“Legítimo e normal”. É assim que o presidente da Associação Portuguesa de Bancos classifica a cobrança de comissões por parte dos bancos. Uma análise que surge a propósito de um tema que tem sido muito falado nos últimos meses: o aumento das comissões bancárias.

Num encontro com jornalistas, Fernando Faria de Oliveira afirmou que durante vários anos em Portugal era a margem financeira (diferença entre o que o banco paga de juros nos depósitos e o que cobra de juros nos empréstimos) que cobria grande parte dos custos da banca.

Porém, com a queda desta margem financeira, e face à dificuldades que os bancos atravessaram, é nas comissões que os bancos procuram mais contributo para as suas receitas.

O responsável pela associação que agrega os principais bancos que operam em Portugal disse ainda, segundo a Lusa, que a cobrança de comissões em normal noutros setores de atividade. Deu como exemplo as empresas de energia e destacou que as comissões líquidas do setor bancário caíram 12,6% de 2015 para 2016 (para 2,72 mil milhões de euros). Ainda assim, não precisou as justificações dessa queda.

Contas ao valor das comissões


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