
A Escola Secundária Henriques Nogueira, em Torres Vedras, solicitou à Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) uma vistoria para "rever o estado de conservação" do amianto no telhado do edifício e as "implicações" para a saúde pública.
"Houve casos de doenças oncológicas que alarmaram a escola", disse à Lusa a presidente do conselho executivo, Conceição Vilhena, depois de na escola secundária do Cartaxo terem surgido sete casos de cancro, sem ligação directa à existência de coberturas em amianto.
Para a docente, mais uma vez não há qualquer "relação causa-efeito", já que nenhum dos casos de doença oncológica é do foro pulmonar. Refere que já tinham sido feitas análises ao ar nesta escola e "não foi detectado qualquer problema".
"Para sossego de todos", a escola decidiu remeter o problema à DREL, aguardando que sejam tomadas medidas, nomeadamente uma peritagem ao local, no sentido de determinar o grau de conservação das coberturas em fibrocimento.
Na sua opinião, a solução poderá passar por uma intervenção para extrair o amianto da construção do edifício, mas admite, que, após informação recolhida, "é mais nocivo para a saúde o retirar das coberturas, porque se levantam poeiras", exigindo "o máximo de minúcia e cuidado".
"A saúde pública não teve informação de que o edifício tivesse amianto", garantiu a delegada de saúde de Sobral de Monte Agraço, Helena Andrade, que assegura o serviço em Torres Vedras, reafirmando que "não há qualquer alerta".
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