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quarta-feira, 19 de abril de 2017

FMI: Eficiência da banca portuguesa continua a anos-luz da média europeia


BANCA


por: Filipe Paiva Cardoso
 
19.04.2017
 
 
FMI sublinha que banca portuguesa deve reforçar 'governance' e garantir que decisões sobre crédito sejam baseadas "unicamente em critérios comerciais"
 
Sede do FMI, em Washington.
(Foto: REUTERS/Yuri Gripas)
 
 O “raio-x” hoje divulgado pelo Fundo Monetário Internacional ao sistema financeiro europeu é pouco lisonjeador para o setor em termos globais e mau para o caso português. A banca presente no país continua sem lidar com o malparado de frente, apresenta rácios de eficiência distantes – e muito – das médias europeias e o sonho do regresso à rentabilidade é, ainda agora, pouco mais que isso.
 
 Apesar de reconhecer a importância dos mais recentes avanços do setor bancário em Portugal – como a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, a entrega do Novo Banco a um fundo e os reforços acionistas no BCP e no BPI -, o FMI continua de pé atrás em relação à evolução futura do sistema. E os dados que corroboram esta visão assim o recomendam – apesar de alguns ainda reportarem ao fecho de contas de 2015. 
 
  A falta de progressos significativos no que toca à redução de stocks de malparado – que recuaram apenas 0,2 pontos percentuais face ao valor de pico, um dos piores registos em toda a Europa -, assim como os péssimos rácios de eficiência face às médias europeias são das principais críticas deixadas pelo FMI à banca presente em Portugal, cujo return on equity (ROE) – rentabilidade do capital investido pelo acionista – prosseguiu em níveis negativos em 2016, apontam.
 
 Mas além dos problemas de eficiência e dos obstáculos no malparado, o FMI deixa igualmente um recado para os administradores e políticos do país: “Os bancos portugueses devem melhorar o seu governance para garantir que as decisões sobre concessão de crédito sejam tomadas seguindo unicamente critérios comerciais.” 
(...)

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