[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Que informação para o consumidor?

“No dia 26/03/2008, fui autuado.

O que se passou foi que adquiri um bilhete T2 na estação da Lapa e fui até à estação da Senhora da Hora onde saí. Depois tive que ir até à estação do Mercado de Matosinhos, passei novamente o bilhete na máquina para validar do lado do sentido para onde ia e a máquina validou, visto que da estação da Senhora da Hora até à estação do Mercado era novamente T2 pensei que estava tudo bem.

Na Estação do Mar entraram os revisores, entreguei o bilhete e perguntaram-me onde tinha entrado, eu disse que tinha sido na Senhora da Hora, mas que tinha adquirido o bilhete na Lapa. Eles disseram que não podia ser, que devia ter adquirido um bilhete T3, ao qual eu respondi que tinha saído na estação da Senhora da Hora e depois tinha voltado a entrar validando novamente.
Eles disseram que não o podia ter feito, que deveria ter comprado outro bilhete ou então devia ter logo adquirido um T3 e que me iam passar um auto, ao que eu nem me manifestei, pois o meu estado de espírito estava muito em baixo, estava a ir para o enterro do meu avô.
Ao chegar à estação do Mercado saímos e eu perguntei aos revisores onde estava escrito que eu não podia validar para seguir em frente, o que um dos revisores fez foi apontar-me o mapa a indicar que da estação da Lapa até à estação do Mercado era T3, ao que eu respondi novamente que eu tinha saído na estação da Senhora da Hora e que depois tinha voltado a validar para seguir em frente e que da estação da Lapa até à Senhora da Hora era T2 e dela até ao Mercado novamente T2 desta forma voltei a perguntar onde diz que não podia voltar a validar para seguir em frente, este volta a mostrar-me o mapa ao que eu respondi que o mapa me dá razão porque eu saí na estação da Senhora da Hora. Eu queria era que ele me informasse onde dizia que não podia seguir em frente, ao que ele respondeu: que estava subentendido, e eu respondi-lhe: se um licenciado não vê essa informação subentendida um analfabeto também não vê.
O outro revisor só se ria pois sabia que eu tinha razão e o outro se estava a enganar a ele mesmo. Não tenho nada a dizer sobre os revisores, pois estavam a fazer o papel deles, mas que esta informação não existe, não.
Perguntei onde podia fazer uma reclamação ao que não me souberam responder indicando para ir ver a uma lista telefónica ou na Internet.
Pasmado com esta resposta segui o meu caminho pois estava atrasado.
Dois dias depois voltei a fazer o mesmo: adquiri um bilhete T2 na Lapa, saí na Senhora da Hora e tentei comprar um T3 - não dava. Perguntei a um revisor que lá estava o que devia fazer, ao que ele me respondeu, que devia adquirir outro T2, não validar, na estação a seguir sair rápido, validar e voltar a entrar. Ora, desta forma, o que o revisor me disse foi para estar a desrespeitar as regras nem que fosse por uma paragem.
Há falta de informação, o sistema não está a funcionar direito, uns dizem uma coisa outros dizem outra.
Como viajava na empresa Metro do Porto e, normalmente, onde se paga a multa também se deve poder fazer a reclamação dirigi-me à estação da Trindade, disse que queria apresentar uma reclamação de um auto passado no metro. Ninguém me disse que não o devia fazer ali.
Escrevi e lá deixei três folhas com os números ««««, «««« e ««««, passado mais de um mês recebi uma carta a dizer que lamentavam o sucedido, mas que a reclamação devia ser feita para o IMTT, coisa que não me foi dita quando apresentei a reclamação, mais uma vez devido à falha de informação.
Eu não tenho que saber para onde deve ir a reclamação isso são problemas internos vossos. Eu apresentei a reclamação, deviam encaminhar internamente. Para além disso, em nenhum local diz que é para o IMTT que tenho que fazer a reclamação. A única vez que aparece esta entidade é a indicar que se não pagar a multa, que o processo vai passar para esta entidade.
Estou, desta vez, a apresentar novamente esta reclamação por e-mail, pois se mandar carta para o Porto, vão me dizer que é para Lisboa. Assim pergunto: se esta reclamação por e-mail é aceite, ou se tenho que fazer de outra forma: como, para onde, e dirigida a quem.”

Consumidor devidamente identificado

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