[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

quinta-feira, 22 de março de 2007

Hotéis: Quem (re)vê estrelas?

Ou reserva-se ao consumidor que “veja estrelas” por haver confiado?

Em Moscovo, há um ror de anos, dizia-se que os hotéis não se “mediam” por estrelas – antes por baratas, tal a profusão de tão repelentes insectos nas instalações: 1 barata, 2 baratas, 3 baratas...

Em Portugal, já há quem fale em 6 estrelas em estabelecimentos super-luxuosos, susceptíveis de atrair, qual nicho privilegiado, os multimilionários que a miséria de tantos vai fazendo prosperar...

Há, porém, em Portugal, hotéis que – qual artifício, sugestão ou embuste – se apresentam com 4 estrelas e nem sequem duas merecem...

O mais caricato é que nem com uma lupa se chega a saber quem reclassifica o quê – e não há quem se apreste a “deitar abaixo” as estrelas a mais. Para que o consumidor não fique a ver estrelas onde as não há...

Aos cuidados de quem possa aceder à informação.

Mário FROTA
Presidente da apDC - associação portuguesa de Direito do Consumo