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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Lagares de azeite em extinção


in suplemento do “Diário de Coimbra” – 24-02-2009

Estão a desaparecer os olivais na Beira Interior
O presidente da Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI) manifestou-se preocupado com o futuro dos lagares da região, considerando que se corre o risco de ver «muitos transformados em museus". No rescaldo do Festival do Azeite, realizado no fim-de-semana em Proença-a-Velha, João Pereira disse à agência Lusa que a região abrangida pela associação - distritos de Castelo Branco e Guarda e concelho de Mação (distrito de Santarém) - foi a que menos olival plantou nos últimos 20 anos.
«Se nada for feito para contrariar esta tendência, não teremos matéria-prima e os mais de 120 lagares existentes na região acabarão transformados em museus», alertou.
A Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior existe desde 2001 e tem 56 lagares associados, que representam cerca de metade do azeite produzido na região, que ostenta a denominação de origem protegida "Azeite da Beira Baixa".
Para João Pereira, iniciativas como o Festival do Azeite realizado no fim-de-semana importantes para lançar o apelo aos agentes envolvidos nesta fileira.
Este responsável lembra que o investimento nesta cultura é um investimento a médio prazo, uma vez que «quem plantar, tem que saber que só dentro de cinco ou seis anos estará a caminhar para a plena produção»;
A celeridade na atribuição de apoios à produção e o estabelecimento de um contrato-programa por parte do Ministério da Agricultura com uma entidade gestora «que pudesse dinamizar a plantação de olival», são duas medidas defendidas pelo presidente da APABI para salvaguardar o futuro do sector na região.

Publicado por: Jorge Frota

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