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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ANACOM garante cobertura e desmente falta de sinal de TDT

31.01.2012


A Autoridade Nacional de Comunicações garantiu, esta sexta-feira, que a rede de Televisão Digital Terrestre cobre 100% do país, por via terrestre ou satélite, e, por isso, não pode haver situações de sinal fraco ou inexistente.


Eduardo Cardadeiro

foto: LEONARDO NEGRÃO/global imagens

"Cem por cento dos cidadãos portugueses têm sinal digital" de televisão, por via terreste ou por satélite, disse aos jornalistas o administrador da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) com o pelouro da TDT, Eduardo Cardadeiro.

Segundo o responsável, que falava em Beja, após ter reunido com autarcas do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, neste momento, a rede de TDT cobre cerca de 90% da população portuguesa por via terreste, sendo que os restantes 10% são cobertos via satélite.

Por isso, "não há problemas" de sinal fraco e sem qualidade ou inexistente, porque, agora, "das duas uma: ou as famílias estão numa zona em que têm sinal de televisão digital terrestre, e o recebem com qualidade, ou estão numa zona em que o recebem por satélite com qualidade".
"Não há situações intermédias", frisou, referindo que "situações de sinal fraco e sem qualidade era uma realidade da televisão analógica, do passado".

Nesta lógica, eventuais casos de sinal de TDT "fraco ou inexistente", como os denunciados pelo presidente da Câmara de Odemira, no litoral alentejano, poderão dever-se ao facto de pessoas estarem preparadas para receber a TDT via terrestre, mas estão numa zona em que a recepção é feita por satélite.

"Cem por cento da população portuguesa, em qualquer ponto do território, tem acesso a televisão de forma gratuita, suportando, naturalmente, os custos com a adaptação [à TDT], e sem necessidade de subscrever televisão paga", o que "não acontecia com a televisão analógica", insistiu Eduardo Cardadeiro.
Segundo o responsável, a PT, o operador responsável por instalar a rede TDT e no âmbito das suas obrigações, "está disponível para fazer reforço de cobertura em algumas sedes de concelho onde o nível de cobertura TDT era mais baixo".

No entanto, "a PT não está obrigada a fazer nenhum reforço de cobertura face áquilo que já está instalado", frisou, referindo que, fora das obrigações da PT, os municípios e o operador podem "acordar" o reforço de cobertura em determinadas zonas.

A migração para a TDT está a decorrer "com alguma tranquilidade" e como a ANACOM "esperava", disse Eduardo Cardadeiro, frisando que, até quinta-feira, "menos de um por cento das pessoas que tiveram que migrar ligaram para a linha de atendimento da TDT" a reportar problemas.
"Não estou a dizer que apenas um por cento das famílias tiveram problemas", porque, "se calhar, houve outras que também tiveram e não telefonaram", mas, "ainda assim, é um indicador muito importante do nível de problemas que as pessoas têm tido", disse.

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