[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quinta-feira, 16 de março de 2017

A Associação de Floristas reivindica





A FLORUNI - Associação de Floristas e Fornecedores Unidos de Portugal é uma associação empresarial de âmbito nacional e vertical representativa do sector comércio por grosso e a retalho de flor de corte, plantas ornamentais, respectivos produtores e fornecedores de materiais de apoio à actividade. 

Temos como principais objectivos promover este vasto sector das flores bem como as suas actividades, numa perspectiva de o dignificar perante o público, entidades governamentais e associações  congéneres. 

Valorizamos a produção nacional e pretendemos aumentar o grau de informação ao público sobre as vantagens de consumir flores e plantas. 

Assim, e a propósito do dia 15 de Março, data que V. Exas assinalam com inúmeras iniciativas por todo o país e desenvolvem ao longo do ano, vimos chamar a atenção para o incumprimento sistemático por parte de empresas não especializadas em flores (ex: supermercados sem seção de florista, nem profissional com formação) de um dos mais elementares direitos dos consumidores: O direito à qualidade dos bens ou serviços, concretamente, de flores e plantas.

A imagem em anexo ilustra o que se passa em centenas de locais pelo nosso país. Locais que vendem  todo o género de produtos, sujeitos a regras de exposição, prazos de validade, informação ao consumidor, etc etc.... com excepção das flores de corte e plantas que por falta de condições dessas empresas, são muitas vezes vendidas fora de validade, deterioradas ou partidas quando pura e simplesmente deveriam ser retiradas das prateleiras para não enganar quem por desconhecimento e falta de informação dos funcionários, as acaba por comprar a  preços baixos pensando que está a  adquirir um produto normal. Será que ninguém até agora reparou nisto? 

Como é possível as autoridades competentes permitirem nalguns grandes supermercados a venda de plantas envasadas ao lado da padaria e de árvores de fruto (pequeno porte) para plantar, junto a seções de produtos alimentares? Lembramos que nas lojas especializadas em flores, vulgo floristas, não é permitida a venda de produtos alimentares. 
Como é possível molhos de flores à venda completamente podres ou em baldes com água cheia de bactérias por não serem lavados?

Como é possível plantas ornamentais com doenças ou partidas à venda a preços mínimos que não duram nem duas semanas na casa do cliente?

Temos plena consciência que não compete às entidades e associações de defesa do consumidor legislar ou tomar medidas para resolver as situações que aqui denunciamos e a que nenhum florista é insensível. No entanto, pensamos que está na altura de a "defesa do consumidor" e dos seus direitos abranger também as flores e plantas. 

O que a FLORUNI defende é que a venda só deveria ser permitida nos  estabelecimentos que reunissem as condições adequadas de armazenamento, exposição ao público afastada de produtos alimentares, controle fitosanitário, prazos de validade bem visíveis, informação sobre as características e cuidados de manutenção, pessoal especializado para atender o consumidor (tal como existe nas seções de produtos perecíveis).

Este problema da venda de flores e plantas em estabelecimentos não especializados, em más condições tem vindo a afectar o comércio a retalho/floristas pois regra geral quem compra nas condições acima referidas, fica sem nenhuma vontade de voltar a comprar em locais de confiança. A desinformação acerca do motivo porque as flores e plantas não duram nada  leva a que o consumidor perca certos hábitos e não volte a comprar artigos da mesma natureza.

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