in “Jornal Diário” - 24.6.2009
Este foi o valor gerado pela actividade na região dos Açores, durante o ano de 2008, um dado avançado ontem, na reunião plenária da Comissão Baleeira Internacional, no Funchal.A indústria de observação de cetáceos (baleias e golfinhos) gerou no território português, em 2008, receitas na ordem dos 11,5 milhões de euros, dos quais 5,5 milhões foram amealhados por empresas dos Açores. Os valores ressaltam de um relatório sobre a actividade a nível mundial, que foi ontem divulgado no Funchal, no âmbito da reunião plenária da Comissão Baleeira Internacional, que decorre naquela cidade madeirense.
O estudo “Whale Watching Worldwide: Tourism numbers, expenditures and economic benefits” (Observação de baleias a nível mundial: números do turismo, despesas e benefícios económicos), concluiu que este nicho de mercado se tem afirmado ao longo da última década, um pouco por todo o mundo.
No que diz respeito aos Açores, existem dados a partir de 1998, ano no qual foram registados 9.500 observadores, número dilatou para mais de 40 mil em 2008, o que significou um aumento de cerca de 16%, numa década.
Refira-se que nos Açores podem ser observadas 27 espécies de cetáceos, o que corresponde 30 por cento das espécies existentes, a nível mundial. Ainda de acordo com aquele estudo, este segmento envolve 19 operadores, que desenvolvem actividade essencialmente entre Abril e Outubro.
O relatório destaca que a observação de baleias movimentou 13 milhões de pessoas, de 119 países, no ano de 2008, gerando receitas superiores a 1,425 milhões de euros.

A conclusão global da IFAW (International Fund for Animal Welfare – Fundo Internacional para o Bem-estar dos Animais), promotora do estudo, realça que a observação de baleias e golfinhos é um segmento do mercado em expansão, a nível mundial, constituindo-se como um contributo para a economia de vários países e para a sustentabilidade dos cetáceos.
Publicado por: Jorge Frota
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