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quinta-feira, 6 de abril de 2017

108 milhões de pessoas no mundo enfrentam insegurança alimentar


FAO Portugal

05/04/2017


 Lisboa - Apesar dos esforços internacionais para combater a insegurança alimentar, cerca de 108 milhões de pessoas no mundo estavam em situação de insegurança alimentar em 2016, um aumento dramático em comparação com os 80 milhões em 2015, segundo um novo relatório global sobre crises alimentares lançado em Bruxelas no dia 31 de Março.

O relatório, cuja compilação exigiu a integração de várias metodologias de medição, representa uma colaboração nova e politicamente inovadora entre a União Europeia e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (em inglês USAID), Rede de Sistemas de Alerta Precoce contra a Fome (em inglês, FEWSNET), instituições regionais de segurança alimentar e agências das Nações Unidas, incluindo a FAO, o Programa Alimentar Mundial e a UNICEF.

O aumento da insegurança alimentar reflete a dificuldade que as pessoas enfrentam na produção e acesso a alimentos devido ao conflito, os preços elevados dos alimentos nos mercados locais dos países afetados e as condições meteorológicas extremas, secas e chuvas irregulares causadas pelo El Niño. O conflito civil é o fator determinante em nove das dez piores crises humanitárias, sublinhando a forte ligação entre a paz e a segurança alimentar.

Este ano, a procura por assistência humanitária aumentará ainda mais, uma vez que quatro países estão em risco de fome: Sudão do Sul, Somália, Iémen e nordeste da Nigéria. Outros países que exigem níveis maciços de assistência devido à insegurança alimentar generalizada são o Iraque, a Síria (incluindo refugiados nos países vizinhos), Malawi e Zimbabwe. Na ausência de medidas imediatas e substantivas, para salvar a vida destas pessoas e para afastá-las do risco de fome, a situação de segurança alimentar nestes países continuará a piorar nos próximos meses.

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