(In Diário de Aveiro, 28 de Outubro 2007)
As excepções, segundo a inspectora-chefe Graça Gonçalves, são os talhos e charcutarias. A situação irá manter-se «até que sejam corrigidos os problemas técnicos/funcionais de higiene», o que, segundo José Américo, vereador da Câmara de Ovar, pode demorar entre «seis a nove meses»Nesta operação planeada para a área alimentar foram fiscalizadas 45 bancas, com o objectivo
de verificar as condições de funcionamento e o estado de salubridade dos alimentos. Além das bancas de peixe, a ASAE (Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica) deu também ordem de encerramento ao sector de hortifruticultura, com grande expressão neste mercado, conforme sublinhou o vereador. José Américo afirma que a autarquia irá avançar de imediato com obras de requalificação no valor de cerca de meio milhão de euros, que necessitam de concurso público e visto do Tribunal de Contas e que, por isso, irão demorar entre seis a nove meses até à sua conclusão.
Enquanto decorrerem as obras de requalificação, também as cerca de meia centena de bancas de roupas da comunidade cigana ficarão sem lugar. São estes vendedores que mais contestam esta decisão de encerramento, alegando que não têm nada a ver com os problemas detectados pela ASAE, e prometem «montar as bancas em frente à Câmara», caso não lhes seja ) dada uma alternativa para continuarem a desenvolverem a actividade, da qual subsistem mais de duas centenas de pessoas das comunidades da Marinha e Sargaçal.
«Deixem-nos trabalhar»
Com o Natal à porta a comunidade cigana que se dedica ao comércio de roupas já começa a fazer contas á vida e já teme as consequências económicas desta medida, numa altura em que previsivelmente as vendas comecem a aumentar. «A comunidade cigana é sempre apontada pelas coisas erradas, mas quando tentamos ganhar a vida honestamente fazem-nos isto», afirmou o vereador Joaquim Soares, que teme que esta medida possa levar a que «alguns ciganos arranjem problemas». «Se querem que a comunidade cigana ande bem, deixem-nos trabalhar», concluiu. Entre o coro de vozes protestantes estão as produtoras de
hortifruticultura, que temem pelo seu futuro numa altura em que as sementes já foram lançadas à terra. «Já nos tiraram a criação do gado, a ordenha e agora isto. Já não sei o que fazer para por comida na mesa», desabafou Maria Isabel, que, tal como as outras vendedeiras, quer um local provisório pára exercer uma actividade, legal e para qual já pagou os licenciamentos à autarquia.
Com o Natal à porta a comunidade cigana que se dedica ao comércio de roupas já começa a fazer contas á vida e já teme as consequências económicas desta medida, numa altura em que previsivelmente as vendas comecem a aumentar. «A comunidade cigana é sempre apontada pelas coisas erradas, mas quando tentamos ganhar a vida honestamente fazem-nos isto», afirmou o vereador Joaquim Soares, que teme que esta medida possa levar a que «alguns ciganos arranjem problemas». «Se querem que a comunidade cigana ande bem, deixem-nos trabalhar», concluiu. Entre o coro de vozes protestantes estão as produtoras de
hortifruticultura, que temem pelo seu futuro numa altura em que as sementes já foram lançadas à terra. «Já nos tiraram a criação do gado, a ordenha e agora isto. Já não sei o que fazer para por comida na mesa», desabafou Maria Isabel, que, tal como as outras vendedeiras, quer um local provisório pára exercer uma actividade, legal e para qual já pagou os licenciamentos à autarquia.
Promessa esquecida
Para as bancas do peixe, o vereador José Américo; está a tentar arranjar uma solução que pode passar pela colocação de módulos que permita continuar com a venda. Entre as varinas a contestação sobe de tom; enquanto não sabem qual será a solução apontada pela autarquia, uma vez que nada lhes foi comunicado. As críticas e protestos são todos dirigidos à Câmara de Ovar, que, segundo os vendedores, em altura de eleições autárquicas «veio aqui prometer obras, mas depois nunca mais cá apareceram, até hoje (ontem), e para ouvirem a ASAE a dizer uma coisa que já há muito se sabia».
A pergunta das varinas é igual à de todos os outros vendedores deste mercado: «De que vamos viver enquanto não pudermos trabalhar? Quem nos vai manter?»
Para as bancas do peixe, o vereador José Américo; está a tentar arranjar uma solução que pode passar pela colocação de módulos que permita continuar com a venda. Entre as varinas a contestação sobe de tom; enquanto não sabem qual será a solução apontada pela autarquia, uma vez que nada lhes foi comunicado. As críticas e protestos são todos dirigidos à Câmara de Ovar, que, segundo os vendedores, em altura de eleições autárquicas «veio aqui prometer obras, mas depois nunca mais cá apareceram, até hoje (ontem), e para ouvirem a ASAE a dizer uma coisa que já há muito se sabia».
A pergunta das varinas é igual à de todos os outros vendedores deste mercado: «De que vamos viver enquanto não pudermos trabalhar? Quem nos vai manter?»
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