in “Sol”, 12.Out.09
por Margarida Davim
A Universidade de Coimbra (UC) subiu, este ano, 21 posições no ranking das melhores instituições de ensino superior do mundo, publicado pelo The Times. Pelo quarto ano consecutivo, a UC é a universidade portuguesa mais bem cotada e a única entre as 400 melhoresSegundo o The Times, a Universidade de Coimbra (UC) é a terceira melhor da lusofonia e a sexta melhor da Península Ibérica.
Num ranking de análise às instituições de ensino superior de todo o mundo, Coimbra aparece em 366.ª posição, tendo conseguido subir 21 lugares desde o ano passado. A nível europeu, a UC ocupa o 166.º lugar.
«Apesar da queda das instituições portuguesas neste ranking nos últimos três anos, que aconteceu em paralelo com o desinvestimento do Estado no sistema de Ensino Superior, a Universidade de Coimbra consegue, em 2009, contrariar esta tendência», sublinha a Universidade, numa nota enviada à imprensa.
«O envolvimento com a comunidade e consequentes benefícios mútuos, a cooperação internacional, particularmente com os países lusófonos, e o intercâmbio cultural, científico e técnico com diversas instituições portuguesas e estrangeiras» são, segundo a mesma nota, aspectos que terão contribuído para a classificação obtida por Coimbra no suplemento do jornal britânico.
A Universidade de Coimbra é ainda a única universidade portuguesa referenciada em três dos rankings por área científica também estabelecidos pelo The Times Higher Education-QS World University Rankings: Tecnologia, no 230.º lugar (243.º em 2008); Ciências Sociais, no 231.º (284.º em 2008) e Ciências Naturais, no 239.º (281.º em 2008).
A melhor classificação parcial obtida pela Universidade de Coimbra é, porém, na área de Artes e Humanidades, em que surge no 143.º lugar, bastante acima da única outra instituição nacional referida, a Universidade Nova de Lisboa (268.º lugar).
A qualidade da investigação, a empregabilidade dos alunos, a internacionalização das instituições e a qualidade pedagógica dos cursos são alguns dos aspectos tidos em conta na elaboração do ranking, que pondera cinco critérios: avaliação por pares, avaliação por empregadores, artigos científicos citados, rácio docentes /estudantes e internacionalização.
Publicado por: Jorge Frota
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