por: Raquel Almeida Correia
in "Público" - 8 Junho 2010
Portugueses gastam menos lá fora, mas os estrangeiros também reduziram receitas para o mercado nacional.
Balança é positiva, apesar de descida de 6,6, por cento
Cavaco Silva apelou aos portugueses para que evitem passar férias no estrangeiro este ano. E Vieira da Silva pediu cautela. Tanto o Presidente da República como o ministro da Economia têm razão. Ficar em Portugal contribui para a redução das importações no sector do turismo, cuja balança comercial, apesar de positiva, viu o saldo final cair 6,6 por cento em 2009. Mas se outros países seguirem a mesma lógica, as consequências serão ainda piores, tal é o peso das receitas geradas pela vinda de turistas estrangeiros.
Os apelos feitos por Cavaco Silva no passado sábado e reafirmados ontem, em Santarém, foram recebidos com reservas por Vieira da Silva. O Presidente da República entende que “as férias passadas no estrangeiro aumentam a dívida externa portuguesa”, uma vez que são registadas como importações porque significam gastos realizados fora de Portugal.As estimativas do Banco de Portugal (BdP) revelam que essas receitas têm vindo a cair. No ano passado, diminuíram 7,7 por cento, passando de 2938 para 2712 mil euros, o que segue a tendência já sentida, ainda que com menos intensidade, em 2008.
Esta queda indica que houve menos gastos no exterior, mas não significa necessariamente que os portugueses transferiram as despesas para território nacional.
No entanto, cruzando estes dados com os divulgados recentemente pelo Eurobarómetro da Comissão Europeia, conclui-se que há uma mudança nas escolhas dos portugueses quanto ao destino de férias. Já em 2009, 69 por cento dos inquiridos tinham escolhido o mercado doméstico. Este ano, as previsões indicam um ligeiro aumento, para 71 por cento.
Menos receitas do exterior
O ministro da Economia reagiu aos apelos de Cavaco Silva com cautela.
“Só espero que os Presidentes de outros países não façam o mesmo apelo.
Caso contrário, perdemos uma fonte de receitas importante para o país”, afirmou ontem, à margem das cerimónias oficiais do Dia de Portugal, em Xangai.
As estimativas do BdP mostram claramente a dependência do sector do turismo relativamente às receitas geradas pelos visitantes estrangeiros.
Em 2009, situaram-se em 6918 mil euros, o que gerou um saldo positivo da balança comercial, na ordem dos 4206 mil euros.
Houve, no entanto, um decréscimo destes gastos (registados pelo banco central como exportações), que atingiu os sete por cento, depois de uma ligeira subida de 0,5 por cento em 2008. Tendência que resulta, em parte, da desvalorização da libra, já que o Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas estrangeiros com destino a Portugal. Os dados do primeiro trimestre revelam já uma inversão, quando comparados com o mesmo período de 2009, registando-se uma subida de 6,3 por cento.
De acordo com o Turismo de Portugal, entre Janeiro e Março deste ano, o número de hóspedes de origem portuguesa que permaneceram em território nacional aumentou 0,9 por cento. No entanto, nem todas as regiões tiveram igual desempenho.
Enquanto, nos Açores, o número de turistas portugueses cresceu 6,2 por cento, na Madeira houve uma quebra de 4,7 por cento, também por causa do temporal de Fevereiro.
“Só espero que os Presidentes de outros países não façam o mesmo apelo.
Caso contrário, perdemos uma fonte de receitas importante para o país”, afirmou ontem, à margem das cerimónias oficiais do Dia de Portugal, em Xangai.
As estimativas do BdP mostram claramente a dependência do sector do turismo relativamente às receitas geradas pelos visitantes estrangeiros.
Em 2009, situaram-se em 6918 mil euros, o que gerou um saldo positivo da balança comercial, na ordem dos 4206 mil euros.
Houve, no entanto, um decréscimo destes gastos (registados pelo banco central como exportações), que atingiu os sete por cento, depois de uma ligeira subida de 0,5 por cento em 2008. Tendência que resulta, em parte, da desvalorização da libra, já que o Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas estrangeiros com destino a Portugal. Os dados do primeiro trimestre revelam já uma inversão, quando comparados com o mesmo período de 2009, registando-se uma subida de 6,3 por cento.
De acordo com o Turismo de Portugal, entre Janeiro e Março deste ano, o número de hóspedes de origem portuguesa que permaneceram em território nacional aumentou 0,9 por cento. No entanto, nem todas as regiões tiveram igual desempenho.
Enquanto, nos Açores, o número de turistas portugueses cresceu 6,2 por cento, na Madeira houve uma quebra de 4,7 por cento, também por causa do temporal de Fevereiro.
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