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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Envelhecimento fará disparar seguros de vida e de saúde, prevê o FMI



FMI 
 
por: Luís Reis Ribeiro 
 
06.04.2017
 
 
Procura de produtos de poupança de retorno garantido, de longo prazo, oferecidos por seguradoras vai enfraquecer, estima o Fundo Monetário Internacional.
 
Christine Lagarde.
Foto: REUTERS/Leonhard Foeger
 
O ambiente muito prolongado de baixo crescimento e baixas taxas de juro nas chamadas economias avançadas, onde Portugal e a zona euro se incluem, deverá ter moldar de forma permanente o sector financeiro (banco e seguros) com hoje o conhecemos, diz o Fundo Monetário Internacional (FMI), num dos capítulos analíticos do Relatório sobre a Estabilidade Financeira Global, divulgado nesta quinta-feira. 
 
O novo estudo da instituição dirigida por Christine Lagarde diz que “os regimes de pensões e os produtos e modelos de negócio das seguradoras de vida provavelmente também mudarão de forma significativa a longo prazo”.
 
“Nesse cenário, os planos de pensões baseados em benefício definido disponibilizados pelos empregadores tenderiam a tornar-se menos atrativos face aos planos de contribuição definida, que oferecem maior portabilidade”, isto é, que os beneficiários (os trabalhadores) podem levar facilmente consigo de empregador em empregador, à medida que mudam de emprego. 
 
 “O aumento da longevidade populacional impulsionaria a procura por seguros de saúde e de cuidados de saúde prolongados”, diz o Fundo. 
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