[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quinta-feira, 31 de março de 2011

Exercício físico - Dores no peito, desmaios e cansaço são alertas de risco de morte súbita


Destak/Lusa

31.Mar.2011


Dores no peito, perda de consciência e cansaço são alguns dos sinais que o praticante de exercício físico deve ter em conta para a prevenção da morte súbita, alertou hoje, no Porto, o cardiologista Ovídio Costa.


O desportista deve ter ainda em conta outros fatores de risco de ordem genética, como incapacidade ou morte precoce de um familiar direto e casos de hipertensão arterial e doenças coronárias.

Ovídio Costa falava no âmbito da conferência “Do Beneficio ao Risco no Exercício Físico: Uma Abordagem Biomédica”, promovida pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde – Norte, Grupo CESPU, no Edifício da Alfândega, no Porto.

O cardiologista apontou ainda as dificuldades do ponto de vista médico em evitar-se uma situação de morte súbita, dado que é necessário rastrear 33 mil atletas para salvar uma vida, bem como a falibilidade do próprio processo.

Ovídio Costa defendeu que “a morte súbita é um evento raro, mas de enorme impacto, e choque, pois não faz sentido atletas de alta competição, e em constante monitorização, serem acometidos desta situação”.

O especialista recordou que há doenças de difícil diagnóstico e possíveis causadores de morte numa situação de pratica de exercício, pelo que defende a necessidade de dotar os recintos desportivos, e não só, com meios de reanimação eficazes.

Um dado curioso partilhado por Ovídio Costa com os cerca de mil participantes foi a revelação de que os casinos de Las Vegas são, a nível mundial, os locais que apresentam a taxa mais eficaz de reanimação quando ocorrem paragens cardíacas.

Domingos Gomes, do CESPU – Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário, falou sobre a “Avaliação de fatores de risco” na prática desportiva e defendeu como objetivo principal “tentar evitar a morte”.

O médico louvou “a realização transcendente e muito rara ao nível do ensino universitário da iniciativa, que visa abordar o exercício físico na amplitude do que ele é, mas ao mesmo tempo como um risco”.

Nas faculdades de medicina nada ou quase nada se fala sobre isso e o que acontece, por exemplo, é que há substâncias que os médicos subscrevem que, sem o quererem, são dopantes”, disse Domingos Gomes.

Num evento em que “o exercício é a vedeta máxima”, Domingos Gomes falou ainda de “outras situações, como pormenores no organismo humano, que se não forem vistos são provocadores de lesões nos desportistas”.

Para Domingos Gomes, “não há nada pior do que a perpetuação dessas lesões e queixas, que, em alguns casos, acabam com as carreiras de alguns desportistas e provocam limitações no dia a dia das outras pessoas”.

E entre alguns destes casos, Domingos Gomes referiu, por exemplo, “a diferença do comprimento dos membros, o pé plano ou cavo, ou um desvio da coluna. São pormenores que levam as pessoas a ter cuidado. Não matam, mas aleijam”, frisou.

Associação de Comerciantes defende encerramento das grandes superfícies aos domingos e feriados

inDestak” – 31.03.2011

A Associação Comércio Indústria e Serviços do Barreiro e Moita (ACISBM) defendeu hoje que as grandes superfícies comerciais devem encerrar aos domingos e feriados. “Por ter conhecimento que as autarquias terão que decidir até ao final do próximo mês de abril acerca da abertura ou encerramento das grandes superfícies aos domingos, a ACISBM voltou a reiterar a defesa do seu encerramento aos domingos e feriados, independentemente de apenas estar em cima da mesa a questão das tardes nesses mesmos dias”, refere em comunicado enviado à Lusa.

A associação referiu também que durante o mês de março recebeu uma “chuva de reclamações” devido às taxas municipais no Barreiro sobre toldos, reclamos luminosos, esplanadas, entre outros, que sofreram “aumentos significativos”.

Fizemos notar à autarquia que a solução encontrada é altamente prejudicial ao tecido empresarial local das micro e pequenas empresas, que se encontram nos dias que correm a lutar só e apenas pela sua sobrevivência”, defende.

Ao nível dos toldos registou-se uma alteração do método de contagem, que passou de metro/linear para metro/quadrado, aumentando também o preço por metro.

Após uma reunião com a autarquia, a ACISBM refere, no documento, que apesar do regulamento não prever qualquer tipo de reajustes posteriores, ficou prometido uma revisão atenta durante o próximo lançamento de taxas.

Conseguimos uma prorrogação de prazo de pagamento nas taxas até ao próximo dia 15 de abril, existindo igualmente a possibilidade das micro e pequenas empresas poderem pedir, o pagamento das taxas duma forma faseada”, concluiu.

Incêndios: Redução de 20% da verba para combate a incêndios deverá afectar os meios aéreos


inDiário de Aveiro” – 31.Mar.2011

O presidente da Liga dos Bombeiros afirmou, após uma audição no Parlamento, que a redução em 20% da verba para combater os incêndios deverá afectar os meios aéreos, os mais dispendiosos, manifestando preocupação com o atraso na contratação destes equipamentos

Duarte Caldeira falava à agência Lusa à saída de urna audição na comissão parlamentar de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, onde disse aos deputados ter "a convicção" da manutenção das verbas para os meios terrestres de combate aos fogos florestais. Tendo em consideração os valores em causa, "seguramente que este impacto dos 20% será sobretudo no âmbito dos meios aéreos", realçou.

Em 2010, Portugal contou com 56 meios aéreos para combater os incêndios nos meses de verão e, "se tivermos em consideração esta redução, certamente iremos contar este ano com 40 e poucos meios aéreos", referiu o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). "Não é admissível que haja qualquer diminuição nas equipas terrestres dos bombeiros", salientou Duarte Silva.

O corte de verba "implicará que haja um envolvimento muito forte dos elementos de comando de modo a que seja possível compensar as mudanças decorrentes da alteração do dispositivo aéreo com reforço dos meios terrestres dos bombeiros", Por outro lado, a contratação de meios aéreos para combater os incêndios florestais "está atrasada" este ano, afirmou. Em 2010, em Janeiro "já estava em processo de selecção", este ano, "ainda nem foram lançados os concursos", o que é um atraso "muito significativo", salientou.

O representante dos bombeiros explicou que as consequências desta situação são várias, nomeadamente ao nível do custo do aluguer dos meios necessários. O mercado internacional nesta área é restrito e os países, de uma forma geral, têm optado por, em vez de adquirir meios aéreos próprios, recorrer ao aluguer porque "é mais rentável", E "quanto mais tarde os concursos forem lançados, em piores condições serão negociados”, disse Duarte Caldeira.

Os meios aéreos de combate a incêndios representam 46 milhões de euros no orçamento da Autoridade Nacional Protecção Civil, num total de 60 milhões de euros, referiu o presidente da Liga.

A redução de 20% é "muito significativa" e "vai exigir uma "'reflexão muito apurada sobre a redefinição do tipo de meios e a sua localização", apontou ainda.

Na segunda-feira, o secretário de Estado das Florestas, Rui Barreiro, desvalorizou os cortes orçamentais nos meios de combate a incêndios e sublinhou que no caso do Ministério da Agricultura, que conta com 30 milhões de euros para prevenção, estas verbas foram reforçadas.

"No caso da Agricultura, houve um reforço de verbas. Os incêndios são uma preocupação de todos. E possível, apesar dos problemas orçamentais, juntar os meios disponíveis dos vários ministérios", disse.

Censos 2011: Mais de 2,5 milhões de pessoas recenseados através da internet

inDiário de Aveiro” – 31.Mar.2011

Mais de 2,5 milhões de pessoas já estão recenseadas no Censos 2011 através do inquérito disponibilizado na internet há dez dias, o que significa o registo de mais de um milhão de alojamentos


De acordo com um balanço feito pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), ao meio-dia de ontem "foi ultrapassado o milhão de alojamentos recenseados".

"O e-censos obteve a resposta de cerca de um milhão e quinze mil alojamentos, num total estimado de mais de dois milhões e quinhentas mil pessoas", refere o INE, que pela primeira vez este ano disponibilizou na internet o inquérito do recenseamento da população e da habitação.

A maior operação estatística do país arrancou a 07 de Março, dia em que milhares de recenseadores começaram a distribuir porta a porta os questionários. No total, o INE espera conseguir contactar cerca de 10,7 milhões de pessoas, quatro milhões de famílias, seis milhões de alojamentos e 3,6 milhões de edifícios.

Através da página na internet www.censos2011.ine.pt é possível entregar os inquéritos até 10 de Abril. Já os questionários em papel podem ser preenchidos até 24 de Abril, último dia para os recenseadores recolherem os documentos nas residências.

Quem tem dúvidas na elaboração do questionário pode pedir ajuda aos recenseadores (identificados com coletes amarelos), recorrer à página do INE ou ligar para a linha telefónica gratuita 800 2220 11.

A presidente do INE, Alda Carvalho, recorda que as respostas são obrigatórias e confidenciais. Para garantir a confidencialidade, os dados são encriptados e protegidos "pela mais moderna tecnologia nesta área", Segundo a legislação, o não preenchimento dos inquéritos pode resultar em multas que vão dos 250 aos 3.740 euros.

ALIMENTOS nas SUAS DIVERSAS FASES [Modo de compatibilidade]





Neste módulo pretendo alertar para alguns dos cuidados básicos a ter com os ALIMENTOS nas SUAS DIVERSAS FASES de conservação.


Alimentos comprados e armazenados à temperatura ambiente:


- Ter atenção aos prazos de validade das conservas, enlatados, produtos lácteos de longa duração e os UHT. NUNCA comprar produtos fora dos prazos de validade. Potenciais perigos: possibilidade de desenvolvimento de microrganismos patogénicos e de bolores.

- NUNCA comprar produtos enlatados, conservas, produtos lácteos de longa duração e UHT, cujas embalagens revelem sinais de ferrugem, insufladas e/ou amolgadas. Potenciais perigos: Possibilidade de desenvolvimento de microrganismos patogénicos, bolores e de ferrugem ou contaminação metálica no caso das embalagens amolgadas de produtos com acidez devido à rotura da película de resina utilizada no revestimento interior das mesmas.

- Manter a temperatura ambiente da dispensa ou armazém inferior a 20ºC. Potenciais perigos: Insuflação dos produtos lácteos de longa duração e especialmente as conservas.


Alimentos comprados para serem mantidos em ambiente refrigerado:


- Ter atenção os prazos de validade especialmente dos produtos alimentares perecíveis, tais como fiambre, salsichas frescas, carne picada, carnes de origem bovina, caprina e suína, carnes cruas de aves, produtos fumados e especialmente dos leites e dos produtos lácteos pasteurizados, os queijos frescos e os iogurtes. NUNCA comprar produtos fora dos prazos de validade em caso destes não constarem nas embalagens nunca os manter por um período de tempo superior a 3 dias. Potenciais perigos: possibilidade de desenvolvimento de microrganismos patogénicos, especialmente a Listéria monocitogenes, a Campilobacter jejuni, a Salmonala spp, o Estafilococos aureus, a E-coli 0157:H7, os Clostrídios perfingens e botulinum a Yrsínia enterocolítica, consultar o módulo sobre as bactérias mais comuns nos alimentos que publiquei há duas semanas, e o desenvolvimento de bolores.

- CUIDADOS a TER: atenção às temperaturas no núcleo dos alimentos, que têm de ser obrigatoriamente inferior aos 8ºC e superior a 1ºC, como o imposto pelo CODEX Alimentarias em legislação global existente desde 1995. Os tempos de manutenção dos alimentos para refrigeração quando a temperatura dos mesmos se encontre entre os 8ºC e os 63ºC, a ZONA de PERIGOS dos ALIMENTOS, por um período de tempo superior a 30 minutos, a não ser que estes sejam processados de imediato, pois em períodos de tempo superiores aos 30 minutos não permitirá que os equipamentos de refrigeração consigam repor a temperatura no núcleo dos alimentos dentro dos valores acima referidos e desejados para impedir a multiplicação dos indesejáveis microrganismos patogénicos. A Listerose, uma enfermidade causada pela Lístéria monocitogenes, ESTÁ a AUMENTAR de FORMA SIGNIFICATIVA em PORTUGAL. NUNCA manter os equipamentos de refrigeração com as portas abertas por muito tempo ou abri-las muitas vezes de seguida.


Alimentos comprados para serem mantidos em ambiente de congelação:


- Ter atenção aos prazos de validade especialmente das carnes de origem bovina, caprina ou suína, carne de aves, peixes, legumes e especialmente dos mariscos. NUNCA comprar produtos fora dos prazos de validade. É PROÍBIDO CONGELAR ALIMENTOS em ARCAS ou em CÂMARAS de CONGELAÇÃO. NUNCA RECONGELAR os ALIMENTOS. Potenciais perigos: possibilidade do desenvolvimento de microrganismos patogénicos, tais como a E-coli, o Estafilococos, o Víbrio paraemolítico, Listéria e a Campilobacter, as toxinas ou esporos. NOTE BEM: Normalmente os produtos congelados têm prazos de validade que variam entre os 12 meses e os 24 meses. Estes prazos só são válidos se os produtos alimentares comprados congelados e a temperaturas, no seu núcleo, forem superiores a -18ºC e inferiores a 24ºC e mantidos em equipamentos capazes de os manter dentro destes valores. Como posso saber se o(s) equipamento(s) fazem frio suficiente para manter os alimentos dentro destes valores? Já deve ter reparado que TODOS os equipamentos de congelação tem uma, duas, três estrelinhas, azuis quando no exterior ou brancas nas tampas das arcas e uma grande preta do exterior ou branca nas tampas das arcas. O que isto significa? Uma estrelinha só faz frio até aos -14ºC, duas estrelinhas só faz frio até aos -16ºC, três estrelinhas só faz frio até aos -18ºC e três estrelinhas e uma estrela o equipamento faz frio até aos -22ºC. Assim, os alimentos com prazos de validade de 1 ano e mantidos em equipamentos só com uma estrelinha, reduz esse mesmo prazo de validade para seis meses, só com duas estrelinhas, reduz esse mesmo prazo de validade para nove meses e com três estrelinhas ou três estrelinhas mais a estrela nesses sim podem ser respeitados os prazos de validade obrigatoriamente indicados nas embalagens. Nunca manter alimentos congelados à temperatura ambiente por um período superior a 30 minutos a não ser que seja para descongelar de imediato.

Só se considera um produto descongelado quando a temperatura no núcleo do mesmo for superior a 0ºC.

NUNCA manter os equipamentos de congelação com as portas e/ou tampas abertas por muito tempo ou abri-las muitas vezes de seguida.

FDA analisa ligação entre corantes alimentares e hiperatividade

30/03/2011

DA ASSOCIATED PRESS


A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) está analisando a ligação entre corantes encontrados nos alimentos do dia a dia e hiperatividade em crianças. Em uma reunião de dois dias que começa nesta quarta-feira, um comitê consultivo da FDA irá decidir se os dados disponíveis relacionam os corantes à desordem.


FDA vai analisar estudos que ligam os aditivos de cor à hiperatividade

Shutterstock

O painel vai recomendar na quinta-feira (31) se a agência deve regular os corantes, fazer mais estudos sobre o assunto ou exigir rótulos melhores dos aditivos. Ainda podem recomendar que a FDA não faça nada. A agência reguladora disse que até agora não existe nenhuma relação comprovada entre corantes e hiperatividade na maioria das crianças. Mas afirmou que em "certas crianças suscetíveis", a hiperatividade e outros problemas comportamentais podem ser exacerbados por corantes e outras substâncias nos alimentos.


Defensores da saúde pública concordam que os aditivos não parecem ser a causa principal da hiperatividade, mas dizem que os efeitos dos corantes em algumas crianças é suficiente para interdição das substâncias. O FDA vai realizar a reunião em resposta a uma petição 2008 apresentada pelo grupo de defesa Centro de Ciência no Interesse Público para proibir oito corantes. Michael Jacobson, diretor do grupo, disse na reunião de quarta que a única razão para os corantes nos alimentos é enganar os consumidores. Alguns fabricantes usam menos corantes nos mesmos alimentos vendidos na Europa, por causa de preocupação dos europeus com a hiperatividade.


"Corantes são geralmente usados para deixar junk food mais atraente para crianças, ou para simular a presença de uma fruta saudável ou outro ingrediente natural", disse Jacobson. "Apenas os fabricantes de corantes sentiriam falta dos aditivos nos alimentos."


Jacobson admitiu que proibir completamente as substâncias seria difícil, pedindo à FDA para pelo menos colocar advertências nos rótulos das embalagens dos alimentos. Os cientistas e defensores públicos têm debatido o assunto por mais de 30 anos, com o crescente aumento do uso de corantes em alimentos. O painel consultivo vai peneirar uma variedade de estudos durante a reunião de dois dias, sendo que alguns apresentam mais de uma relação entre corantes e hiperatividade do que outros.


A indústria alimentar está alertando os consumidores a não apressar o julgamento. David Schmidt, presidente e CEO do International Food Information Council Foundation, um grupo da indústria alimentar, disse que os corantes ajudam os consumidores a aproveitar os alimentos por manter ou melhorar a aparência.


Sugerindo uma ligação entre os aditivos de cor e o transtorno de déficit de atenção em crianças "poderia ter consequências não intencionais, assustando desnecessariamente os consumidores sobre ingredientes seguros que são consumidos todos os dias", disse ele.

Direitos de consumo na música: 2ª parte da entrevista ao Prof. Mário Frota

Agora, anorexia atinge mulheres com mais de 40 anos



31/03/2011

IARA BIDERMAN

DE SÃO PAULO


A anorexia nervosa, transtorno que faz a pessoa comer cada vez menos e nunca estar satisfeita com seu peso, expande suas fronteiras.


"Hoje peso mais, mas me sinto mais leve"


A maioria das pacientes ainda é composta por adolescentes, mas o distúrbio é cada vez mais diagnosticado em mulheres maduras.

Em clínicas e ambulatórios como o do Proata (Programa de Orientação e Atenção ao Pacientes com Transtorno Alimentar), da Unifesp, duas em cada dez pacientes têm mais de 40 anos.

"Há alguns anos, os grandes relatos médicos sobre anorexia nem faziam referência às mais velhas", diz o psiquiatra Táki Cordás, coordenador do Ambulim (Ambulatório de Transtornos Alimentares) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Elas já são notadas. "Mesmo quando estão na casa dos 50 ou 60 anos, as mulheres praticam comportamentos extremos para modificar seu peso e seus corpos", afirma Cynthia Bulik, diretora do Programa de Transtornos Alimentares da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

IMAGEM CORPORAL

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

Segundo Cordás, a mulher mais velha se preocupa mais do que antes com sua imagem corporal. "Entre outras coisas, há o papel da competição, afetiva ou profissional, com as mais jovens."

Essas mulheres maduras que "estão no mercado" se voltam para todos os recursos de embelezamento e rejuvenescimento disponíveis, incluindo dietas agressivas.

"Fazer dieta eleva em 20 vezes o risco de desenvolver anorexia", diz o psiquiatra.

A dermatologista Luciana Conrado, que pesquisa transtornos de imagem, considera o problema uma doença social. "Nossa sociedade valoriza a imagem, e a beleza é a forma jovem e magra."

O que complica ainda mais a vida de quem tem 40 ou mais. "Não dá para ela ficar com um corpo de magra de 20 anos, por mais que passe fome e malhe na academia", diz Conrado.

A nutricionista Lara Natacci, autora do livro "Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar" (ed. Atheneu), diz que a mulher madura consegue dissimular a doença por mais tempo e demora mais para buscar ajuda.

Quanto mais tarde o tratamento, mais difícil é a cura. "Em jovens, o prognóstico é melhor", afirma Cordás.

Alguns efeitos da desnutrição são mais acentuados na mulher mais velha, como o ressecamento da pele. "É provável também ela ter com mais frequências quadros como depressão e abuso de álcool", diz Cordás.


Com o "New York Times"

Anvisa suspende fabricação, venda e uso de produto emagrecedor



31/03/2011

DA AGÊNCIA BRASIL

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a fabricação, importação, distribuição, o comércio e uso do produto dietrine em todas as suas denominações (Dietrine Phaseolamin, Dietrine Fimbriata, entre outras).

Segundo a agência, o produto é fabricado e importado por empresas desconhecidas, que não têm registro na agência.


O dietrine é um suplemento para perda de peso, que reduz a digestão de calorias, provocando o emagrecimento. A resolução publicada no "Diário Oficial da União" vale a partir desta quinta-feira.

Standard & Poor's volta a cortar 'rating' de quatro bancos portugueses


in "JN" - 31.Mar.2011

A agência de notação financeira Standard & Poor's cortou esta quinta-feira o 'rating' dos bancos portugueses Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, Santander Totta e BPI e de dois subsidiários, que ficaram assim a um nível de "lixo".


Esta é a segunda vez esta semana que a S&P corta a classificação da banca portuguesa, reduzindo agora a avaliação de 'BBB' para 'BBB-' dos quatro bancos portugueses e de duas subsidiárias, Banco Espírito Santo de Investimento (BESI) e Banco Português do Investimento.

Já o BCP, que viu segunda-feira um corte no 'rating' para 'BBB-', mantém-se no mesmo nível, mas com uma "perspectiva negativa", ou seja, poderá enfrentar novo corte, segundo a nota de análise da S&P.

Aumentos das rendas em bairro social podem chegar aos 600%

in "JN" - 31.Mar.2011

Várias famílias que residem no Bairro Social dos Murteirados, no Marco de Canaveses, podem ter de suportar, a partir de maio, aumentos nas rendas de cerca de 600%, segundo uma proposta da câmara municipal.


Manuel Moreira, presidente da Câmara do Marco

foto: José Mota/Global Imagens

Algumas rendas de agregados considerados "não carenciados", cujas actualizações de contrato já foram enviadas aos inquilinos, de valor actual não superior a 27 euros, passarão para os 156 euros a partir de maio, confirmou à Lusa a vereadora da Acção Social.

Gorete Monteiro justifica os aumentos com o facto de 49 dos 79 agregados familiares residentes no bairro apresentarem actualmente rendimentos anuais superiores a 20 mil euros" e, por isso, "não cumprirem os requisitos enquadráveis na legislação em vigor".

Segundo um levantamento realizado pela autarquia, naquele bairro social a renda mais alta atual é de 26,98 euros e a mínima de 3,99 euros, apesar de alguns agregados terem rendimentos anuais declarados superiores a 30 mil euros.

Face à situação, a edilidade determinou que, para as famílias consideradas "não carenciadas", cujos rendimentos brutos ultrapassem os 20 mil euros, a renda mínima em 2011 seja de 156 euros, devendo chegar aos 253 euros em 2016. No entanto, neste grupo de famílias, 12 poderão beneficiar de rendas inferiores a 156 euros por serem pensionistas.

O município prevê que, no caso das 30 famílias carenciadas, enquadradas no Regime de Renda Apoiada, o valor a pagar varia entre os 4,85 euros e os 156 euros, em função da tipologia de habitação e do rendimento do agregado.

O INE corrige o défice de 2010 para 8,6%

in "JN" - 31.Mar.2011

[Em actualização] - O Instituto Nacional de Estatística acaba de corrigir o défice em 2010 para 8,6% do Produto Interno Bruto, acima dos 7,3% estimados pelo Governo.

Teixeira dos Santos, à direita, já prometeu explicações

foto: João Girão/Global Imagens

O défice orçamental ficou em 8,6% em 2010, indicou, quinta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE), adiantando que na execução orçamental se situou nos 6,8%.

O INE explica que as alterações realizadas na metodologia pelo Eurostat obrigaram a uma revisão em alta do défice para 2010 em 1,8 pontos percentuais.

Em causa está a incorporarão nas contas nacionais das imparidades com o Banco Português de Negócios (BPN), que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010. Há, ainda, um acréscimo de 0,5 pontos percentuais provenientes das empresas de transporte e 0,3 pontos percentuais relativas ao Banco Privado Português (BPP).

A nova metodologia aplicada em diversos países leva assim no caso de Portugal a uma revisão do défice inicialmente previsto em 6,8% para os 8,6% hoje divulgados.

"O Principezinho" já tem edição em mirandês



por: Agência Lusa

Publicado em 31 de Março de 2011


fotogalería

O Principezinho”, personagem criada por Antoine de Saint-Exupéry, já fala mirandês. “L Princepico” é o título da edição nesta língua, feita pela editora ASA, disponível nas bancas a partir da próxima semana.

O clássico de Antoine de Saint-Exupéry, de 1943, já vendeu mais de 50 milhões de exemplares em todo o mundo e, segundo a editora francesa Gallimard, é “o livro mais traduzido em todo o mundo depois da Bíblia”, com versões “em cerca de 200 línguas ou mais (incluindo dialetos europeus, asiáticos e africanos)”.

Em declarações à agência Lusa, Maria José Pereira, responsável pela edição do livro e editora da divisão de banda desenhada da ASA, explicou que o objetivo da edição de “L Princepico” é, “por um lado, dar a conhecer a língua mirandesa, que as pessoa geralmente ouvem falar mas que não têm visto escrita e, por outro lado, tornar conhecidos os personagens numa outra versão”.

Reconhecendo que a edição em mirandês desta “obra emblemática do século XX” tem um público reduzido de interessados e colecionadores, Maria José Pereira recorda que esta não é a primeira incursão da ASA pelo mirandês, tendo, há alguns anos, editado dois livros do Astérix nesta língua.

A editora adiantou ainda que surgirão novidades sobre “O Principezinho” num “futuro muito próximo”, que passam por “outras edições que estão a ser ultimadas” e por “uma série de desenhos animados”, em fase de produção, mas que, sabe-se já, passará em Portugal, embora ainda não haja uma data precisa.

A obra foi traduzida para mirandês por Ana Afonso (juntamente com Domingos Raposo), que falou à Lusa do “desafio” de traduzir um clássico “cheio de valores” para a sua língua materna. Esta foi a primeira tradução para mirandês de Ana Afonso, a convite do cônsul de França no Porto, que, em cada lugar que passa, procura línguas ou dialetos para os quais possa traduzir “o seu livro preferido”.

A edição mirandesa de “L Princepico” será apresentada publicamente no dia 15 de abril, no Instituto Franco-Português, em Lisboa, pelo tradutor Domingos Raposo. Na mesma ocasião será apresentada uma exposição de livros e objetos associados ao universo de “O Principezinho”, pertencentes ao ator e apresentador Pedro Granger, colecionador e fã do clássico da literatura francesa.

Lei do arrendamento só muda com novo Governo




por: DN.pt

31.Mar.2011


Apesar de aprovadas em Conselho de Ministros, algumas medidas de agilização como despejos de inquilinos com rendas em atraso, vão ter de esperar.

Segundo o "Jornal de Negócios", os despejos mais rápidos e a nova taxa de IRS só irão para a frente após as eleições legislativas. Isto porque estas leis precisavam de autorização do Parlamento e não foram nem serão discutidas discutidas na Assembleia da República devido à demissão do executivo de José Sócrates.

Só três farmácias pediram para estar abertas 24 horas


por: Alexandra Campos

inPúblico” - 30.03.2011

Até ao momento, só três farmácias comunicaram que estão abertas durante 24 horas, sete dias por semana, adiantou ao PÚBLICO a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).


Foi em Janeiro, depois de uma farmácia ter sido proibida de estar aberta em permanência, que o Governo decidiu clarificar a legislação.


Foi em Janeiro, depois de uma farmácia ter sido proibida de estar aberta em permanência, que o Governo decidiu clarificar a legislação (que se prestava a interpretações divergentes) e aprovou, por decreto-lei, a possibilidade destes estabelecimentos funcionarem a tempo inteiro.

A polémica tinha sido espoletada pela Farmácia Uruguai, em Benfica, que em 2009 começou a funcionar durante 24 horas, 365 dias por ano, até que seis farmácias nas proximidades interpuseram uma providência cautelar, argumentando que a lei não estava a ser cumprida.

Em Junho de 2010, o Infarmed proibiu a farmácia de praticar aquele horário, mas o Ministério da Saúde acabou por fazer valer o entendimento de que estas podem estar sempre abertas, estando-lhes apenas vedada a cobrança de taxas suplementares pelo serviço nocturno, ao contrário do que acontece com os estabelecimentos escalonados.

De resto, o tradicional regime de funcionamento por turnos das farmácias mantém-se, apesar de agora ter de ser articulado com os estabelecimentos que decidam abrir 24 horas por dia. O decreto-lei aprovado em Janeiro alterou, aliás, várias regras em relação aos turnos. Por exemplo, nos municípios onde não exista serviços de urgência e não haja farmácias abertas durante a noite, deve haver uma farmácia ou farmacêutico disponível em casos de urgência.

Série de eventos debate os impactos do consumismo infantil

Regulador discorda da tarifa única da água

inJN” – 30.Mar.2011

A entidade reguladora do sector da água defende a redução da disparidade de preços da água, situação "inaceitável", mas considera que a tarifa única não é ideal pois deixa os consumidores sem um sinal da importância ambiental deste recurso.

O presidente da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e de Resíduos (ERSAR), Jaime Baptista, foi, esta quarta-feira, à comissão parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local dar conta aos deputados da situação no sector, a pedido do PSD, numa audiência dominada pelas preocupações com a sustentabilidade financeira dos operadores, tanto na distribuição como no tratamento.

A forma de conseguir uniformizar em todo o país as tarifas pelo fornecimento de água e a criação de um Fundo de Equilíbrio Tarifário, já avançada pela ministra do Ambiente, foi outro tema que suscitou questões dos partidos.

No final, Jaime Baptista disse aos jornalistas que é importante garantir que o Fundo não financiará a ineficiência. Isso será possível criando um sistema que permita "uma certa redistribuição de verbas, mas só beneficia dessa redistribuição o operador que for capaz de provar que atingiu determinados níveis de eficiência".

"A ERSAR não tem defendido o princípio da tarifa única, mas sim [manifestado] a preocupação que tem em reduzir a actual dispersão, que é inaceitável, dos tarifários em Portugal", referiu Jaime Baptista.

"[Por outro lado], não consideramos a tarifa única como solução ideal, por não trazer nenhum sinal ambiental aos consumidores", acrescentou. "Tanto consumimos água numa zona rica de água, como numa zona de grande escassez hídrica, sem ter percebido o sinal económico de que no primeiro local ela é barata e no segundo ela é extremamente dispendiosa, porque a tarifa é única", explicou.

No grupo de operadores regulados pela ERSAR, afirmou, as tarifas "variam numa gama relativamente estreita, de um para dois, um para três" e, de um modo geral, podem considerar-se "razoáveis, racionais e sem grande dispersão".

Entre as entidades até agora não controladas pela ERSAR, como os serviços municipais, há uma "uma dispersão perfeitamente inaceitável", salientou Jaime Baptista. "Podemos estar a pagar num local 1,5 euros por serviço de água e saneamento por metro cúbico e em outro não pagar nada, uma situação profundamente injusta do ponto de vista social", considerou.

Além disso, afirmou, é criada uma situação de "insustentabilidade do setor no médio longo prazo" pois não são obtidas as receitas necessárias para cobrir os custos "elevados" de prestação desses serviços.

A falta de receitas torna "inevitável" que as entidades gestoras deixem de executar tarefas de renovação, reparação e expansão das redes, limitando-se a uma "gestão minimalista". E um sistema que "não é objecto de manutenção adequada vai degradar-se e prestar serviços com qualidade cada vez pior, passando para a próxima geração o ónus deste problema".

Questionado acerca do número de municípios com dificuldades em fazer a manutenção dos sistemas, respondeu que "são a grande maioria", acrescentando que existe uma percentagem de autarquias "relativamente baixa que hoje pratica tarifários mais próximo do real, talvez um quarto".

AVC: Dia Nacional assinala-se hoje com rastreios e conselhos



Diário Digital / Lusa

31.Mar.2011



O Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral assinala-se hoje com rastreios dos principais fatores de risco de AVC e ações em todo o país para alertar a população para uma doença que mata dois portugueses por hora.


Para assinalar a data, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), presidida pelo neurologista Castro Lopes, organiza em todo o país um «conjunto de ações de informação, sensibilização e aconselhamento da população». Estas ações incluem rastreios dos principais fatores de risco vascular, workshops destinados a cuidadores de pessoas com AVC e palestras dirigidas ao público em geral.

Só 51 em quase três mil empresas pagam IRC


in "DN" - 31.Mar.2011

Cerca de 90% das empresas da região não têm sequer trabalhadores.


Das quase três mil empresas instaladas na Zona Franca da Madeira, apenas 51 pagaram IRC em 2009. O seja, 98% das sociedades ali sediadas não pagam impostos e as que liquidaram IRC não ultrapassam uns ínfimos 1,7%, segundo números oficiais.


Os dados, ontem revelados pela Direcção-Geral de Impostos, indicam ainda que 2435 daquelas sociedades, 90% do total, não têm sequer trabalhadores a cargo.Só 51 em quase três mil empresas pagam IRC.

Grávidas que se alimentam mal passam este hábito para os filhos

31.Mar.2011 - estadão.com.br



Estudo australiano mostra que dieta durante a gravidez e amamentação influencia nas escolhas dos filhos



SÃO PAULO - Um estudo da Universidade australiana de Adelaide indicou que as mães podem ser as maiores culpadas pelas escolhas por comidas gordurosas e cheias de açúcar de seus filhos. De acordo com pesquisa feita em ratos, o feto da fêmeas que seguiam este tipo de dieta apresentaram uma alteração no cérebro, o que fez com que eles dessem preferência para este tipo de comida.

Preferência por dieta gordurosa e cheia de açúcar é passada de mãe para filho

Arquivo AE


A descoberta foi feita a partir da observação de dois grupos de ratos. Durante o período de gestação e lactação, um grupo de fêmeas foi alimentado com ração e outro com comida humana comum, cheia de gordura e açúcar.

Após o nascimento, os filhotes de ambos grupos puderam escolher o que iriam comer. O grupo que escolheu a opção menos saudável com mais frequência pertencia ao grupo de mães com o mesmo hábito. Analisando o cérebro dos animais, os pesquisadores verificaram que estes ratos, após o término do período de amamentação, apresentavam níveis maiores de receptores de opióides.

Embora a experimentação tenha ocorrido em ratos, o estudo sugere que o mesmo possa ocorrer com seres humanos, ou seja, mães que seguem uma dieta rica em gordura e açúcar durante a gravidez e na amamentação têm mais chances de terem filhos que darão preferência para este tipo de alimento no futuro.

Os pesquisadores acreditam que os avanços neste tipo de pesquisa poderão ajudar a convencer mulheres grávidas a adotarem um dieta mais saudável, priorizando o consumo de vegetais, verduras e frutas em detrimento de guloseimas. 


Tópicos: Alimentação, Pesquisa, Vida, Saúde

Médicos indicam drogas anticâncer para pessoas saudáveis

30/03/2011

IARA BIDERMAN

DE SÃO PAULO

Um grupo de oncologistas dos EUA e da Europa está defendendo a quimioprevenção, que é o uso de remédios para câncer em pessoas saudáveis, mas com alto risco de desenvolver a doença.

Em um consenso internacional coordenado pelo epidemiologista Jack Cuzick, do centro de pesquisas em câncer do Reino Unido, médicos e pesquisadores afirmam que remédios hormonais são eficazes na redução do risco de câncer de mama, mas pouco utilizados.

Um desses remédios é o tamoxifeno, que bloqueia os receptores de estrógeno na mama. Ele já foi bem pesquisado para a prevenção, e seu uso nesse contexto foi aprovado pelo órgão regulador de medicamentos dos EUA, o FDA, mas não pela Anvisa.

"A indicação pode ser feita individualmente pelo médico, mas a maioria não faz", diz o oncologista Auro del Giglio, da faculdade de medicina do ABC e do hospital Albert Einstein.

Isso porque, segundo Giglio, o remédio pode aumentar o risco de trombose e câncer de útero. "E, embora as pesquisas mostrem que o remédio diminui casos de câncer, não indicam se ele faz a mulher viver mais tempo e ter qualidade de vida."

A indicação da droga costuma ser feita para casos de alto risco, mas há tentativas de estender esse uso. O mastologista José Roberto Filassi, do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) acredita que há interesses comerciais por trás.

"Há um estudo sobre o uso preventivo de outro tipo de droga hormonal para câncer que deve ser publicado em 2012. São os inibidores de aromatase, que impedem a formação de estrógeno. Pode haver interesse dos fabricantes, porque esses remédios estão perdendo a patente."

Em artigo publicado no periódico "Lancet Oncology", os principais autores do consenso declaram conflitos de interesse. Eles receberam patrocínio da Astra Zeneca, Novartis e Eli Lilly, que fabricam inibidores de aromatase.

POLÊMICA


Em outro artigo publicado na revista "Nature", Michael Sporn, professor de farmacologia da faculdade de medicina Dartmouth (EUA), sugere que o uso preventivo de remédios para câncer pode se tornar tão comum quanto o de estatinas para evitar doença de coração.


As estatinas diminuem o colesterol, fator de risco para infartos. Os remédios hormonais reduzem ou bloqueiam o estrógeno. Em 70% dos casos de câncer de mama, o aumento desse hormônio no tecido mamário está associado ao desenvolvimento da doença.


"É preciso diferenciar as coisas. O colesterol pode ser medido objetivamente. O risco de câncer de mama não, é só uma projeção a partir de dados clínicos. E mesmo assim, ter maior risco não significa que você vai desenvolver a doença", diz a coordenadora de oncologia clínica do Icesp, Pilar Estevez.


Além de a definição de "risco" ser problemática, Estevez questiona o uso de remédio por pessoas que não estão doentes.


"Se ela tiver complicações por causa do remédio, trocou uma probabilidade de doença por problemas induzidos pelo medicamento."

quarta-feira, 30 de março de 2011

FESP apoia Congresso Internacional de Direito do Consumidor

28/03/2011

A FESP Faculdades está apoiando a realização do I Congresso Internacional de Direito do Consumidor da Paraíba, promovido pelo Ministério Público do Estado e que será realizado nos dias 31 de março e 01 de abril de 2011.

Com o tema “Saúde e Segurança: direitos fundamentais do consumidor”, o evento tem início às 9h desta quinta-feira com uma série de palestras ministradas por renomados nomes do direito nacional e internacional. O coordenador do curso da FESP, professor Eduardo Cavalcanti, participará da solenidade de abertura.

Já no segundo dia de evento, o professor Alexandre Cavalcanti Andrade, da FESP Faculdades, será o coordenador dos quatro debates realizados no turno da manhã.

O congresso será encerrado na sexta-feira, às 16h, após a elaboração da Carta de João Pessoa.

As inscrições devem ser feitas através do email ceaf@mp.pb.gov.br e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3221-0917.

Congresso de Direito do Consumidor em JP

11 de Março de 2011

O Ministério Público da Paraíba vai promover de nos dias 31 de março e 1º de abril o Congresso Internacional de Direito do Consumidor, que trará a João Pessoa juristas de renome nacional e internacional, a exemplo do professor Mário Frota e Ângela Maria Frota, de Portugal, Henri Temple, da França, Roberto Senise Lisboa, do Ministério Público da São Paulo, e o promotor de Justiça José Augusto Peres Filho, presidente do Ministério Público do Consumidor.

O encontro está sendo organizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e pela Promotoria de Defesa do Consumidor de João Pessoa, que tem como titular o promotor Glauberto Bezerra. “A proposta do evento é acordar as pessoas sobre os direitos fundamentais, como consumidores que são, a exemplo do direito à saúde, à educação e à segurança pública. As pessoas têm que saber como lutar por esses direitos e, nós, operadores do direito, devemos estar conscientes do que há mais de mais moderno na área. Mas aviso que a Paraíba não está muito atrás do que é feito hoje em outros países, mesmo os mais desenvolvidos”, afirmou Glauberto, ao lembrar que o Código do Consumidor está completando 20 anos.

O promotor do consumidor de João Pessoa participou do último Congresso Internacional do Consumidor, que foi realizado em novembro de 2010, em Portugal, como palestrante. Glauberto Bezerra falou sobre o papel do Ministério Público brasileiro na promoção e proteção dos direitos do consumidor.

O trabalho do MP paraibano na defesa dos direitos do consumidor – com destaque para o combate à venda de cigarros e medicamentos falsificados e para a “operação sequela”, de combate à venda irregular de gás de cozinha (GLP) - também foi discutido no congresso, em Portugal.


Ascom MPPB

I Congresso Internacional de Direito do Consumidor na Paraíba


Ter, 22 de Março de 2011


O Ministério Público da Paraíba realizará no Auditório do Centro de Educação da Paraíba - UNIPÊ, nesta Cidade de João Pessoa, o I Congresso Internacional de Direito do Consumidor na Paraíba, nos dia 31 de março e 01 de abril de 2011.

O I Congresso Internacional de Direito do Consumidor na Paraíba tem a coordenação científica do Promotor de Justiça da Promotoria de Defesa do Consumidor de João Pessoa, Dr. Glauberto Bezerra e é uma realização do Ministério Público, através do Ceaf, da Associação Portuguesa de Direito de Consumo e do MPCON, contando com o apoio da Fesp Faculdades, Unipê, Shopping Tambiá, Caixa Econômica Federal, Procon do Estado da Paraíba, OAB secção Paraíba e Sinduscon.

O aludido Congresso visa discutir o papel do Sistema Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor Paraibano na promoção e proteção dos direitos do consumidor, além de promover o intercâmbio entre os países participantes no conhecimento da mediação de conflitos de consumo. Palestrantes de vários países da Europa estarão participando do evento, o que lhe conferirá inédita experiência na divulgação e conhecimento do tema.

As inscrições devem ser feitas através do email ceaf@mp.pb.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots.

Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo, ao valor de R$100,00 reais(cem reais) profissionais e R$50,00 (cinquenta reais) estudantes, através de comprovante de depósito na conta 006.00000050-0, agência 0617 da Caixa Econômica Federal. Membros, servidores e estagiários do Ministério Público estão isentos do pagamento da inscrição.

Maiores informações podem ser solicitadas ao Ceaf pelo telefone 32210917.

Congresso Internacional de Direito do Consumidor começa na próxima semana

Qua, 23 de Março de 2011

Inscrições estão sendo ser feitas pelo Ceaf

O Ministério Público da Paraíba promove, nos dias 31 de março e 1º de abril, o I Congresso Internacional de Direito do Consumidor na Paraíba, no auditório do Unipê. Segundo o coordenador do evento, promotor do Consumidor de João Pessoa, Glauberto Bezerra, o objetivo é discutir o papel do Sistema Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor Paraibano na promoção e proteção dos direitos do consumidor, além de promover o intercâmbio entre os países participantes no conhecimento da mediação de conflitos de consumo.

Juristas de renome nacional e internacional ministrarão palestras, a exemplo do professor Mário Frota e Ângela Maria Frota, de Portugal, Henri Temple, da França, Roberto Senise Lisboa, do Ministério Público da São Paulo, e o promotor de Justiça José augusto Peres Filho, presidente do Ministério Público do Consumidor.

O congresso está sendo organizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Associação Portuguesa de Direito de Consumo e do MPCON, contando com o apoio da Fesp Faculdades, Unipê, Shopping Tambiá, Caixa Econômica Federal, Procon do Estado da Paraíba, OAB secção Paraíba e Sinduscon.

As inscrições devem ser feitas através do email ceaf@mp.pb.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

. O valor é de R$ 100,00 para profissionais e R$ 50,00 para estudantes, e o pagamento deve se feito através de depósito na conta 06000050-0, agência 0617-7 da Caixa Econômica Federal. Membros, servidores e estagiários do Ministério Público estão isentos do pagamento da inscrição. Mais informações podem ser solicitadas ao Ceaf pelo telefone 32210917.


Programação


A abertura do congresso será realizada, às 9h, do dia 31.


Logo após, será realizada a primeira palestra sobre “A responsabilidade por afecção de saúde e segurança dos consumidores”, proferida por Mário Frota, presidente da Associação Portuguesa de Direito de Consumo e professor da Universidade de Paris. Às 09h55min, haverá a palestra “Impactos da publicidade de alimentos dirigida a crianças”, com Tamara Amoroso, mestra em Direitos Humanos pela PUC. Ainda pela manhã, será proferida as palestra “Direito do consumidor no contexto da segurança humana”, com promotor Glauberto Bezerra.

À tarde, a partir das 14h, o diretor do Departamento de Direito Civil da Universidade de Granada, Guillermo Orozco, falará sobre “Segurança de produtos e serviços: as políticas européias”. Depois, a gerente geral de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa. Maria José Delgado, proferirá uma palestra sobre “Ações do Governo brasileiro no monitoramento de propaganda de medicamentos e alimentos”.

Outras duas palestras fecharão a programação do primeiro dia. “Responsabilidade civil médica na Europa”, com Henri Temple, diretor do Centre du Droit de la Consommation, Université de Montpellier, França; e “Novas perspectivas sobre as relações de consumo e proteção de dados pessoais”, com Ludmila Albuquerque, doutora em Direito Civil pela Universidade de Granada e especialista em Derecho Del Consumo.

No dia 1º, a programação inicia, às 8h, com a palestra “Segurança alimentar: elementar desígnios do estatuto do consumidor”, ministrada pela diretora do Centro de Formação Para o Consumo de Coimbra, Angela Maria Portugal. Logo após, o promotor de Justiça, mestre e presidente da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON), José Augusto Perez, falará sobre “Repressão aos crimes contra as relações de consumo e saúde pública”. Ainda durante a manhã, haverá as palestras “Planos de saúde: questões atuais à luz da Lei 9.9656/98 e do CDC”, com o mestre em Direitos Difusos pela PUC, Aurisvaldo Melo Sampaio, “Legitimidade da tutela penal das relações de consumo à luz da jurisprudência”, com o mestre em Direitos Difusos Coletivo e professor da Faculdade Baiana de Direito, Sheyner Asfora.

À tarde, a primeira palestra será sobre a “Lei de resíduos sólidos e sua implicação no CDC”, ministrada pelo procurador de Justiça do MPRS, Paulo Valério Dal Pai. Depois, o promotor de Justiça do Consumidor do Ministério Público do Estado de São Paulo, Roberto Senise, falará sobre “Humanismo nas relações de consumo”.

Relatório da IGAS: Enfermeiros são os que recebem menos queixas dos utentes

por: Lusa

in "DN" - 30.Mar.2011

Os enfermeiros são o grupo profissional de saúde que é menos visado nas reclamações dos utentes e um dos que mais elogios recebem, de acordo com as queixas deixadas no Livro de Reclamações das instituições de saúde.

Os dados constam do relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) sobre o funcionamento do Gabinete do Utente/Cidadão nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2010.

De acordo com este documento, disponível no site da IGAS, foram registadas 49.197 reclamações dos utentes, o que representa uma diminuição de sete por cento em relação a 2009, com menos 3.582 queixas.

Os utentes queixaram-se mais dos médicos, o grupo profissional que motivou mais reclamações (50 por cento) e também mais elogios (33 por cento).

Por oposição, os enfermeiros foram os que menos queixas receberam (oito por cento) e o segundo a receber mais elogios (25 por cento).

As direcções e chefias foram alvo de 23 por cento das queixas dos utentes e os assistentes técnicos 12 por cento.

UE quer banir automóveis a combustíveis fósseis nas cidades

por: Virgílio Azevedo

in "Expresso" - 30.Março.2011


Banir os automóveis a gasolina, diesel ou gás das cidades europeias até 2050, é o objetivo do Livro Branco dos Transportes, apresentado pela Comissão Europeia em Bruxelas.


A UE quer apostar cada vez mais em automóveis

de baixas emissões de CO2 nas cidades

Acabar com a circulação de automóveis a gasolina, diesel ou gás nas cidades dos 27 países da UE até 2050 é uma das metas traçadas no Livro Branco dos Transportes, apresentado ontem em Bruxelas pela Comissão Europeia.

O objetivo é começar a travar o seu uso nas cidades a partir de 2030, de modo a que sejam abolidos progressivamente nos 20 anos seguintes. Neste momento, 25% das emissões de dióxido de carbono (CO2) da UE são provenientes dos transportes.

O documento de Bruxelas, que se chama "Roteiro para um Área Única Europeia de Transportes - A caminho de um sistema de transportes competitivo e eficiente no uso de recursos", define 40 medidas concretas para a próxima década.

Estas medidas destinam-se a "construir um sistema de transportes competitivo que aumente a mobilidade, remova as principais barreiras em áreas-chave e fomente o crescimento e o emprego". E permitirão reduzir as emissões de CO2 nos transportes em cerca de 60%, diminuindo drasticamente a dependência da Europa do petróleo importado.

Em alternativa, o Livro Branco aposta no desenvolvimento do transporte ferroviário e na construção de infraestruturas destinadas a generalizar o uso de automóveis elétricos, bem como na alteração da fiscalidade automóvel, de modo a penalizar fortemente os automóveis mais poluidores.


Palavras-chave: Comissão Europeia, Banir os automóveis, combustíveis fósseis, cidades europeias, Livro Branco dos Transportes, Ciência

Hospitais e centros de saúde receberam 135 reclamações por dia em 2010

por: Alexandra Campos

in "Público" - 30.Mar.2011


Relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde


Inspecção da Saúde diz que investimento nos gabinetes do utente deu resultados. Médicos, membros das direcções e chefias são os grupos profissionais mais criticados pelos cidadãos.


tempo de espera continua a ser o principal motivo das queixas

Foto: Paulo Pimenta/arquivo

Os estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) receberam uma média de cinco reclamações por hora, durante o ano passado. Ao ritmo de cerca de 135 por dia, registaram um total de 49.197 queixas em 2010. Mas foi a primeira vez, em 25 anos, que se verificou uma diminuição no número de reclamações dos cidadãos que recorrem às unidades de saúde públicas. Um sinal de que os serviços estão a fazer esforços para melhorar "a acessibilidade, a comunicação/relacionamento com os cidadãos e as próprias condições estruturais e organizacionais", conclui a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) no Relatório do Gabinete do Utente ontem divulgado no seu site .

O número de reclamações nos hospitais públicos e nos centros de saúde tem vindo a aumentar gradualmente desde que, em 1986, a então ministra da Saúde, Leonor Beleza, criou os gabinetes do utente. Mas no ano passado verificou-se o contrário - as queixas diminuíram sete por cento (menos 3582), face a 2009. Resultados positivos que se devem, em parte, ao trabalho de avaliação de cariz pedagógico e de acompanhamento, pela IGAS, da actividade desenvolvida pelos gabinetes do utente, que "contribuiu para sensibilizar os responsáveis pelos serviços e instituições do SNS no sentido de adoptarem metodologias destinadas a melhorar a qualidade dos serviços prestados e o grau de satisfação dos cidadãos/utentes", refere o relatório.

Olhando para os números, percebe-se que a taxa de reclamações é muito superior nos hospitais por comparação com os centros de saúde. Se, nos hospitais, a taxa é de 1,48, nos centros de saúde fica-se pelos 0,55 por mil (o que significa que há uma reclamação por cada dois mil actos).

O tempo de espera continua a ser a principal causa de crítica nos hospitais, seguida dos problemas no atendimento e dos "cuidados desadequados". Nos centros de saúde do Norte, do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo, a maior parte de reclamações esteve associada a "doentes sem cuidados" (sobretudo devido à falta de médico de família), enquanto no Algarve o tempo de espera foi o motivo mais frequente de crítica. Quatro hospitais públicos obtiveram taxas de reclamações superiores a 2,5 por mil, em 2010. Neste conjunto, a unidade que mereceu mais queixas foi o Hospital de Cascais, seguida do Garcia de Orta (Almada), Vila Franca de Xira e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio.

FESP apoia Congresso Internacional de Direito do Consumidor

FESP apoia Congresso Internacional de Direito do Consumidor A FESP Faculdades está apoiando a realização do I Congresso Internacional de Direito do Consumidor da Paraíba, promovido pelo Ministério Público do Estado e que será realizado nos dias 31 de março e 01 de abril de 2011. (...)

Preparação de produtos alimentares





Hoje vou continuar a explanar alguns dos cuidados a ter aquando da preparação de produtos alimentares.


- Antes de iniciar a preparação de qualquer produto alimentar, deve-se verificar que o local, os equipamentos e os utensílios necessários (bancada, fiambreira, tábuas de corte, serras eléctricas, batedeiras, picadoras, cutelos, facas, superfícies, soalho, etc.) estão devidamente limpos e higienizados.

- A produção de refeições devem seguir o princípio sequencial: preparação / confecção / empratamento, sem que existam retrocessos nem os indesejáveis cruzamentos entra alimentos crus e confeccionados, ou destes com equipamentos e/ou utensílios sujos e não higienizados ou perto de lixos/desperdícios alimentares.

- Se o espaço for reduzido, o trabalho deve ser organizado para que cada tarefa se desenvolva individualmente, tendo sempre em conta, a limpeza e a desinfecção entre cada uma delas.

- As facas, as tábuas de corte, as superfícies de preparação e/ou os equipamentos não devem ser utilizados para produtos alimentares de origem animal e depois para os de origem vegetal sem serem limpos e higienizados. Por exemplo: não se deve cortar salsa com a mesma faca com que se esteve a desossar um frango, nem cortar fatias de carne assada com a mesma faca com que se estiveram a cortar bifes ou outras carnes verdes.

Como princípio geral, os equipamentos e utensílios devem ser utilizados para uma única operação/tarefa, sendo sempre lavados e higienizados, uma vez esta terminada.


- O ideal deveria existir em cada unidade 6 jogos, segundo o código Internacional de cores, de tábuas de corte e de utensílios para as 6 utilizações distintas, nomeadamente:


● Peixes crus – AZUL.


● Carnes verdes (cruas) – VERMELHO.

● Vegetais crus – CASTANHO.

● Vegetais confeccionados – VERDE.

● Produtos lácteos – BRANCO.

● Alimentos de Alto Risco – AMARELO.


- Os alimentos crus devem ser manipulados em zonas diferentes daquelas onde se confeccionam alimentos, sempre que possível. Caso isso não seja exequível deve-se efectuar primeiro a preparação, tendo em conta que as operações subsequentes devem ser separadas no tempo por um processo de limpeza e desinfecção.

- Os frutos e os legumes que serão consumidos crus, ou os que sofrerão operações de corte e/ou descasque, devem ser previamente lavados e desinfectados. A desinfecção destes produtos alimentares deve ser efectuada somente com produtos químicos autorizados por LEI. Para pequena quantidade poder-se-á mergulhá-los em água quente a uma temperatura superior aos 82ºC por um período de tempo máximo de 3 segundos. Nunca utilizar o método empírico de “3 gotas de lixívia por cada litro de água”, pois o hipoclorito de sódio livre é prejudicial à Saúde Pública daí serem proibidos até para limpeza efectiva em Agentes Económicos Alimentares.

- Após a preparação os alimentos, se não forem confeccionados de imediato devem ser revestidos e colocados em equipamentos de refrigeração e devem ser mantidos a uma temperatura nos seus núcleos> 1ºC e <5ºC. Não podem, por Lei, ser mantidos neste estado por um período superior a 48 horas.


A metodologia de descongelação adequada:

É proibido por Lei a descongelação de produtos alimentares mergulhando-os directamente em água fria ou quente.

A descongelação deve ocorrer dentro de um equipamento de frio positivo.

A descongelação de carnes e de peixes deve ser efectuada sempre que possível em equipamentos de refrigeração distintos. Quando isso não for possível, os diferentes produtos alimentares deverão estar protegidos de forma a impedir conspurcações, contaminações e mistura de odores ou, ainda, adulteração das propriedades orgonolépticas dos alimentos.

Os alimentos congelados pré-cozinhados não necessitam de ser descongelados, de que são exemplo os rissóis, croquetes, certos legumes e pasteis de bacalhau entre outros. É obrigatório, por Lei, a inscrição de instruções nas embalagens desses produtos alimentares daí aconselho o cuidado na leitura minuciosa de todas as instruções e/ou recomendações feitas pelos fabricantes.

- A descongelação deve ser efectuada no mínimo período de tempo possível e sob temperatura controlada, quer por razões higieno-sanitárias quer por motivos nutritivos. Nunca deixar alimentos a descongelar à temperatura ambiente em cubas de lavagem de um dia para o outro, pois existe o risco do desenvolvimento de microrganismos patogénicos.

- Os produtos descongelados de origem animal devem ser confeccionados num período de tempo máximo de 24 horas. Um produto alimentar só é considerado descongelado quando, no seu núcleo, a temperatura for superior a 0ºC. A recongelação de produtos alimentares é proibida por Lei.