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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Consumidor não sente diferença no bolso pós-queda da Selic


Edição do dia 13/04/2017

A taxa básica de juros, Selic, serve de referência para a economia.
Economista explica que ela tem um peso pequeno no custo do dinheiro.

Roberto Kovalick
 São Paulo



O Comitê de Política Monetária, o Copom, reduziu a taxa básica de juros. Esta foi a 5ª redução seguida e a maior em oito anos, mas, por enquanto, o consumidor não sentiu nada no bolso.

Já são seis meses de queda contínua da taxa Selic, que serve de referência para os títulos do governo e para os juros. Em outubro do ano passado, ela estava em 14,25%, caiu para 12,25% em março deste ano e agora, com a queda de um ponto, foi para 11,25%.

A taxa de juros que o consumidor efetivamente paga é como aquele prato feito da hora do almoço, com feijão, arroz, frango e farofa. Não tem muita escolha. O consumidor tem que pagar a taxa de administração, os impostos, o lucro do banco e o risco da operação, o valor que os bancos cobram para compensar a inadimplência. A taxa Selic é como a saladinha que vem do lado.

E veja o tamanho dos juros que o consumidor tem que engolir: o financiamento de carro é um dos menores, fica em torno de 30% ao ano. O do comércio, beira 100% ao ano e o do cheque especial passa de 300%.
(...)

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