresarial que acompanha Sócrates e causou incómodo a algum pessoal de bordo.
O supervisor do voo, a segunda autoridade a bordo logo após o comandante, disse não ter dúvidas de que era proibido fumar a bordo e, embaraçado, falou em “situações de excepção”. Um assessor do primeiro-ministro disse que “é costume” e que as pessoas [que iam a bordo] “não se importaram”.
O Airbus A 330 da TAP saiu de Lisboa às 21h00 de segunda-feira. O filme de segurança foi claro a explicar que aquele era um voo de não-fumadores, as luzes de proibição de fumar mantiveram-se acesas durante todo o percurso de oito horas e no folheto de segurança era também claro e explicado em letras garrafais a proibição.
Pelas 23h00, servida a refeição, alguns membros do gabinete do primeiro-ministro, que seguiam na traseira do avião, onde estavam também os jornalistas, começaram a dirigir-se para a frente da aeronave com maços de tabaco na mão. Falavam entre si no facto de “já se poder fumar”.
O local escolhido era a zona de serviço de pessoal de bordo, na parte da frente do avião que dividia a classe executiva, onde seguia o primeiro-ministro, os ministros e os secretários de Estado, da classe económica. Uma cortina junto à porta de emergência escondia os fumadores dos restantes passageiros. No local o cheiro a fumo era intenso. Um membro do pessoal de bordo aconselhava os fumadores a levarem copos com água para apagar os cigarros.
Atrás das cortinas
Embora escondidos atrás da cortina, os empresários que seguiam mais à frente podiam ver tudo. Pelas 23h30 foi a vez do próprio primeiro-ministro se esconder atrás da cortina e acender um cigarro. Voltaria lá mais uma vez, como o PÚBLICO pode ver, cerca de meia hora mais tarde. Entre alguns dos empresários ouvia-se em surdina frases de espanto e de critica. “O primeiro-ministro que restrigiu e bem o fumo em Portugal devia dar o exemplo. Isto é uma pouca vergonha”, disse ao PÚBLICO, ao abrigo do anonimato, um dos empresários que se mostrava mais agastado com a situação, explicando que estava ali “para tentar fazer negócios e não arranjar problemas”.
Com o avançar da noite as coisas acalmaram junto à “zona de fumo”. Pelas duas da madrugada o primeiro-ministro, membros do seu "staff" e alguns empresários reuniram-se em conversa junto à “zona” fumo, apesar de nesse momento e durante cerca de uma hora estarem acesas as luzes de obrigatoriedade de os passageiros se encontarem sentados e com os cinto de segurança apertados. Nessa altura, alguns já nem se escondiam atrás da cortina para fumar. Pelas 3h05 o próprio primeiro-ministro, que nesse momento falava com alguns gestores da industria farmacêutica, acendeu um cigarro à frente de todos, desta vez também sem se esconder atrás da cortina.
João Raio, supervisor do voo TAP, contactado pelo PÚBLICO ainda durante o voo, começou por dizer que aquele era “um voo fretado” e que “às vezes” aquelas situaçõs aconteciam. Questionado pelo PÚBLICO se era ou não proibido disse não ter dúvidas que era. “Às vezes há estas situações de excepção”. Contou então como as coisas aconteceram. “Algumas horas depois de o voo ter partido o ministro Manuel Pinho foi fumar. Ninguém me tinha perguntado se se podia ou não fumar. Fui falar com o comandante que não gostou da situação, mas que disse para arrranjar uma zona para fumar, se não ainda acabariam a fumar no 'cockpit'”.
Repetiu depois que nem ele não o comandante tinham dúvidas de que era proibido e revelou saber que já em outras ocasiões o primeiro-ministro tinha fumado em voos TAP: “Acho que até já li nos jornais.” Alguns jornalistas que habitualmente acompanham as viagens do primeiro-ministro confirmaram ao PÚBLICO que já não é a primeira vez que José Sócrates fuma nos voos.
Já em Caracas, o PÚBLICO confrontou Luís Bernardo, assessor do primeiro-ministro que acompanhou a viagem, sobre o facto e sobre as criticas que alguns empresários fizeram. “Já é costume. Já aconteceu em outras viagens. Ouvimos as pessoas que não se importaram”, afirmou. O PÚBLICO não viu, nem ouviu em nenhuma ocasião durante as oito horas de voo algum membro do gabinete do primeiro-ministro questionar fosse quem fosse sobre a possibilidade de se fumar a bordo, num voo onde foi sempre claro que tal era proibido. O PÚBLICO viaja num avião fretado pelo gabinete do primeiro-ministro.

Livro de reclamações


"Chega-nos mais um pedido de ajuda:

Pedi ao BES / Alcântara / Lisboa, um pedido para a compra de uma casa, fizeram as avaliações no valor de cerca de 500€, agora sou confrontado que não me emprestam o dinheiro.
Pergunto não deveriam devolver o valor das avaliações.

Diário do dia 2008-05-13

Não há nada de relevante no diário de hoje

Diário do dia 2008-05-13

Lei n.º 22/2008, D.R. n.º 92, Série I de 2008-05-13 Assembleia da RepúblicaLei do Sistema Estatístico Nacional
Portaria n.º 362/2008, D.R. n.º 92, Série I de 2008-05-13 Ministério das Finanças e da Administração Pública Actualiza os coeficientes de desvalorização da moeda a aplicar aos bens e direitos alienados durante o ano de 2008, para efeitos de determinação da matéria colectável do imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas e do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Diminuição do tabagismo traria lucros ao Estado

O Estado português poderia poupar mais de 77 milhões de euros se o consumo de tabaco diminuísse 15 por cento em 22 anos. Com essa diminuição, segundo refere um estudo europeu a divulgar hoje, seriam evitadas 400 mortes até 2030.
Contas do projecto PESCE (Práticas Gerais e Económicas de Cessação Tabágica na Europa) indicam que um decréscimo no consumo de três por cento até 2030 permitiria ao serviço Nacional de Saúde poupar 7,5 milhões de euros, em custos directos com doenças muito prevalentes na população fumadora.
Segundo António Vaz Carneiro, director do Centro de Estudos de medicina Baseada na Evidência da Universidade de Medicina de Lisboa, a diminuição de 15 por cento levaria a menos 765 casos de cancro de pulmão, 226 casos de doença coronária, 872 de doença pulmonar obstrutiva crónica e 245 enfartes por ano.
Para o responsável do organismo português, apesar de “não se procurar lucro na Saúde, mas gastos racionais”, o estudo mostra que, “dado o impacto das doenças muito prevalentes associadas ao tabaco, a cessação é uma das intervenções que dá lucro. Mostra-se, pela evidência que o gasto é justificado, porque o lucro conseguido é muito superior aos gastos com medicamentos, tempo dos médicos e logística”, referiu. Sobre a participação dos clínicos gerais, Vaz Carneiro recordou que uma conversa de cinco minutos aumenta em 30 por cento o sucesso da cessação ao fim de um ano. Há estudos que revelam que a pouca adesão dos médicos de família se deve a falta de tempo, de conhecimentos específicos e de financiamentos.
Os especialistas europeus elaboraram 15 recomendações, que incluem treinos específicos e participação em estudos científicos, disponibilização de informação e criação de rotinas.

in “O Primeiro de Janeiro”, Terça feira - 6 de Maio 2008

Habitação Crise do subprime influencia concessão de crédito

Bancos contrariam alta dos preços e avaliam as casas cada vez pior
Os preços da habitação estão em alta, mas as avaliações da banca vão em sentido oposto. Mais que uma crise, o desencontro de valores reflecte as cautelas dos bancos.

Os bancos estão a ser mais conservadores e cautelosos no valor que atribuem às casas para efeitos de empréstimo. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou ontem que, pelo terceiro trimestre consecutivo, os apartamentos e as moradias do Continente têm vindo a valer cada vez menos, segundo os parâmetros dos avaliadores bancários. No primeiro trimestre de 2008, o metro quadrado da habitação era valorizado, em média, em 1220 euros, o que traduz um decréscimo de 0,9 por cento em relação ao trimestre anterior, e de 1,5 por cento em termos homólogos (ver gráfico nesta página).
Mas se, para efeitos de hipoteca bancária, a tendência é de contracção, o mesmo não se verifica em termos do valor de habitação praticado pelo mercado. Segundo o índice confidencial imobiliário (ICI) - que recorre à informação disponível no portal imobiliário LardoceLar.com, que reúne a oferta de mais de 395 mil fogos de 1400 empresas de mediação e promoção imobiliária -, o mês de Março registou uma valorização mensal de 1,7 por cento, algo que já não se verificava desde Maio de 2005. Também a valorização média anual, que compara a taxa e variação dos últimos 12 meses face aos 12 meses anteriores, subiu pelo décimo mês consecutivo, atingindo em Março os 1,6 por cento. Em termos de variação homóloga, o ICI atingiu em Março os 3,3 por cento.
Assim, a descida do valor médio de avaliação bancária do imobiliário estará mais relacionada com a conjuntura económica que afecta o mercado financeiro, e não tanto com uma quebra significativa do valor das habitações. Aliás, nos últimos’ inquéritos, coordenados pelo Banco de Portugal, as maiores instituições financeiras assumem claramente que estão a adoptar critérios mais apertados na concessão de empréstimos a empresas e particulares.
O drama do subprime
O aperto de critérios por parte dos bancos (ver texto na página 3) está relacionado com a crise nos mercados financeiros, que desde o último Verão fez disparar o custo do dinheiro para as próprias instituições e para os particulares, aumentando o risco de incumprimento por parte das famílias. A esta dificuldade imediata junta-se uma outra, mais difícil de medir, que é a de perceber se a crise gerada pelo mercado hipotecário de alto risco, o chamado subprime, não vai acabar por levar as maiores economias mundiais a um forte abrandamento económico ou mesmo a uma recessão. A confirmar-se este cenário, isto significa maior deterioração das economias das famílias (maior desemprego, menos aumentos salariais), o que deixa os bancos com forte exposição a este tipo de crédito numa situação difícil.
É por causa da nova realidade económica que os bancos estão a ser mais cautelosos na principal garantia do crédito à habitação, que é a própria hipotecado imóvel, tendo sempre presente a desvalorização que sofrerá, o que depende muito do tipo e localização do imóvel A avaliação é fundamental para cumprir outra condição de segurança dos actuais empréstimos, que consiste em emprestar menos que o valor de aquisição. Cada vez menos empréstimos bancários financiam 100 por cento o valor de aquisição. A maior empresta 60/80 e 90 por cento, sendo que vão agravando as condições do próprio empréstimo sempre que a diferença entre o montante emprestado e o valor da avaliação do imóvel se distancia.
Euforia pertence ao passado
O "aperto" das exigências contrasta com a euforia do início da década de 2000, altura em que, como recorda Reis Campos, presidente da Federação de Construção, as instituições faziam avaliações muito generosas, contando muitas vezes com a previsível valorização no futuro, de modo a poder acomodar não só o financiamento da casa, mas também a compra de recheio e até de automóveis.
Essa euforia pertence ao passado, até porque, ao contrário dos anos de valorização constante do parque habitacional, em boa parte gerado pela falta de oferta em termos de arrendamento, o cenário actual é completamente diferente, em que alguns segmentos e algumas localizações continuam a valorizar-se, mas depois há um conjunto alargado de imóveis que se desvaloriza, em especial nas zonas periféricas.
Por outro lado, e além da envolvente macroeconómica mais desfavorável, tem-se verificado um decréscimo considerável de construção de novas habitações. O que neste momento existe à venda é, portanto, um número muito mais elevado de imóveis usados/antigos, cujo valor vai diminuindo com o passar dos anos. Esta situação é ainda agravada pelo facto de grande parte dos imóveis à venda se concentrar nas zonas periféricas das grandes cidades, que cresceram desordenadamente a partir da década de 80, e são exactamente aquelas que sofrem maiores desvalorizações.
A habitação medida pela banca
Média das avaliações ronda os 1220 euros por m2
O valor médio das avaliações dos apartamentos manteve-se praticamente estável no primeiro trimestre do ano corrente, situando-se ligeiramente acima dos 1260 euros por metro quadrado. Mas, para os avalistas das instituições financeiras, o mesmo não aconteceu com outro importante segmento do mercado: de acordo com o inquérito do Instituto Nacional de Estatística, o preço das moradias degradou-se no período em análise, passando de cerca de 1155 euros por metro quadrado para 1125 euros. No agregado, e ainda de acordo com o estudo revelado pelo INE, o valor médio da avaliação bancária à habitação em Portugal caiu 0,9 por cento no trimestre, situando-se nos 1220 euros por metro quadrado. A queda em relação ao período homólogo do ano anterior é de 1,5 por cento. Numa perspectiva mais dilatada, a avaliação bancária recuou para os níveis do terceiro trimestre de 2006.
Banca reage à turbulência dos mercados
Concessão de crédito com regras mais apertadas
Num inquérito realizado em finais de 2007, os bancos portugueses assumiam estar a "aplicar critérios bastante mais restritivos na aprovação de empréstimos" a empresas e a particulares. E, mais importante ainda, admitiam reforçar essas restrições no primeiro trimestre de 2008.
Critérios mais exigentes significam, neste caso, a aplicação de spreads (margem do banco) mais altos, maior rigor nas avaliações de imóveis dados como garantia hipotecária e melhor avaliação da capacidade financeira para cumprimento da dívida, além de outras exigências complementares, como a indicação de fiadores. As instituições financeiras justificam a necessidade de aperto de critério com a "turbulência nos mercados financeiros", que teve início ‘no Verão do ano passado’, e que lhes afectou a capacidade de obtenção de fundos. As instituições que participam no inquérito sobre o mercado de crédito, as mais relevantes a operar no país, reconhecem que "têm enfrentado algumas dificuldades em obter financiamento nos mercados por grosso, em particular na emissão de títulos de dívida e na titularização de empréstimos", dificuldades que se reflectem depois na sua actividade com os clientes.
Os resultados do inquérito sobre a evolução do mercado de crédito no primeiro trimestre de 2008 deverão ser divulgados nos próximos dias, mas confirmarão, certamente, as previsões negativas feitas em finais de 2007, uma vez que a crise financeira internacional se agravou nos primeiros meses deste ano.
Em relação ao último trimestre de 2007, os bancos assumiram que foram mais exigentes nos empréstimos a pessoas e particulares, ao nível dos spreads aplicados em todas as classes de risco (e não apenas nas de maior risco), na maturidade contratual negociada (prazos mais longos) e que reduziram os montantes concedidos nalguns segmentos do mercado.
PREÇOS NA GRANDE LISBOA CONTINUAM A SER OS MAIS ALTOS DO PAÍS
Valores médios da avaliação na Região Centro caem 4,9 por cento
O valor médio da avaliação bancária desceu no primeiro trimestre de 2008 em todas as regiões do país. De acordo com a informação ontem veiculada pelo INE. e tendo em conta as regiões NUT III, só o Grande Porto está na média nacional, com um valor médio do metro quadrado da habitação a valer 1227 euros; acima da média estão as regiões da Grande Lisboa (1564 €/m2), do Algarve (1555 €/m2), do Baixo Mondego (1274 €/m2), do Alentejo litoral (1338 €/m2) e da Península de Setúbal (1283 €/m2).
Em termos homólogos, a desvalorização mais intensa aconteceu na Região Centro (que perdeu 4.9 por cento), logo seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, em que o valor médio da avaliação caiu 3.2 por cento, e do Alentejo, com uma queda de 3.1 por cento. As regiões do Algarve e do Norte apresentaram contracções mais modestas, na ordem dos 0.5 e 0.1 por centro, respectivamente.
Voltando às regiões NUT III e às variações trimestrais, o mapa não pode ser todo pintado a vermelho, já que se registaram acréscimos em 13 das 28 regiões plano.
A subida mais acentuada registou-se na região do Douro, cuja valorização atingiu 7,8 por cento no primeiro trimestre do ano. O metro quadrado para habitação estava avaliado em 806 euros no primeiro trimestre de 2003; cinco anos depois, o mesmo metro quadrado vale 1048 euros.
O relatório divulgado pelo INE revela também qual tem sido a tendência de valorização da avaliação dos bancos em termos de tipos de casa. A dispersão de valores foi mais acentuada nos apartamentos do que nas moradias. Os apartamentos T1 foram os que mais desvalorizaram (desceram 2,9 por cento face ao trimestre anterior) mas continuam a registar os valores mais elevados (1479 €/m2). Seguem-se-lhes os dos apartamentos T2 (1283 euros/metro quadrado), que diminuíram 0,3 por cento face ao trimestre anterior.
No caso das moradias, registaram-se descidas em todas as tipologias, com realce para as moradias T2, com 4,8 por cento de variação trimestral, e para as T5 ou superior, que desceram 4,3 por cento.
Apartamentos usados em pior situação
Casas à venda durante meses e meses, se não anos
A compra e venda de casa foi desde sempre apontada como uma das mais importantes transacções que as pessoas fazem na vida. Esta importância traduz-se num processo de decisão quase sempre complexo, obrigando a ver muitas casas e a comparar muitas mais características.
Mas se este processo já era complexo e demorado, agora é-o ainda mais. “As pessoas demoram muito mais tempo a decidir”, confirma o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP), José Eduardo Macedo. Porquê? "Porque o acesso ao crédito está ainda mais complicado", sentencia.
A necessidade de financiamento dos potenciais compradores - e mesmo dos promotores que posteriormente vão vender - acaba por estar, assim, na base de um mercado que tem vindo a acentuar uma tendência cada vez mais visível: as casas destinadas ao segmento alto e muito altos são vendidas com mais facilidade; as casas usadas e as destinadas a um segmento médio, e médio baixo, normalmente situadas na periferia, demoram muito mais tempo a vender. “Os compradores das casas muito boas não têm tantos problemas de liquidez. O que aparece no mercado nesse segmento é escoado com muito mais facilidade. Já o resto...” José Eduardo Macedo nem precisa de terminar a frase: a percepção de que os anúncios de casas à venda se multiplicam pelo país, e que estão colocados nas varandas e nas janelas por cada vez mais tempo, meses e meses, senão anos, é generalizado. E agora nem o segmento cooperativo, normalmente menos exposto a estas oscilações de mercado, está a escapar ao fenómeno. As cooperativas também estão a ter dificuldades em vender as fracções que têm em stock e até já começam a ter necessidade de recorrer à publicidade, o que não era habitual.
Os últimos dados divulgados pelas empresas do sector imobiliário revelam que entre 70 e 80 por cento das casas que estão à venda pertencem ao segmento dos usados. É esta preponderância que justifica duas coisas que podem parecer antagónicas à primeira vista: são as casas usadas que são mais difíceis de vender; mesmo assim, em termos percentuais, o maior volume de transacções feitas (que ronda as 200 mil por ano) pertencem ao segmento de usados.
O mercado de usados assume particular relevância no sector imobiliário por ser ele uma espécie de locomotiva, que atrasa ou empurra as transacções. As pessoas precisam de mudar de casa -porque mudam de emprego, por alterações da vida em familiar (casamentos, divórcios, constituição de famílias) - e muitas vezes só podem comprar uma nova quando vendem aquela que habitam. - As permutas de casa ajudam, aliás, a engrossar o número de transacções imobiliárias que, nos últimos anos, tem rondado as 200 mil.
O presidente da Federação Portuguesa dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, Manuel Reis Campos, recusa-se a aceitar que existe no mercado um problema de excedente de oferta. "Não há casas a mais, até porque o ritmo de construção tem vindo a abrandar desde 2000. Se em 2000 foram construídos 114 mil fogos, desde há três anos para cá que o número de construções anda à volta das 70 mil", argumenta, para sublinhar que o que existe é, antes, um acentuado decréscimo da procura.
Reis Campos, que é também vice-presidente da Associação Portuguesa dos Avaliadores de Engenharia (que fazem avaliações imobiliárias), explica que foi a banca quem mudou “e muito” o seu modo de estar neste mercado. “Todos nos lembramos do tempo em que a banca assegurava cem por cento do financiamento das casas e fazia campanhas onde afirmavam que emprestava para a casa e ainda ofereciam um cheque para a mobília”. Hoje em dia já não é assim. Imagino que a tendência será até a de se aproximarem mais dos critérios de avaliação para efeitos de património tributável, em que está estabelecido que, para efeitos de imposto, a avaliação deve estar nos 85 por cento do valor de mercado", argumentou.
Manuel Roberto
Luísa Pinto e Rosa Soares

in “Público” - Terça-feira, 6 de Maio 2008

NOVA LEI TORNA ILEGAL ESTA SITUAÇÃO NOS SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS

Atenção aos consumos mínimos!
A nova Lei dos Serviços Públicos Essenciais, em vigor a partir do próximo dia 26, vai tornar ilegais taxas mensalmente cobradas pelas autarquias e empresas concessionárias nas facturas de consumo, nomeadamente da água e gás, alertam associações de consumidores.

Em conferência de imprensa em Coimbra em conjunto com a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), a Associação de Consumidores de Portugal (ACOP) anunciou que vai avançar com acções populares nos tribunais para travar a ilegalidade. Segundo o jurista Mário Frota, presidente da APDC, todas as taxas que não tenham uma correspondência directa com um serviço prestado são proibidas, ao abrigo do n.º 2 do artigo 8 da Lei 12/2008, de 26 de Fevereiro, pois configuram um consumo mínimo.
A lei "estabelece inequivocamente que são proibidos consumos mínimos", salientou aquele responsável, citando como exemplo as "taxas de disponibilidade" do serviço de água que os serviços municipalizados ou as empresas concessionárias cobram em substituição do aluguer dos contadores, ou as do gás com a designação de "parte fixa" ou "termo fixo natural".
A APDC considera que se está também perante "consumos mínimos encapotados" na taxa de assinatura do telefone da PT (Portugal Telecom) e na "taxa de potência" da electricidade. Mário Frota admite que possa haver distorções nos 308 municípios, tendo em conta os indicadores de violação à lei, quer pelos serviços municipalizados, quer pelas empresas concessionárias dos serviços. Seja através da "taxa de disponibilização" do serviço, uma designação mais comum, ou de algumas "criações" de autarquias, como a de Mangualde, que avançou com uma taxa de conservação das redes, que "aumenta 40 por cento" em relação ao aluguer dos contadores, ou a de Abrantes, que criou uma taxa de 0,5 euros a pagar por cada consumidor para "acompanhamento e fiscalização do contrato de concessão" (este município concessionou a uma empresa o abastecimento de água ao domicílio), explicou.
APDC deixa o alerta para os “consumos mínimos encapotados”
"É a imaginação ao poder", observou Mário Frota, com alguma ironia, utilizando um slogan da contestação estudantil do Maio de 68», agora lembrado quando passam 40 anos sobre esse acontecimento que alastrou a partir de França. Segundo o jurista, "muda-se á lei, dá-se a aparência de que os consumidores vão pagar menos, mas não e isso que se passa, pois está a converter-se o aluguer dos contadores em taxas de disponibilidade dos serviços". "Desde que a lesão dos direitos dos consumidores atinja um número relativamente elevado, nomeadamente nos casos em que estão em causa interesses individuais homogéneos", como é o caso dos utentes dos serviços de água é gás, a ACOP avançará com acções populares contra essas empresas e contra as câmaras municipais, acrescentou.
Para o presidente da APDC, outro dos aspectos positivos da nova lei é o de consagrar o direito à periodicidade, que estava a ser violado, ou seja, vai obrigar as prestadoras do serviço a apresentarem facturas mensais em vez de facturas bimestrais.

In “O Primeiro de Janeiro”, 6 de Maio de 2008

Livro de Reclamações

Acontece que desde o dia 06/03/08 que estou a aguardar a alteração da minha licença de A para A1 e até ao momento ninguém me explica o que se está a passar. A escola diz que a culpa é da DGV, enviei alguns mails como poderão constatar em anexo e até ao momento nem uma explicação, estou bastante descontente uma vez que faltei ao primeiro exame porque o instrutor partiu do princípio que eu já sabia conduzir e praticamente só nas vésperas do exame me deu aulas. Ora como se pressupõe não estava preparada para exame, mas claro ninguém assumiu culpas.

Pensei, que para não perder tudo, alterar para uma cilindrada menor, pois a mota de mais cilindrada da escola é muito pesada e pouco prática, passei no exame de código no dia 20/12/2007, como tal está-se a esgotar os 6 meses que tenho para tirar a condução, não posso ficar de braços cruzados, pois o dinheiro ninguém mo devolve, o tempo e as chatices sou eu que tenho, e eu quero a minha carta tenho uma mota parada desde Dezembro.”

“Banco de Portugal está a dar cobertura a um crime de especulação”

Bancos cobram comissões ilegais por troca de notas e moedas

Os bancos portugueses têm cobrado, ilegalmente, comissões aos seus clientes quando estes se dirigem aos balcões para trocarem notas e moedas de euros. As denúncias têm sido sistemáticas e cada vez em maior número e está a deixar os portugueses com os cabelos em pé. Além desta prática, a verdade, é que os bancos têm sido desmascarados em tantas outras (ver caixa).

Em Fevereiro
Banco Espírito Santos cobrava 104 euros pelo encerramento de contas do clientes.
As práticas abusivas dos bancos sobre os seus clientes são várias. Em Fevereiro passado o Banco Espírito Santo cobrava 104 euros pelo encerramento de4 uma contra à ordem – BES 360 - , um valor que é muito superior ao praticado por duas outras instituições, o Millenium BCP e o Santander. Enquanto outras entidades bancárias, não cobravam nada pelo serviço.
Um dos casos relatados a “O DIABO” é bastante elucidativo: há duas semanas uma cliente do banco Barclays que se dirigiu a um dos balcões do banco para trocar uma nota de 50 euros viu ser-lhe cobrada uma taxa de 2,50 euros pelo serviço.

Contactada por “O DIABO”, fonte oficial do Banco de Portugal, condena a prática mas não a considera ilícita. A autoridade de supervisão bancária portuguesa esclarece, assim, que “à luz dos preceitos legais em vigor, não é ilícita a cobrança de comissões, pelas instituições de crédito, na realização de operações de troco e destroco de numerário, em euros”. Todavia, a instituição liderada por Vítor Constâncio, considera que “tal prática prejudica a regular utilização do numerário enquanto meio de pagamento, bem como a confiança do público e demais operadores nas notas e moedas de euro em circulação”. A mesma fonte acrescenta que “o Banco de Portugal já interveio por duas vezes, no passado recente, -2004 e 2007 - junto do sistema bancário, no sentido de que fossem abandonadas práticas que obstassem ou dificultassem a realização de troca de numerário aos balcões das instituições de crédito - cartas-circulares n.o 7/2004/DET e 2/2007/DET”. Desse modo, o Banco de Portugal entende que “as instituições de crédito devem assegurar gratuitamente a realização de operações de troco e destroco de numerário ao balcão, facilidade que deverá igualmente ser assegurada a não clientes, dentro de montantes razoáveis. Este entendimento será oportunamente transmitido às instituições de crédito através de carta-circular”.
Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), comenta a “O DIABO” esta prática, a qual, qualifica de “ilícita” e “ilegal” e defende que, tendo em conta que o Banco de Portugal “lava as mãos do assunto”, cabe ao Ministério Público (MP) intervir, mediante queixa dos lesados.
“Exacerbamento e requinte da mercadologia”
Mário Frota começa por dizer que estamos perante “uma troca de euros por euros” e considera “estranho, desde o início, a cobrança de uma comissão quando na verdade estamos em presença de troca por troca de uma mera permuta de moeda”.
O presidente da APDC frisa que não “faz nenhum sentido” esta cobrança e é “surreal” que “na sociedade e no desenvolvimento a que chegamos haja uma eventual medida de tempo” já que “é facto que estes negócios sempre foram de mera permuta de moeda”. “Não estamos perante unidades cambiais distintas, estamos a trocar euros por euros. Está-se a levar realmente a um exacerbamento, ao requinte da mercadologia ao se exigir por esta simples operação de permuta uma contra partida”, condena.
“Este raciocínio está inclinado de vícios já que quando nada permite que se cobre o que se não deve e isso constitui um crime de especulação”, denuncia Mário Frota.
“Quando se cobra o que se não deve comete-se um crime de especulação nos termos do artigo 35 da Lei Penal do Consumo, decreto-lei 28/84, de 20 de Janeiro. Estamos perante um crime de especulação que tem uma moldura penal”
Salienta que o Banco de Portugal “está a agir de forma suave” e “só terá acordado agora para o fenómeno” sendo que a prova de tal atitude por parte da entidade de supervisão bancária “veio a revelar-se na intervenção de Vítor Constâncio na recente intervenção na comissão parlamentar de Finanças da Assembleia da República”.
“A única justificação que poderia ser aduzida é que ao efectuar a troca há a afectação de um segmento de tempo ínfimo do trabalho do empregado bancário na consecução dessa operação e, portanto, a afectação do valor correspondente ao tarifário a esse tipo de negócio, porque estamos perante uma permuta mas a permuta nestas circunstâncias é tradicionalmente gratuita”, refere.
Mário Frota entende, nessa medida, que “sendo a permuta nestas circunstâncias tendencialmente gratuita não há qualquer justificação a não ser numa celebração, isto é, num raciocínio demasiado elaborado é que pode ver-se nisto uma outra comissão susceptível de remuneração”. E acusa: “quando se cobra o que se não deve comete-se um crime de especulação nos termos do artigo 35 da Lei Penal do Consumo, decreto-lei 28/84 de 20 de Janeiro. Quando não é devido o preço por uma dada operação e se cobra estamos perante um crime de especulação que tem uma moldura penal”.
Por essa razão garante que o Banco de Portugal “está a dar cobertura a um crime de especulação, onde não há lugar a cobrança e a concretização de qualquer cobrança constitui crime de especulação”. Sendo assim, Mário Frota afirma que o crime de especulação “já ultrapassa o Banco de Portugal” porque, defende, “o titular da acção penal é o Ministério Público e cabe a este actuar mediante participação e queixa dos visados”.
Admite ainda que “o requinte de malvadez que se queira pôr nessas coisas que eles até acabem por elaborar e colocar ao balcão comissões para a troca simples de moeda, o que para nós não faz qualquer sentido”.
O responsável da APDC realça que estas cobranças são “ilícitas e ilegais” e que “não têm suporte legal”. E termina descrevendo a base de que está a partir o Banco de Portugal: “o BP socorre-se do arsenal punitivo do decreto-lei 298/92 - o regime das instituições de crédito das sociedades financeiras - e não se vê lá cobertura nenhuma para isso. E o que argumenta é simples: se não é proibido é permitido. Se o Banco de Portugal tivesse dito que havia um anúncio prévio de que estas operações estão sujeitas a cobranças era diferente. Para nós este raciocínio está inclinado de vícios já que quando nada permite que se cobre o que se não deve e isso constitui um crime de especulação”.

Ana Clara
in jornal “O Diabo”, 6 de Maio de 2008

Habitação

Plano Estratégico aposta no arrendamento e reabilitação

O Plano Estratégico de Habitação vai apostar forte no arrendamento e na reabilitação, em detrimento da construção de casas novas
As recomendações da equipa técnica que está a elaborar o Plano Estratégico de Habitação, que são apresentadas hoje de manhã aos municípios, no auditório do Centro de Estudos e Formação Autárquica, em Coimbra, consideram a parceria público-privada “indissociável” das políticas de habitação e apontam a necessidade de ajustar a oferta à procura de casas, aproveitando melhor o stock habitacional existente.
Os responsáveis pelo documento já tinham apresentado em Outubro um diagnóstico que apontava para a existência de cerca de 1,6 milhões de fogos a precisar de pequenas e médias reparações e definia como prioridade o realojamento de mais de 160 famílias a viverem em casas sem condições de habitabilidade.
A sobrelotação de casas (mais de meio milhão) e a existência de famílias alojadas em situações precárias foram os elementos que permitiram aos técnicos concluir pela necessidade de 200 mil fogos em Portugal e de obras em 190 mil. “O diagnóstico é assustador. Em Portugal o peso da reabilitação de edifícios é de apenas quatro por cento, enquanto noutros países europeus ela atinge os 40 por cento”, reconheceu Nuno Vasconcelos, presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).
Em declarações à agência Lusa, o responsável sublinhou a “mudança de paradigma” neste programa estratégico: “Há uma alteração significativa, pois passa-se de um grande peso de construção para um maior investimento na reabilitação, com a aposta nas parcerias público-privadas, e no arrendamento, que é essencial para a mobilidade”.
“Este não é um documento fechado. É um conjunto de sugestões de uma equipa técnica independente que agora entra em fase de discussão pública, que começa pelas autarquias”, afirmou.
Nuno Vasconcelos considerou as autarquias como “um parceiro essencial” na área da habitação, sobretudo quando um dos instrumentos base são os Programas Locais de Habitação, “que podem trazer maior coordenação e uma visão mais global, contribuindo para uma política mais consistente”.
No diagnóstico da situação habitacional portuguesa, a equipa técnica aponta algumas falhas ao Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU), nomeadamente o atraso na sua concretização e “desajustamentos de alguns aspectos”, sem pormenorizar, e propõem a reavaliação e monitorização do programa.
Os técnicos sugerem igualmente uma hierarquização das prioridades na reabilitação do parque habitacional público, face à degradação existente, e defendem que a recuperação destas casas deverá estar integrada numa estratégia global dos Programas Locais de Habitação, que definirão as prioridades dos municípios nesta área. Estes Programas Locais de Habitação fixarão as necessidades e prioridades idos municípios nesta área.
Segundo as recomendações técnicas, os municípios deverão preferencialmente organizar-se em associações ou empresas inter-municipais para elaborar estes programas, que fixarão objectivos para um período de tempo determinado.
A existência destes programas passará funcionar como critério de prioridade para os financiamentos públicos e os técnicos sugerem que progressivamente deverá ser estudada a possibilidade de organização de um sistema de elegibilidade de âmbito nacional para garantir equilíbrio e justiça na distribuição dos recursos. É ainda proposta uma maior vigilância das políticas de habitação e dos seus impactes, trabalho que caberá ao IHRU, através do observatório da Habitação e Reabilitação Urbana. As sugestões foram elaboradas por uma equipa técnica com especialistas do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), da Universidade do Porto / IRIC E DO IHRU.

Jornal “Diário de Coimbra”, 8 de Maio de 2008

Diário do dia 2008-05-12

Não há nada de relevante no diário de hoje

Diário do dia 2008-05-12

Lei n.º 21/2008, D.R. n.º 91, Série I de 2008-05-12 Assembleia da República Primeira alteração, por apreciação parlamentar, ao Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, que define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário dos sectores público, particular e cooperativo
Decreto Legislativo Regional n.º 10/2008/A, D.R. n.º 91, Série I de 2008-05-12 Região Autónoma dos Açores - Assembleia Legislativa Aprova o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores - PEGRA
Portaria n.º 361-A/2008, D.R. n.º 91, Série I, Suplemento de 2008-05-12 Ministérios das Finanças e da Administração Pública, da Economia e da Inovação e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas Estabelece as regras de comercialização do gasóleo colorido e marcado e os respectivos mecanismos de controlo, tendo em vista a correcta afectação do produto aos destinos que beneficiam de isenção ou de aplicação de taxas reduzidas do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), nos termos previstos no Código dos Impostos Especiais de Consumo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 566/99, de 22 de Dezembro, designado por CIEC

Sábado, 10 de Maio de 2008

Albufeira abre portas a sessão de esclarecimento e conferência


CIAC e APDC promovem duas iniciativas sociais

A Câmara Municipal de Albufeira, através do Centro de Informação Autárquico ao Consumidor (CIAC), realiza uma sessão de esclarecimento sobre Consumo Juvenil, na Escola Secundária de Albufeira, no próximo dia 12 de Maio, pelas 10:00 horas.
A iniciativa conta com a presença de Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), sendo o objectivo da sessão esclarecer os alunos sobre a realidade do consumo juvenil e os problemas que lhe estão associados e, ao mesmo tempo, informá-los sobre a necessidade de realizarem um consumo consciente.
Neste âmbito vão ser abordados vários temas como a gestão racional do rendimento (semanada/mesada/etc.), os riscos de uma gestão mal programada e a responsabilidade social do consumo, entre outros.
«INTERNET: contratos, pesquisa, prevenção @ net. Com» é o título da conferência que tem lugar a 21 de Maio, no Auditório Municipal de Albufeira, numa organização da Câmara Municipal, através do CIAC, em parceria com a APDC. O objectivo é abordar as várias questões inerentes à Internet, tanto no que se refere à contratação do serviço, como aos cuidados na navegação, designadamente na pesquisa e acesso a sites, colocação de filtros, realização de downloads, na informação e acesso a serviços disponíveis na rede, questões como a privacidade dos dados pessoais, cuidados a ter no pagamento de bens ou serviços, entre outros.
A conferência é dirigida a pais, educadores, professores, bem como ao público em geral. E as inscrições (gratuitas) devem ser feitas no CIAC, através do e-mail mailto:cartaovisa@bvalbufeira.pt ou pelos números 289599520/ 289599521/ 289599567.

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Municípios e empresas acusados de cobrar taxas ilegais

Amenos de três semanas da entrada em vigor da nova lei aprovada pelo Parlamento para proteger os utentes de serviços públicos essenciais, a Associação de Consumidores de Portugal (ACOP) vai tomando conhecimento, dia para dia, de mais câmaras e empresas que começaram a cobrar "tarifas de disponibilidade" nas facturas de água e saneamento.

E como vê nessas tarifas a cobrança ilegal de alugueres de contadores e consumos mínimos "encapotados", a associação de Coimbra promete avançar para os tribunais. Ver artigo

Acções Populares para travar ilegalidades

A NOVA LEI dos Serviços Públicos Essenciais, em vigor a partir de 26 de Maio, vai tomar ilegais taxas mensalmente cobradas pelas autarquias e empresas concessionárias nas facturas de consumo, nomeadamente da água e gás, alertam associações de consumidores.

Em conferência de imprensa ontem realizada em Coimbra em conjunto com a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), a Associação de Consumidores de Portugal (ACOP) anunciou que vai avançar com acções populares nos tribunais para travar a ilegalidade.
Segundo o jurista Mário Frota, presidente da APDC, todas as taxas que não tenham uma correspondência directa com um serviço prestado são proibidas, ao abrigo do nº 2 do artigo 8° da Lei 12/2008, de 26 de Fevereiro, pois configuram um consumo mínimo.
“A lei estabelece inequivocamente que são proibidos consumos mínimos” , salientou aquele responsável, citando como exemplo as “taxas de disponibilidade” do serviço de água o e os serviços municipalizados ou as empresas concessionárias cobram em substituição do aluguer dos contadores. , ou as do gás com a designação “parte fixa” ou “termo fixo natural”. A APDC considera que se está também perante “consumos mínimos encapotados” na taxa de assinatura do telefone da PT {Portugal Telecom) e na “taxa de potência” da electricidade.
Mário Frota admite que possa haver distorções nos 308 Municípios, tendo em conta os indicadores de violação à lei, ler pelos serviços municipais quer pelos serviços municipalizados, quer pelas empresas concessionários dos serviços. Seja através da “taxa de disponibilização do serviço, uma designação mais comum, ou de algumas “criações” de autarquias, como a de Mangualde, que avançou com uma taxa de conservação das redes, que “aumenta 40 por cento” em relação ao aluguer dos contadores, ou a de Abrantes, que criou uma taxa de 0,50 euros a pagar por cada consumidor para “acompanhamento e fiscalização do contrato de concessão” (este município concessionou a uma empresa o abastecimento de água ao domicílio), explicou.
“É a imaginação ao poder”, observou Mário Frota, com alguma ironia, utilizando um slogan da Contestação estudantil do “Maio de 68”, agora lembrado quando passam 40 anos sobre esse acontecimento que alastrou a partir de França. Segundo o jurista, “muda-se a lei, dá-se a aparência de que os consumidores vão pagar menos, mas não é isso que se passa, pois está a converter-se o aluguer dos contadores em taxas de disponibilidade dos serviços”.
Desde que a lesão dos direitos dos consumidores um número relativamente elevado, nomeadamente nos casos em que estão em causa interesses individuais homogéneos”, como é o caso dos utentes dos serviços de água e gás, a ACOP avançará com acções populares contra essas empresas e contra as câmaras municipais, acrescentou. Para o presidente da APDC, outro dos aspectos positivos da nova é o de consagrar o direito à periodicidade, que estava a ser violado, ou seja, vai obrigar as prestadoras do serviço a aparentarem facturas mensais em vez de facturas bimestrais.
Segundo Mário Frota, essa facturação de dois em dois meses acaba por fazer passar os consumos para escalões mais elevados, e por outro lado defraudar o orçamento doméstico, que está reportado ao salário mensal.
O dirigente referiu que a empresa concessionária do serviço de água na Figueira da Foz já contestou a medida ao afirmar que a factura ao mês tem custos acrescidos, mas é uma daquelas que oneram os consumidores com taxas que “são consumos mínimos encapotados”. Mário Frota, reportando-se a um documento de facturação, referiu que utente do serviço na Figueira da Foz por um consumo de água de 2,32 euros teve de pagar cerca ´30 euros, pela adição de várias taxas aplicadas pela empresa.
in Diário “As Beiras”,"Diário de Coimbra", 6 de Maio de 2008

Uso de telemóveis na União Europeia

Tarifário de “roaming” em consulta pública
A Comissão Europeia abriu ontem uma consulta pública sobre a aplicação regulamento comunitário sobre o tarifário do “roaming” nos telemóveis, em vigor desde Junho passado, que limita os valores cobrados nas chamadas dentro da União Europeia.

A indústria, os consumidores e demais partes interessadas são convidados a pronunciar-se, até 2 de Julho, sobre a chamada “eurotarifa” para as chamadas feitas e recebidas por telefone móvel em “roaming".
O objectivo de Bruxelas é avaliar o funcionamento e eficácia do tarifário.
A Comissão Europeia deve apresentar, em 2008, um relatório ao Parlamento Europeu e ao Conselho acerca do funcionamento das novas regras em matéria de “roaming” e dos seus efeitos.
A consulta pública pretende obter respostas dos operadores de telecomunicações móveis, das empresas, das associações de consumidores e de outras partes interessadas até 2 de Julho de 2008.
Um dos aspectos sobre os quais a Comissão Europeia quer consultar as partes interessadas é o chamado “roaming” involuntário, que acontece aquando os telemóveis são utilizados perto da fronteira com um país vizinho, utilizando a rede estrangeira.
A questão dos minutos efectivamente gastos e facturados é outra vertente incluída na consulta pública, nomeadamente para se saber se, em resultado do regulamento, se verificou urna tendência para o abandono da facturação "ao segundo” em favor da adesão à factura “ao minuto”.
O regulamento comunitário relativo ao “roaming” exige que os operadores ofereçam aos clientes uma “eurotarifa” para as chamadas locais quando se encontram noutros Fstados-Membros e introduz preços máximos (sem IVA) de 0,49 euros por minuto para as chamadas efectuadas e de 0,24 euros por minuto para as chamadas recebidas.
Esses preços baixarão para 0,46 e 0,22 euros respectivamente no próximo dia 30 de Agosto e para 0,43 e 0,19 euros no mesmo dia de 2009.
Segundo dados de Bruxelas, no final de Setembro de 2007, mais de 400 milhões de cidadãos europeus puderam já beneficiar de uma “eurotarifa”.
O regulamento relativo ao “roaming” limita-se às chamadas vocais e a sua vigência termina em 30 de Junho de 2010, a menos que o Parlamento Europeu e o Conselho decidam prolongá-la para além dessa data, com base numa proposta da Comissão Europeia.

Jornal “Diário de Coimbra”, 8 de Maio de 2008

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