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terça-feira, 14 de março de 2017

Estado guarda cada vez menos dinheiro nos bancos

UTAO
Autor:
Nuno André Martins
 
14-03-2017
 
Estado central está a guardar cada vez mais a sua almofada de tesouraria em depósitos no Banco de Portugal, e cada vez aplica menos dinheiro nos bancos, diz a UTAO.
O Estado português guarda cada vez menos dinheiro nos bancos, tendo passado nos anos mais recentes a concentrar cada vez mais a sua tesouraria em depósitos junto do Banco de Portugal, de acordo com os dados recolhidos pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). Nos anos que antecederam o resgate da economia portuguesa pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, as reservas de tesouraria do Estado português eram reduzidas e foram caído até ao momento fatídico em que Portugal teve de pedir o resgate.

O Estado português tinha, em média, cerca de 3 mil milhões de euros em disponibilidades e aplicações de tesouraria (depósitos, dinheiro em caixa e aplicações, como os depósitos, junto dos bancos) no anos que antecederam o resgate. Em março de 2011, o mês que antecedeu o pedido de resgate, essas reservas caíram para um valor crítico: 1,4 mil milhões de euros, lembra a UTAO, numa análise da dívida pública enviada esta terça-feira aos deputados.

Uma das características do empréstimo internacional a Portugal – inicialmente previsto em 78 mil milhões de euros – foi a transferência de grande parte do empréstimo na início do programa. Isso permitiu, também, criar uma almofada de liquidez que acabou por ser mantida em níveis mais confortáveis, tanto com o Governo passado como com o atual (com as devidas variações).

Segundo a UTAO, este almofada de liquidez tem sido, em média, de 13 mil milhões de euros desde que o resgate terminou, em 2014.
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