[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quinta-feira, 9 de março de 2017

Campanha digital sobre psoríase revela diário de doente no Facebook

Bem-Estar 
Imagem Desdobramento
 
A Associação Portuguesa da Psoríase (PSO Portugal) lançou ontem, dia 8 de março, na sua página de Facebook, a campanha Catarinalândia – Uma miúda cheia de vida e alguma Psoríase. Esta é uma ação de sensibilização baseada na história e no testemunho de Catarina Figueiredo, uma jovem adulta de 29 anos cujo diagnóstico de psoríase chegou no início da adolescência. 
A campanha decorre até 28 de maio e pretende contribuir para a desmistificação da doença na sociedade. Diariamente serão publicados excertos ilustrados do diário escrito por Catarina ao longo dos anos, descrevendo as emoções e constrangimentos causados pela doença durante o seu crescimento, na entrada na idade adulta, no início da vida profissional e em ocasiões do quotidiano.

“O diagnóstico de psoríase não foi fácil de aceitar, sobretudo enquanto não me habituei a todos os constrangimentos que a doença impõe. Contudo, é importante seguir em frente e encarar esta realidade com boa disposição. Com esta campanha, espero que uma mensagem positiva chegue a quem precisa e que a sociedade em geral consiga compreender melhor a doença, evitando sofrimento desnecessário aos doentes”, afirma Catarina Figueiredo.

Para Jaime Melancia, presidente da PSO Portugal, “os jovens em período de formação da personalidade afetados pela psoríase sofrem muito com o impacto social da doença, pelo que o testemunho atento e simultaneamente humorado da Catarina será um estímulo positivo para quem está perante este desafio. A psoríase é um inimigo silencioso, mas bem visível, que afeta todas as camadas sociais, géneros, idades e estratos sociais”.

A psoríase atinge entre 1% a 3% da população e calcula-se que existam entre 150 a 200 mil doentes com a patologia em Portugal. Apesar de crónica, não é mortal nem contagiosa. Apresenta-se geralmente sob a forma de lesões avermelhadas na pele, espessas e descamativas, que podem chegar a ser muito evidentes. Este facto faz com que 71% dos doentes assumam que a doença tem um impacto negativo na sua autoestima, pois subsistem ideias pré-concebidas relativamente à pele com psoríase que os remetem para situações de desintegração social e profissional.
 
 

Sem comentários: