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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Carrosséis: MP arquiva inquérito sobre o acidente de Matosinhos

in "DN" - 31 Maio 2010

O Ministério Público (MP) junto da comarca de Matosinhos decidiu que ninguém vai a julgamento no caso do carrossel de gelo que se desprendeu em maio do ano passado, provocando oito feridos, disse à Lusa uma fonte judicial.
A decisão de arquivamento do inquérito crime é conhecida a escassos dias de o tribunal de Oliveira de Azeméis iniciar o julgamento da primeira de uma série de três situações que entre 2007 e 2009 envolveram carrosséis ou carrinhos de choque instalados em festas e romarias do norte do país.
No acidente de Matosinhos, os feridos graves foram Tiago Borges e Elisa Santos, um casal de Gaia de 27 anos que seguia na cadeira que se soltou quando se movimentava a mais de 100 quilómetros horários.
Seis outras pessoas sofreram ferimentos ligeiros neste acidente que marcou pela negativa as festividades do Senhor de Matosinhos, em 24 de maio do ano passado.
Escassos meses depois, a 30 de Agosto, um acidente similar ocorreu em Esmoriz, Ovar, quando a queda da cadeira de um carrossel provocou dois feridos graves e dois ligeiros - um homem de 42 anos, Manuel Augusto Pereira, e os seus três filhos, com idades entre 09 e 13 anos.
" Lusa, Manuel Augusto Pereira recordou que esteve hospitalizado 15 dias, com traumatismos por todo o corpo, e disse que ainda hoje aguarda relatórios médicos sobre o seu estado de saúde para efeitos de indemnização por uma seguradora.
Questionada sobre o estado do inquérito relativo a este caso, fonte do MP junto da Comarca do Baixo Vouga disse apenas que foi dado por findo, sem adiantar se resultou em acusação ou arquivamento.
O caso de 2007, em Oliveira de Azeméis, que é julgado a partir de quarta feira, é mais grave, já que envolve a morte da menor Micaela Mendes, alegadamente eletrocutada ao terminar uma voltinha num carrinho de choque.
A menina terá deixado cair um chinelo e tocou no chão da pista com o pé descalço, o que lhe terá provocado a morte por eletrocussão, de acordo com a versão da acusação pública.
O MP responsabiliza pelo sucedido o dono do equipamento, José Marques, e o engenheiro electrotécnico António Pacheco, acusando-os do crime de homicídio por negligência.
A família da menor constituiu-se assistente no processo e reclama de duas companhias de seguros uma indemnização de 187,7 mil euros, disse à Lusa uma fonte judicial.
O Ipac - Instituto Português de Acreditação, IP, a quem a lei atribui a responsabilidade pelo licenciamento destes equipamentos, aparece no processo apenas como interveniente acidental.

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