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terça-feira, 30 de novembro de 2010

CMVM pede mais transparência no Estado

por: Marta Cerqueira
in Jornal “I” - 23.Nov.2010

O presidente da CMVM propôs uma "maior transparência do estado", no sentido de "evitar ter de recorrer a agências de rating".
Carlos Tavares apresentou hoje aqueles que considera serem os sete pecados cometidos para chegarmos à crise financeira actual: a falta de regulação de alguns mercados e a falta de transparência dos mercados; as instituições não reguladas - como o caso do banco de investimento americano – a baixa capitalização dos bancos e também o papel dos ratings e respectivas agências. "Foram aprovadas regras de supervisão, mas isso só não é suficiente. É necessário prevenir os conflitos de interesse nas agências", considerou o presidente da CMVM. O “quinto pecado” é, para Carlos Tavares, o papel das políticas remuneratórias, “cuja lógica conduziu a incentivos perversos”. A política monetária e a insuficiente regulação dos mercados são os últimos delitos apontados pelo presidente da CMVM.
Num almoço organizado pela Câmara de Comércio em Portugal sobre "A crise financeira e a reforma da regulação", Carlos Tavares alertou ainda para a importância de "um retorno aos valores tradicionais da banca".

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