No poupar é que está o ganho! Proclamou-se desde sempre.
E, na realidade, rico não é quem muito ganha, mas quem muito poupa.

Em época de desvarios no acesso irresponsável ao crédito e no excessivo endividamento das famílias, parece irrazoável falar de poupança. Porque a realidade é a das dificuldades com que se confrontam as famílias na gestão de apertados orçamentos domésticos.
E, na realidade, rico não é quem muito ganha, mas quem muito poupa.

Em época de desvarios no acesso irresponsável ao crédito e no excessivo endividamento das famílias, parece irrazoável falar de poupança. Porque a realidade é a das dificuldades com que se confrontam as famílias na gestão de apertados orçamentos domésticos.
Os produtos essenciais sobem mais que proporcionalmente. Os serviços públicos essenciais pesam sobremodo na algibeira de cada um e todos. Os índices de preços no consumidor dobram ou são três vezes superiores às actualizações salariais. Para muitas famílias há cada vez mais mês e cada vez menos proventos.
E é susceptível de se afigurar obsceno eventual apelo à poupança ante as extremas dificuldades com que a generalidade se confronta.
Por vezes, porém, perante os sinais exteriores que se colhem do que nos cerca, as situações pecam pelo paradoxo em que tropeçam: estradas, avenidas e ruas juncadas de veículos automóveis, os templos de consumo a transbordar de gente, os restaurantes sem mesas vagas à vista…
E, no entanto, instituições de benemerência denunciam índices cada vez mais expressivos de novos pobres, o crédito malparado dispara, as famílias endividam-se em excesso envoltas nos artifícios, sugestões e embustes de uma publicidade insidiosa que cria necessidades artificiais a que os mais expostos não resistem…
As práticas negociais desleais de empresas de papel e lápis são incontroláveis e atraem para a sua órbita pessoas desmunidas que de forma acrítica acedem a bens de que não carecem com meios de que não dispõem e cujos contratos os subjugam ao longo de um extenso período das suas vidas… para gáudio e proveito de poucos!
Os juros usurários e os juros dos juros no crédito ao consumo, precipitam borda fora os menos resistentes aos apelos insensatos do consumismo que por aí campeia.
A União Europeia fala agora na necessidade de educação financeira em idade escolar como para além da escola. Os programas escolares estão desfasados da realidade. As pessoas são vítimas inocentes da sua impreparação e dos maus conselheiros em que se converteram ávidas instituições de crédito e sociedades financeiras que destroem a unidade da vida familiar, o são entendimento das famílias e lançam o pânico na economia em geral…
Critérios simples, que não receitas acabadas, poder-se-ão oferecer para que se retorne, a despeito das dificuldades crescentes que a todos se deparam, a um clima de relativa serenidade. E, no entanto, as hostes de desempregados e de “novos pobres” não cessam de se avolumar e ampliar, com a ruptura do tecido empresarial e o encerramento crescente de unidades laborais.
E, de entre os critérios, de forma pragmática e simples:
• Estabelecer o plano de despesas
• Definir necessidades
• Evitar inutilidades
• Resistir às imitações e às provocações
• Mostrar personalidade
• Constituir uma reserva
• Preocupar-se em gerir com critério o que tiver - pouco ou muito.
“É de pequenino que se torce o pepino” - daí que urja se orientem os mais novos para a contenção e a poupança.
“Com papas e bolos se enganam os tolos” - e o dito popular aplica-se em absoluto às artimanhas da publicidade em geral e da que contempla produtos financeiros, como os que o mercado oferece. E há que resistir às “virtudes” da insídia que a publicidade veicula, o que pressupõe também preparação adequada para que nos subtraiamos ao “isco” que nos atrai e aprisiona…
Quando alvo das estratégias mercadológicas implacáveis que nos subjugam, o recurso a um sem-número de máximas, que são também fruto da excelsa sabedoria dos povos, impõe-se:
• Roma e Pavia não se fizeram num dia…
• Há mais marés que marinheiros
• Dinheiro e santidade a metade da metade
• Nem tudo o que luz é oiro!
• Não querer meter o Rossio na Betesga
• Ter mais olhos que barriga.
• Zé Nabiça: tudo o que vê, cobiça…
Como em tudo na vida, nem oito nem oitenta…
Não é ofício nosso andar a esbanjar conselhos: “cada um sabe de si, Deus de todos”!
Mas há fórmulas de vida que - por constituírem uma excelente base de reflexão - se impõem à consideração de cada um e todos.
• Pensa como o filósofo: sê ambicioso nas ideias, contido nos gastos.
• Age como o emigrante: do que tiveres, metade para os talheres, metade para os haveres…
É facto que surpreende, mas os emigrantes estão nos antípodas do “estar” aparentemente descontraído de quem anda sempre na corda bamba e desafia o risco permanentemente em detrimento de si mesmo, da própria família e dos mais: os sacrifícios a que se atêm e a forma previdente como gerem as suas vidas constituem luminoso exemplo para a comunidade nacional. E a sua gesta de vida pode sintetizar-se numa escrupulosa gestão dos activos:
“Do que tiveres, metade para os talheres, metade para os haveres”…
Não nos esqueçamos, porém, da legião de pobres que os cerca de 35 anos de liberdades cívicas (e a liberdade pode não trazer o pão…) não conseguiram alijar, antes mais e mais se arregimentam em função de uma mediana linha de necessidades basilares, historicamente condicionadas, e de uma flagrante inépcia dos poderes públicos para incrementar e redistribuir riqueza, tão largo o fosso entre ricos e pobres que se vem cavando de forma assustadora nesta lingueta de terra, outrora ungida como Terras de Santa Maria.
“Do que tiveres, metade para os talheres, metade para os haveres”…
Mário Frota
apDC - Direito do Consumo - Coimbra
E é susceptível de se afigurar obsceno eventual apelo à poupança ante as extremas dificuldades com que a generalidade se confronta.
Por vezes, porém, perante os sinais exteriores que se colhem do que nos cerca, as situações pecam pelo paradoxo em que tropeçam: estradas, avenidas e ruas juncadas de veículos automóveis, os templos de consumo a transbordar de gente, os restaurantes sem mesas vagas à vista…
E, no entanto, instituições de benemerência denunciam índices cada vez mais expressivos de novos pobres, o crédito malparado dispara, as famílias endividam-se em excesso envoltas nos artifícios, sugestões e embustes de uma publicidade insidiosa que cria necessidades artificiais a que os mais expostos não resistem…
As práticas negociais desleais de empresas de papel e lápis são incontroláveis e atraem para a sua órbita pessoas desmunidas que de forma acrítica acedem a bens de que não carecem com meios de que não dispõem e cujos contratos os subjugam ao longo de um extenso período das suas vidas… para gáudio e proveito de poucos!
Os juros usurários e os juros dos juros no crédito ao consumo, precipitam borda fora os menos resistentes aos apelos insensatos do consumismo que por aí campeia.
A União Europeia fala agora na necessidade de educação financeira em idade escolar como para além da escola. Os programas escolares estão desfasados da realidade. As pessoas são vítimas inocentes da sua impreparação e dos maus conselheiros em que se converteram ávidas instituições de crédito e sociedades financeiras que destroem a unidade da vida familiar, o são entendimento das famílias e lançam o pânico na economia em geral…
Critérios simples, que não receitas acabadas, poder-se-ão oferecer para que se retorne, a despeito das dificuldades crescentes que a todos se deparam, a um clima de relativa serenidade. E, no entanto, as hostes de desempregados e de “novos pobres” não cessam de se avolumar e ampliar, com a ruptura do tecido empresarial e o encerramento crescente de unidades laborais.
E, de entre os critérios, de forma pragmática e simples:
• Estabelecer o plano de despesas
• Definir necessidades
• Evitar inutilidades
• Resistir às imitações e às provocações
• Mostrar personalidade
• Constituir uma reserva
• Preocupar-se em gerir com critério o que tiver - pouco ou muito.
“É de pequenino que se torce o pepino” - daí que urja se orientem os mais novos para a contenção e a poupança.
“Com papas e bolos se enganam os tolos” - e o dito popular aplica-se em absoluto às artimanhas da publicidade em geral e da que contempla produtos financeiros, como os que o mercado oferece. E há que resistir às “virtudes” da insídia que a publicidade veicula, o que pressupõe também preparação adequada para que nos subtraiamos ao “isco” que nos atrai e aprisiona…
Quando alvo das estratégias mercadológicas implacáveis que nos subjugam, o recurso a um sem-número de máximas, que são também fruto da excelsa sabedoria dos povos, impõe-se:
• Roma e Pavia não se fizeram num dia…
• Há mais marés que marinheiros
• Dinheiro e santidade a metade da metade
• Nem tudo o que luz é oiro!
• Não querer meter o Rossio na Betesga
• Ter mais olhos que barriga.
• Zé Nabiça: tudo o que vê, cobiça…
Como em tudo na vida, nem oito nem oitenta…
Não é ofício nosso andar a esbanjar conselhos: “cada um sabe de si, Deus de todos”!
Mas há fórmulas de vida que - por constituírem uma excelente base de reflexão - se impõem à consideração de cada um e todos.
• Pensa como o filósofo: sê ambicioso nas ideias, contido nos gastos.
• Age como o emigrante: do que tiveres, metade para os talheres, metade para os haveres…
É facto que surpreende, mas os emigrantes estão nos antípodas do “estar” aparentemente descontraído de quem anda sempre na corda bamba e desafia o risco permanentemente em detrimento de si mesmo, da própria família e dos mais: os sacrifícios a que se atêm e a forma previdente como gerem as suas vidas constituem luminoso exemplo para a comunidade nacional. E a sua gesta de vida pode sintetizar-se numa escrupulosa gestão dos activos:
“Do que tiveres, metade para os talheres, metade para os haveres”…
Não nos esqueçamos, porém, da legião de pobres que os cerca de 35 anos de liberdades cívicas (e a liberdade pode não trazer o pão…) não conseguiram alijar, antes mais e mais se arregimentam em função de uma mediana linha de necessidades basilares, historicamente condicionadas, e de uma flagrante inépcia dos poderes públicos para incrementar e redistribuir riqueza, tão largo o fosso entre ricos e pobres que se vem cavando de forma assustadora nesta lingueta de terra, outrora ungida como Terras de Santa Maria.
“Do que tiveres, metade para os talheres, metade para os haveres”…
Mário Frota
apDC - Direito do Consumo - Coimbra
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