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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Abandono da dieta mediterrânica atirou Portugal para o top 5 da obesidade infantil

Quarta-Feira - 17 de maio de 2017
 Fundado em 29 de dezembro de 1864

Sociedade

Um em cada dez rapazes de 11 anos é obeso. A diminuição do consumo de frutas e legumes e o sedentarismo ajudam a explicar

O excesso de peso e a obesidade estão a atingir níveis preocupantes nas crianças, em Portugal. O país está no top 5 da obesidade infantil, logo a seguir aos mediterrânicos Grécia, Itália, Espanha e Malta, segundo avançou ao DN a nutricionista Ana Rito, que preside à CIOI 2017, uma das maiores conferências internacionais de obesidade infantil, que se realizará de 5 a 8 de julho, em Lisboa. Ali serão analisadas, numa sessão especial, as principais causas do problema nos países do sul da Europa.

Mas os maus indicadores portugueses são também confirmados por um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a região europeia, que será divulgado hoje na Congresso Europeu da Obesidade, no Porto. O documento revela dados alarmantes, como este: em Portugal, um em cada dez rapazes de 11 anos é obeso.
A prevalência da obesidade nos rapazes de 11 anos é de 10% em quatro países (Croácia, Grécia, Portugal e Macedónia) mas apenas dois (Grécia e Itália) têm uma prevalência superior a 5% nas raparigas, de acordo com o relatório da OMS.

O abandono da dieta mediterrânica, associado à crise económica nos países do sul, ajudam a explicar a tendência. "A obesidade está mais relacionada com a pobreza nos rapazes. Quanto mais pobres, menos cuidado têm. Estes miúdos estão em grande risco de ficar para sempre com comportamentos pouco saudáveis se não forem considerados um grupo de especial foco. É preciso alertar os pais, professores e crianças para isto", analisa a socióloga Margarida Gaspar de Matos, a coordenadora do estudo em Portugal.
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