Fundado em 30-11-1999; Edição III; Ano V

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

INE: Juros implícitos na habitação atingem níveis históricos

por: Sandra Rodrigues dos Santos
 inCorreio da Manhã” - 30.Out.09
Famílias poupam 106 €

A taxa de juro implícita no crédito à habitação prosseguiu a trajectória descendente em Setembro passado para novos mínimos históricos, fixando-se nos 2,361%. O valor médio da prestação vencida em Setembro foi de 263 euros, menos cinco euros do que em Agosto e com um recuo acumulado de 106 euros desde o início do ano.
"Em Setembro de 2009 a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se em 2,361%, menos 0,186 pontos percentuais do que no mês anterior e menos 3,616 pontos percentuais do que no início do ano", lê-se na nota divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Estatística.
Os técnicos do INE consideram que a evolução de Agosto para Setembro denota porém "sinais de abrandamento, embora ligeiro, na sua redução".
O progresso da taxa de juro implícita nos empréstimos para comprar casa reflecte a evolução da Euribor nos vários prazos, que após acentuadas quedas nos primeiros meses do ano começou a estabilizar em Setembro.
A queda dos juros tem permitido às famílias pouparem ainda mais.
Segundo dados revelados ontem pelo Eurostat, a taxa de poupança das famílias europeias cresceu para os 16,5% na Zona Euro, no segundo trimestre do ano, atingindo o nível mais elevado de sempre. 

CONFIANÇA SOBE HÁ SEIS MESES

Pelo sexto mês consecutivo, o indicador de confiança dos consumidores portugueses manteve o "acentuado movimento ascendente" que regista desde Abril, revelou ontem o INE. A subida da confiança dos consumidores em Outubro foi no entanto "menos intensa" do que nos cinco meses anteriores. "O aumento do indicador de confiança dos consumidores observado desde Maio resultou do contributo positivo de todas as componentes, mas foi mais expressivo no caso das perspectivas sobre a evolução económica do País e sobre a evolução do desemprego", explicou o INE, adiantando que todos os indicadores de confiança "apresentaram um andamento positivo em todos os sectores, embora ligeiro no caso da construção e das obras públicas". 

Publicado por: Jorge Frota

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