[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano VI

Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

Lousã homenageia o Conselheiro Neves Ribeiro.

A morte de Neves Ribeiro, a 16 de Fevereiro de 2006, foi uma perda profunda.

Para Mário Frota, presidente da apDC, o Conselheiro Neves Ribeiro era um homem simples, bom e justo. Aquando da sua tomada de posse como vice-presidente do STJ, em 31 de Maio de 2005, o seu então presidente, juiz conselheiro Nunes da Cruz, congratulava-se com a eleição de Neves Ribeiro, assegurando que este possui "lucidez, sabedoria e serenidade", atributos que, em sua opinião, exigem "os graves desafios e as preocupantes incertezas que caracterizam os tempos difíceis para a justiça" (vide aqui).

Neves Ribeiro foi um dos fundadores da associação portuguesa de Direito de Consumo (apDC), sendo, até ao seu falecimento, há um ano, presidente da sua assembleia–geral.

Juiz–conselheiro, natural da Lousã, assumiu uma das duas vice–presidências do STJ em 2005.
Licenciado em Direito e Ciências Jurídicas pela Universidade de Coimbra, Neves Ribeiro integrava o STJ desde 1999. Exerceu, sucessivamente, as funções de delegado do Procurador da República, juiz de direito, procurador–geral adjunto, auditor do Ministério dos Transportes e auditor jurídico da Presidência do Conselho de Ministros. Em comissão de serviço, desempenhou o cargo de director do Gabinete de Direito Europeu do Ministério da Justiça (MJ). Durante o exercício da presidência portuguesa da União Europeia, em 2000, foi presidente do Comité de Direito Civil do Conselho JAI.

(In Diário As Beiras, de 17-02-2007):

Antigo vice-presidente do STJ homenageado
O antigo vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Neves Ribeiro, falecido há um ano, foi ontem homenageado por meia centena de amigos na Lousã, sua terra natal.Tratou-se de uma dupla homenagem póstuma, organizada pelo jornal Trevim, do qual o juiz conselheiro foi um dos fundadores quando estudava Direito na Universidade de Coimbra (UC), e pela Sociedade Filarmónica Lousanense (SFL), colectividade que tinha Neves Ribeiro como presidente da assembleia geral há vários anos.“Era um homem solidário. Dava-nos um certo
ânimo quanto estávamos na mó de baixo”, declarou à agência Lusa um dos promotores da iniciativa, João Poiares da Silva.
Natural da freguesia de Vilarinho, concelho da Lousã, António da Costa Neves Ribeiro assumiu uma das duas vice-presidências do STJ no dia 31
de Maio de 2005, tendo sido substituído por António Henriques Gaspar, após a sua morte em 16 de Fevereiro de 2005.
Licenciado em Direito e Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, o magistrado integrava o Supremo Tribunal de Justiça desde 1999. Ontem, às 12H00, meia centena de conterrâneos e outros amigos colocaram uma lápide na sua campa, no cemitério de Vilarinho, onde está também sepultado o jurista Vicente Ferrer Neto de Paiva, que foi reitor da UC em meados do século XIX, após a Revolta da Sala dos Capelos, em que se distinguiu o estudante e futuro escritor Antero de Quental. Seguiu-se uma visita do grupo à sede da Filarmónica Lousanense, onde foi descerrada uma fotografia de Neves Ribeiro no salão principal da colectividade centenária, da qual foi dirigente e benemérito.“Sinto que ele está connosco e que preside ainda à assembleia- geral da SFL”, disse João Poiares da Silva, vice-presidente do órgão, cuja presidência recusou assumir até agora, numa simbólica homenagem ao amigo.


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