[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

quarta-feira, 8 de março de 2017

DEIXEM DE SER “URSOS”… NÃO “EMBARQUEM” EM CONCURSOS



 8.Março.2017






















Com o devido respeito, é claro!
Que se não tome à letra os termos, mas a advertência que traduzem…

Determinados “concursos” constituem hábeis meios para enredar os consumidores em tramas mais ou menos astuciosas que redundam em prejuízos assinaláveis para a bolsa de cada um e todos, que não obviamente para os seus promotores.
Tais meios artificiosamente urdidos resultam se os consumidores forem acríticos, inocentes, crédulos, em suma, se se esquecerem que é preciso desconfiar sempre de “galinha gorda por pouco dinheiro”!
Para despertar em todos e em cada um uma certa reserva perante as ofertas fantásticas com que certos malandrins tendem a seduzir-nos (e ninguém escapa aos rodeios de gente sem escrúpulo que vagueia pelo mercado para “perdição das almas”…), e em vésperas de Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, eis uns versos por nós feitos em determinada ocasião em que as pessoas faziam centenas de quilómetros atrás de uma máquina fotográfica qual prémio para a compra por bom dinheiro de um frustrante (ou “furado”) cartão turístico ou de férias…
Houve gente a deslocar-se de Viseu a Leiria à “cata” do sugestivo “prémio”… Ou de Pombal a Cascais…
As coisas, porém, refinaram-se.
Mas os métodos negociais assentes proverbialmente em estrutural desonestidade dos promotores persistem com acrescidos riscos para as pessoas mais vulneráveis.
Daí as precauções de que importa nos rodeemos.
Fiquem, pois, os versos. E que a lição aproveite a todos e cada um.

“NÉSCIOS” SEMPRE TEREIS…

Nestas questões de concursos
Coisas estranhas acontecem
São fortunas prós percursos
E os “prémios” desaparecem.

Férias na “estranja” e ao sol
Miragem de lugares distantes
Voga tudo em arrebol
Nas promessas dos farsantes.

Não se deixe defraudar
Pondere, reflicta, meça;
Emoção solta no ar
Fá-lo perder a cabeça.

Dar algo, ninguém lhe dá
Fortuna é resistir…
Reaja, então, vá lá
Não se deixe extorquir!

Reflicta, pondere bem
Se quiser comprar as “férias”.
Procure, saiba também
Qu' inda há empresas sérias.

Não entregue o mealheiro
Ao primeiro que apareça
Olhe que o «trapaceiro»
Lhe dá “cabo” da cabeça!

Não se deixe enganar…
Pondere, reflicta, meça!
É que importa desvendar
O logro, peça por peça…

Do prémio, já nada resta …
Os valores muito acrescidos
O contrato já só presta
P' ra deixar todos tolhidos.

Do consumidor com sorte
A sujeito consumido,
Proclame-se aqui a morte
De sistema tão delido.

É que o conto do vigário
Tem mil e uma versões
Esta vem por formulário
Das Américas aos trambolhões!”

Mário Frota

In Diário “As Beiras”, 8 de Março de 2017

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