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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Crianças têm níveis baixos de iodo e "pouco ou nada" foi feito

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Paulino Coelho


31.Mai.2017

Estudo revela que "29% dos rapazes e 34% das raparigas entre os 6 e os 12 anos sofrem de carência de iodo". A falta de iodo pode comprometer o coeficiente de inteligência em 15 pontos.

Foto: EPA
A investigadora e líder do projecto "IoGeneration" que há um ano revelou que um terço das crianças portuguesas apresentava níveis insuficientes de iodo, podendo assim comprometer o seu desenvolvimento cognitivo, lamentou esta quarta-feira que nada tenha sido feito desde então.

"Um ano depois de o alerta ter sido dado, pouco ou nada se avançou em termos de políticas de saúde", afirmou a investigadora do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (Cintesis).

Desenvolvido entre o final de 2015 e Abril de 2016, o projecto "IoGeneration" permitiu analisar mais de 2.000 crianças portuguesas, de 83 escolas do Norte de Portugal. Os resultados preliminares revelaram-se tão preocupantes que a equipa de investigação deu o alerta logo em Março de 2016. 

"Ficámos alarmados após analisarmos os dados preliminares, que já indicavam que mais de um terço das crianças teria níveis deficientes de iodo. Sabendo que a falta deste nutriente pode comprometer o coeficiente de inteligência (QI) em 15 pontos, sentimos a obrigação de alertar os decisores políticos e a sociedade o quanto antes", explicou Conceição Calhau, que actualmente é também professora da Nova Medical School, em Lisboa.
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