[ Diretor: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano XII

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Erotização precoce -- intermarché

3 comentários:

Anónimo disse...

Deves ser bem pago pelo Belmiro e o Alexandre.

Anónimo disse...

Nao compreendo. O pingo doce tem as criancinhas a cantar, invade os canais infantis (canal panda e outros).
Nao é normal e eu que tenho filhas, fingirem publicarem com maquilhagem das mães?
Tens mesmo uma mente perversa.

APDC disse...

Considerando a especial vulnerabilidade psicológica dos menores, a intervenção destes para fins publicitários deve ser cuidadosa e muito excepcional. A nossa legislação apela à referida vulnerabilidade e permite que os menores intervenham em publicidade de bens ou serviços onde haja uma relação directa, elencando ainda várias limitações comulativas. Isto porque se aceita que a publicidade tem também um fim informativo e não apenas promocional ou comercial. Esta é a tolerância que o nosso Estado permite, havendo contudo posições que apelam a maiores restrições ou ainda à total proibição, como acontece em vários países europeus.
O fenómeno da erotizacao das crianças para fins publicitários é algo que está estudado por especialistas e que a todos deve preocupar.
Muito simplificadamente, trata-se de projectar na criança as atitudes
do adulto-consumidor, erotizando ou hipersexualizando precocemente o menor, aproveitando a
sua imagem, de modo a vender produtos e criar novos consumidores e
novas necessidades. Os psicólogos defendem que estas informações
afectam o desenvolvimento das crianças e destroem fases importantes da
vida infantil, transformando-os em "pequenos adultos", provocando
alterações físicas e psíquicas a médio e a longo prazos (v.g. adopção precoce de condutas sexuais de risco).