[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano VII

sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

OS REFLEXOS ANTI-AFOGAMENTO

Folheto de:
Ministério da Saúde, da Juventude e dos Desportos
Sécurité Sociale – l’Assurance Maladie
Institut de Prévention et d’Education pour la Santé

“Piscina protegida, falta mesmo assim vigiar-me”

Proteger o seu filho é dar segurança à sua piscinaDurante o verão de 2005, foram registadas 10 mortes de crianças menores de 6 anos por afogamento acidental na piscina, dos quais 2 em piscinas ao ar livre.
A fim de reduzir o número de afogamento de crianças de tenra idade uma nova lei* foi aprovada.
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* cf. Lei de 3 de Janeiro de 2003 e decretos de aplicação n.º 2003.1389 de 31 de Dezembro de 2003 e n.º 2004-499 de 7 de Junho de 2004.

Suas obrigações:
Se a sua piscina, enterrada ou semi-enterrada, está localizada ao ar livre, você deve equipá-la com um dispositivo de segurança em conformidade com as normas.
- Desde Janeiro de 2006 todas as piscinas privativas, novas ou já existentes, devem ser equipadas com um dispositivo de segurança de acordo com as normas.

Os fabricantes da piscina não são obrigados a vender dispositivos de segurança. No entanto, eles devem informar-vos da obrigação de instalação de um.

Um material padronizado para equipar a sua piscina:
- Uma barreira (NF P90-306) maleável ou rígida com uma altura mínima de 1,10 m entre dois pontos de apoio, com um portão, de preferência de fecho automático.
Ou - Um alarme sonoro de piscina (NF P90-307) colocado na água ou ao redor da piscina.
OU - Uma cobertura (NF P90-308) flexível ou rígida a fechar o depósito de água, palheta da roda hidráulica automática, cobertura com barras, cobertura tida fora de margens, fundo de piscina ascendente. (Atenção: uma cobertura selada não é um dispositivo de segurança).
OU Um abrigo de piscina (NF P90-309) inteiro e devidamente fechado.
Proteger o seu filho é ter sempre os olhos sobre ele
Seu filho pode afogar-se em menos de 3 minutos, em 20 centímetros de água, sem um só ruído.
Um dispositivo de segurança não é um substituto para o acompanhamento constante e activo dos adultos. É um complemento à sua vigilância.
Seja qual for o tipo da sua piscina, nunca deixe seu filho sozinho e...
. Designar um único adulto e responsabilizá-lo pela vigilância.
. Equipar o seu filho com braçadeiras, um fato de banho com flutuadores adaptados ao seu tamanho, quando na proximidade da piscina.
. Ponha ao lado da sua piscina: uma vara, uma bóia e um telefone para alertar os socorros o mais breve possível.
. Após o banho, retire todos os objectos flutuantes: brinquedos, bóias, objectos insufláveis e ponha em marcha o seu dispositivo de segurança.
- Ensinar o seu filho a nadar com a idade de 4 anos, e chamar sempre a sua atenção para os perigos.
- Treiná-los nos gestos que salvam.
- Armazene os produtos de tratamento da água fora do alcance das crianças.

A Massagem cardíaca
O princípio consiste em comprimir o coração para conservar a CIRCULAÇÃO SAGUÍNEA, praticando um ciclo alternado de respiração boca-a-boca (insuflação) e compressão torácica.
Se a vítima tem menos de 8 anos, o ciclo é: UMA grande insuflação e CINCO compressões.
Se tiver mais de 8 anos, o ciclo é: DUAS insuflações e QUINZE compressões.

As regras a seguir:

Encontrar o lugar compressão:
no bébé, um dedo abaixo da linha entre os mamilos; sendo mais velhas, em cima da metade inferior do esterno.
Comprimir o esterno á volta dos 3 a 4 cm nas crianças, e de 1 a 2 cm nos bebés.
A frequência das compressões deve ser de 100 por minuto, independentemente da idade que tenha.
Quando a dois, é possível que um faça as compressões enquanto o outro executa a insuf1ação.
Os gestos provisórios de socorro devem ser continuados até à chegada dos socorros habilitados.

Dar o alerta
o mais rapidamente possível, de preferência dentro de um minuto depois.
Bombeiros: 18 ou SAMU: 15

Se não está sozinho, encarregue um terceiro de o fazer enquanto você pratica os primeiros gestos de socorro.
Se estiver sozinho, pratique os gestos de socorro durante um minuto antes de dar o alerta e não pare os socorros.

Para obter mais informações, e para a sua formação, entre em contacto com as organizações de formação em/de primeiros socorros

OS GESTOS QUE SALVAM EM CASO DE AFOGAMENTO
Quando e como agir?

A vítima respira? Veja se o tronco se eleva e tente sentir a respiração com a sua bochecha.
Dois casos são possíveis:
. A vítima respira. Virá-la de lado e alertar os socorros.
. A pessoa não está a respirar. Comece por duas insuflações (boca-a-boca). Em caso de reacção (tosse, movimentos...) continuação do boca-a-boca. Se ele não reagir, fazer massagens cardíacas rodadas de boca-a-boca durante um minuto (ver no texto, de acordo com a idade da vítima) e a crise provisórias.
Se possível, alertar o resgate por outra pessoa e manter a manobras até à chegada dos socorros.
Nos 2 casos, fazer (ou mandar fazer) os socorros desde o primeiro minuto.

A Respiração boca-a-boca.
O princípio é a obtenção pelos pulmões da criança do ar fresco contido nas crianças pelas vias respiratórias do salvador
1. A cabeça da criança deve ser inclinada para trás, se o não for a sua língua poderia obstruir a passagem do ar.
2. Para impedir vazamentos:
- Nos bebés, aplicar a boca aberta em ambos, o seu nariz e boca.
- Em crianças, soprar na boca, ajeitar as narinas.
3. Para ser eficaz, a insuflação deve ser precedida de um levantamento antecipado do tórax da vítima, sem excessos.
4. A frequência das insuflações é de 15 a 20 por minuto.

NÚMEROS DE URGÊNCIA
BOMBEIROS: 118
SAMU: 15
NÚMERO ÚNICO DE URGÊNCIA EUROPEU: 112

Para mais informações:
http://www.interieur.gouv.fr/


TRADUÇÃO: JORGE MANUEL PORTUGAL FROTA

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