Fundado em 30-11-1999; Edição III; Ano V

Director: Mário Frota; Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira







Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Inquérito aos bancos


por: PAULA CORDEIRO

in “DN” - 30.Out.09

Esperada mais procura no crédito à habitação e empresas

As restrições na concessão de crédito poderão abrandar ligeiramente. No entanto, deverão manter-se no consumo.

Os bancos esperam um ligeiro aumento da procura de empréstimos para a compra de habitação no último trimestre deste ano, bem como por parte das empresas. No entanto, as instituições deverão manter o mesmo nível de exigência no que respeita aos critérios de análise dos pedidos de crédito, aliviando um pouco nos créditos a curto prazo e às grandes empresas. Ainda assim, os bancos vão manter a sua política de crédito, com aplicação de spreads mais elevados e redução dos montantes concedidos.
Estas são as previsões do mercado bancário português, contidas no Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, que questiona cinco grupos bancários.
Assim, até final do ano, não são de esperar grandes alterações em relação ao que tem vindo a acontecer no mercado do crédito: cada vez maior aperto na análise de risco dos clientes, a par de reduções na procura de crédito. 
No que respeita aos empréstimos à habitação, durante o terceiro trimestre de 2009, todos os bancos inquiridos afirmam ter aumentado a exigência no que respeita aos critérios de concessão, ainda que de forma menos marcada que nos trimestres anteriores.
Quanto aos empréstimos ao consumo, as instituições não afrouxam e vão aumentar mesmo a exigência na hora de aprovar os empréstimos. Aliás, os bancos responderam que no trimestre terminado em Setembro foram mais restritivos na concessão, devido a uma menor capacidade dos consumidores de assegurarem o serviço da dívida.
Nas empresas, o cenário não é muito diferente. No trimestre findo verificou-se uma menor procura de empréstimos ou linhas de crédito, face a menores necessidades de financiamento e ao recurso a outras fontes. Até final do ano, os bancos prevêem uma ligeira diminuição do grau de exigência no que respeita à concessão de crédito de curto prazo. 

Publicado por: Jorge Frota

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