[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A apDC - associação portuguesa de Direito do Consumo - reage à convenção de preços dos táxis

Os aumentos são da ordem dos 22,39%.
E não, ao que se afirma, de 5,5 %.
E as contas são relativamente fáceis de fazer.

No que toca a:
1. Correcção ao preço do quilómetro
de 0,42€ para 0,46€ - regista-se um aumento de …9,52%
2. Actualização do valor da hora contado em taxímetro
de 11,99€ para 15,00€ - o acréscimo é de …….. 25,10%
3. Alteração do valor da bandeirada
Dia - 2,00€ para 2,20€ - acréscimo de………….. 10,00%
Noite - 2,50€ para 2,75€ - acréscimo de………..…….. 10,00%
8. Alteração do suplemento de bagagem
de 1,60€ para 2,40€, o que dá…………………………. 50,00%
Ora, 9,52% + 25,10% + 10,00% + 10,00% + 50,00%
5
= 20,924%
Para além disso, importa salientar: ampliando-se o preço do quilómetro de 0,42€ para 0,46€, há que acrescer a esses valores os resultantes da redução do percurso de 3 200m para 2 700m.
O que equivale a um aumento do quilómetro de 0,04€ e a uma redução do percurso de 500m, agravando-se desta forma duplamente os preços.
Exactamente 29,7%.
O que, em ponderação com os demais elementos, nos oferece a percentagem global de aumentos de 22,39%.
Ora, é inaceitável que se fixe os aumentos nestes montantes.
A apDC – associação portuguesa de Direito do Consumo – está naturalmente contra.
E exige que se repondere.
Ou então que se abra o sector dos táxis a uma concorrência plena, sob a vigilância atenta da Autoridade da Concorrência.
E, se abram ainda os transportes públicos ligeiros de passageiros à economia social.
Aumentos tão gravosos afectam a bolsa dos consumidores e serão decerto um tiro no pé dos profissionais que, se agora experimentam dificuldades, pior lhes sorrirá o futuro.
Coimbra, 30 de Junho de 2008
Mário FROTA
Presidente da apDC