[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

terça-feira, 27 de maio de 2008

NOVAS OPORTUNIDADES…

Para o desencanto? Ou para o logro?
Chega-nos, de um consumidor devidamente identificado, mais um “desabafo”…

“1- Adquiri um computador portátil, ao abrigo do programa “Novas Oportunidades” (E-escola), o qual pressupunha que, para além do portátil, também tivesse direito ao acesso à Internet de banda larga;
2- O fornecedor desse serviço seria a TMN – Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A.;
3- Activou este serviço, ainda na primeira quinzena de Setembro de 2007, fazendo parte daquele grupo de professores e alunos que se prestaram a engalanar esta iniciativa comum do Ministério da Educação e das operadoras de telecomunicações.
4- Tendo conseguido aceder, com alguma dificuldade, durante talvez dois dias, findos os quais deixou de o poder fazer, não percebendo o porquê;
5- Em diversas tentativas, sempre demoradas, de contactar com os serviços de apoio, os esclarecimentos foram logo tão díspares que um operador me “mandou carregar 15€”, outro, uma vez que não resultou, me disse que os tais 15€ (acrescidos de mais 5€ no mesmo dia), já teriam sido “consumidos”, porque eu, cliente, tinha activado qualquer coisa parecida com chamadas de valor acrescentado, ou pedido qualquer outro serviço, consumidor de verbas em favor de algum esquema muito usual em serviços do género.
E sem serviço estive, logo para começar em beleza, cerca de um mês, mas que agora nem sequer me interessa aqui certificar. Várias tentativas de contacto com os vossos operadores/colaboradores… e sempre aquela qualidade de serviço!! A tal ponto de numa mesma chamada de longuíssima duração, fui atendido por três dos vossos prestáveis colaboradores, que me iam “despachando” em função da sua hora de jantar estar próxima…
6- Parece que tinha sido este vosso cliente, bafejado pela sorte de lhe ter sido fornecido um Cartão com problemas, e com ordens de activação disto e daquilo… ao que parece nada de invulgar a acreditar nos agentes TMN espalhados pela nossa região.
7- Mesmo sem aceder a qualquer dos vossos serviços, conforme vos fui informando em sucessivos emails e contactos, lá continuei a pagar pacientemente aquilo que a vossa empresa me enviava como sendo a minha divida para convosco. Facto curioso: até hoje, nunca conseguiram V. Exªs enviar-me para pagamento, uma factura que revelasse o valor por mim acordado – sejam17.50€. Fantástico!!
Das consultas aos colegas de escola, não raros têm problemas parecidos com o meu, no entanto também reconheço que os há que realmente só pagam os tais 17.50€ que parecia ser o contratado.
8- Aos imensos contactos, no sentido de resolver a situação, responde a vossa empresa com reduções pontuais e retornos ocasionais, como que querendo mostrar ao cliente que até são generosos… numa das cartas que me enviaram, até referiam que “por lapso”… o que é isso de por lapso? Será alguma figura jurídica que só tem um sentido?
9- Lá pelo Natal, e para que o “Menino Jesus” me mandasse uns mails… reactivámos (sim, mais eu que vós) o serviço… uma coisa é certa: nunca estarei disponível para me deslocar a Lisboa ou Porto para repor a normalidade das coisas… mas lá reactivámos o serviço, que durou, espante-se… a engulhos… até ao dia 12 de Fevereiro de 2008. Daí para cá, tem sido um sossego: não houve mais acesso deste vosso “cliente”.
Claro que nas diversas tentativas de resolver o problema, as respostas aos mails, são divinais (caro fulaninho… o seu problema, está a ser alvo das nossas melhores atenções), imagine-se que não.. e como seria?!! Com uma variante, é que nos contactos telefónicos, fica-se com a ideia que o objectivo dos vossos colaboradores, é convencer o cliente que é mesmo ignorante no uso das novas tecnologias e que a azelhice o conduziu a este estado. Ou ainda mais, que o cliente está com o serviço “barrado” por incumprimento nos pagamentos (ora como se paga uma factura de Zero euros por Multibanco??) bom… então nesse caso… aguarde mais um bocadinho, a chamada cai… e nunca mais se levanta.
10- Este historial foi tomando outras nuances, de tal foram que nunca a vossa empresa conseguiu acertar com os tais 17,50€ de mensalidade que estavam “combinados”.
11- A 12 de Fevereiro, apercebi-me que estava de novo sem serviço… contactei (e tentai contactar) no sentido de resolver os problemas, mas sem sucesso e ainda mais: com os vossos operadores/assistentes a colocarem em mim incumprimento de pagamentos, como razão para o desactivar do serviço.
12- Continuei a receber facturas para pagar (o que fiz) e no entanto os problemas estão por resolver, passados três (3) meses desde o último “apagão”.
Entendo que da minha parte ultrapassei os limites do razoável ao nível da paciência que se pode ter em casos do género.
13- Mais uma vez, aqui insisto, naquilo que fiz notar nos contactos que fiz convosco por email e noutros contactos: quero (acho-me nesse direito) saber qual a relação (descrição) do serviço pago/serviço prestado que conseguimos ter desde o dia 12 de Setembro.
Pelo acima exposto e porque quando se celebra um contrato, ambas as partes se comprometem a cumpri-lo, por ter havido um claríssimo e grosseiro incumprimento pela vossa parte, comunico-vos que rescindo unilateralmente o contrato que nos liga por, entre outras coisas, ter representado prejuízos pessoais face às expectativas criadas.”

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