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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Banco de Portugal alerta para endividamento, envelhecimento e baixo investimento

Conjuntura
Rui  Peres Jorge
 
por: Rui Peres Jorge
 
  03.Maio.2017
 

A economia portuguesa vai no bom caminho, mas continua numa situação perigosa, diz o Banco de Portugal. Fragilidade é adensada por três riscos: os elevados níveis de endividamento, o baixo investimento e o envelhecimento populacional.
 
Miguel Baltazar/Negócios
Banco de Portugal alerta para endividamento, envelhecimento e baixo investimento
 
Depois do susto provocado pelo acentuado abrandamento no arranque de 2016, a economia nacional voltou a arrancar na segunda metade do ano, e está mesmo no bom caminho: as empresas estão a ganhar quota de mercado nas exportações e o turismo floresce, a recuperação da economia no final do ano e as medidas de apoio ao consumo privado foram compatíveis com uma redução do défice orçamental e a manutenção de um excedente externo, e o desemprego baixou. Mas tudo isto não esconde três grandes ameaças que pendem sobre Portugal: o elevado endividamento privado e público, o baixo investimento na economia que limita a produtividade e o envelhecimento populacional, destaca o Banco de Portugal no Boletim Económico de Maio, onde faz um balanço da economia em 2016.

Após elogiar a melhoria dos saldos orçamental e externos, "condição indispensável para assegurar a estabilidade macroeconómica e a credibilidade da economia portuguesa junto dos investidores internacionais", o Banco de Portugal destaca no documento que "os elevados níveis de endividamento prevalecentes nos diversos sectores institucionais tornam a economia portuguesa particularmente vulnerável a quaisquer desenvolvimentos que impliquem subidas nas taxas de juro às quais se processa o financiamento externo". E por isso não hesita em considerar que a melhorias dos saldos orçamental e externo devem "constituir um elemento orientador das decisões de política económica adotadas a nível nacional".

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