por: Rita Himmel
in “Público” - 31.Maio.2011
Ainda há muito para fazer no combate à pobreza infantil em Portugal, admitem Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, e Agostinho Jardim Moreira, presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN).
Um estudo realizado por um grupo de investigadores do Instituto Superior da Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa, que vai ser divulgado amanhã, e ao qual o PÚBLICO teve acesso, revela que cerca de 40 por cento das crianças portuguesas vivem em “situação de pobreza”.Apesar de não conhecer ainda o estudo, Armando Leandro afirma que vai “debruçar-se” sobre o mesmo, visto que “estes estudos são importantes, e a sua divulgação também, para que toda a comunidade ganhe consciência” acerca deste problema, “que compromete a qualidade de desenvolvimento” da sociedade. “Não nos podemos conformar com a situação existente”, alerta.
Agostinho Jardim Moreira não se atreve a comentar um estudo que “não conhece”. E, apesar de ter como referência uma taxa bastante mais baixa (23 por cento) do que a indicada no estudo do ISEG, considera que a situação “não tem melhorado muito”. O presidente da EAPN defende que é urgente uma “resposta envolvente que tenha em conta a família mais próxima” tanto na saúde, como na alimentação.
O estudo, que será apresentado amanhã, no Dia Mundial da Criança, indica ainda que as prestações sociais têm um “reduzido efeito” na diminuição da taxa de crianças em situação de pobreza. Armando Leandro considera que o abono de família é “importante, mas não será a única” medida a adoptar.
São necessárias “políticas integradas e transversais” que devem também contar com a própria participação da criança, defende.
Agostinho Jardim Moreira vê no abono de família uma ajuda importante em situações de pobreza extrema.
“Nas situações mais frágeis, acho que faz diferença”, defende, nas restantes, poderá ter menos impacto. Mas, quanto à possibilidade de distribuir apoios em espécie, o presidente da EAPN tem “dúvidas”, pois “muitas vezes esses apoios são vendidos”.
O PÚBLICO tentou ainda contactar o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, mas até ao fecho desta edição não foi possível.
O estudo, que será apresentado amanhã, no Dia Mundial da Criança, indica ainda que as prestações sociais têm um “reduzido efeito” na diminuição da taxa de crianças em situação de pobreza. Armando Leandro considera que o abono de família é “importante, mas não será a única” medida a adoptar.
São necessárias “políticas integradas e transversais” que devem também contar com a própria participação da criança, defende.
Agostinho Jardim Moreira vê no abono de família uma ajuda importante em situações de pobreza extrema.
“Nas situações mais frágeis, acho que faz diferença”, defende, nas restantes, poderá ter menos impacto. Mas, quanto à possibilidade de distribuir apoios em espécie, o presidente da EAPN tem “dúvidas”, pois “muitas vezes esses apoios são vendidos”.O PÚBLICO tentou ainda contactar o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, mas até ao fecho desta edição não foi possível.
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