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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Justiça alarga leilões online de bens penhorados pelos tribunais

leilões
Leilões eletrónicos de penhoras dos tribunais já arrecadaram quase 90 milhões de euros em menos de um ano. Objetivo é amealhar mais e mais rápido.
Os oficiais de justiça dos tribunais e os administradores de insolvência também vão poder colocar diretamente bens para venda na plataforma eletrónica de leilões, criada em 2016 pelo Ministério da Justiça e a Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução. A mudança é assinada em protocolos esta quinta-feira com a Direção-Geral da Administração da Justiça e a Comissão para o Acompanhamento dos Auxiliares da Justiça.

Este leilão eletrónico está a funcionar desde maio de 2016 e tem tido sucesso. Antes as propostas eram feitas apenas por carta fechada e os valores amealhados eram muito abaixo do valor de mercado, deixando dívidas a 'entupir' os tribunais.

Contudo, até agora apenas os agentes de execução podiam colocar os bens (casas, terrenos ou bens móveis) na plataforma e-leilões, o que atrasava o processo.

A meta, explica José Carlos Resende, o bastonário da Ordem, é acelerar e aumentar o dinheiro arrecadado na venda de bens penhorados pelos tribunais.

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