A Polícia de Segurança Pública – honra lhe seja! – cumpria de forma exemplar, com rigor e sem excessos, as suas funções nos aeroportos… no controlo dos passageiros às zonas mais sensíveis, contíguas às áreas reservadas ao embarque propriamente ditas.
Políticas (?) de avantajamento dos privados, na “fúria” demolidora da atacar a “segurança” pública, fizeram com que a PSP fosse substituída por uma empresa privada – a PROSEGUR…
Nos aeroportos do Porto e de Lisboa, ao menos, a ausência de uma efectiva cultura de segurança pelos serviçais da PROSEGUR condu-los a atitudes reverberáveis no tratamento de situações correntes que o “bom senso” resolveria, mas que a ignorância, a inexperiência e quiçá o excesso de zelo “justificam” (ou não?).
Os cidadãos estão à mercê de grosserias, da jactância de quem se vê alcandorado ao exercício de um “poder” que supõe absoluto… porque a “segurança está na moda”… e o 11 de Setembro manda “exceder” e não “ceder”…
A Polícia fazia, com efeito, mais e melhor.
Há situações para com as mulheres que nada justifica nem a preservação de uma segurança como suprema lei ou valor absoluto… porque outros valores - como o do pudor e da dignidade – se sobrepõem às ânsias e às “desconfianças” dos pretensos “agentes”.
“Se queres ver o vilão… põe-lhe o varapau na mão!”
Nada mais! Nada melhor!
“Chamem a Polícia!”
E deixem-se de paisanices securitárias por gente destituída de formação, de cultura, de segurança e de senso!
Respeitem os cidadãos!
E mudem de política!
Mário FROTA
Presidente da apDC – associação portuguesa de Direito do Consumo
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