[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Hospitais sem seguro no aborto

por: Cristina Serra com S.T.
in "Correio da Manhã" - 30 Abril 2010

Fiscalização: Inspecção-geral detecta ilegalidades no público

Os estabelecimentos de saúde públicos e privados que realizam abortos até às dez semanas de gestação a pedido da mulher não possuem quaisquer seguros de responsabilidade pela actividade nem seguros de responsabilidade civil e profissional, conclui a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde.
Esta não é porém a única ilegalidade detectada pelos investigadores da IGAS na fiscalização efectuada em finais de 2008 e em 2009: na quase totalidade das unidades de saúde não é dada à mulher a possibilidade de escolha entre um aborto por via cirúrgica ou medicamentosa, sendo este último o método mais utilizado.
Os inspectores da IGAS detectaram ainda que a toma do Mifepristone, a pílula abortiva, nem sempre ocorre junto a um técnico de saúde e que não é também certificada a datação da idade gestacional por um médico diferente daquele que autorizou a interrupção voluntária da gravidez.
O relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde revela ainda que em algumas unidades as interrupções voluntárias de gravidez foram feitas em "salas normais de consultas e tratamentos, sem condições técnicas e legais".

Sem comentários: