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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Diga adeus aos combustíveis. Em 2025 todos os carros serão elétricos

Inovação
Autor
Edgar Caetano

Dentro de oito anos, não serão vendidos mais carros ou camiões que usam combustíveis fósseis. Em todo o mundo, irão ser substituídos por veículos elétricos, segundo um especialista norte-americano.
MÁRIO CRUZ/LUSA

Dentro de oito anos, não serão vendidos mais carros ou camiões com motores movidos a combustíveis fósseis. Em todo o mundo, estes irão ser substituídos por veículos elétricos, segundo um especialista da Universidade de Stanford, nos EUA. Garante Tony Seba, responsável pelo estudo Rethinking Transportation 2020-2030 (citado pelo The Telegraph), que todo o transporte terrestre irá passar a basear-se na energia elétrica. Será algo como o que a fotografia digital fez às máquinas fotográficas analógicas, diz o estudo.

A previsão de Tony Seba está apenas à distância de oito anos, o que pode parecer um período curto. Mas o especialista defende que, já sendo rápido, o ritmo da inovação nesta área só tende a acelerar. De tal modo que, em poucos anos, além de os carros serem movidos a eletricidade, pouca gente será dona de um carro próprio. Optar por carros elétricos, com condução autónoma, pode ser muito mais racional do ponto de vista económico: os automóveis do futuro podem ser 10 vezes mais baratos, calcula Tony Seba. São carros que podem ter, facilmente, uma vida útil de um milhão e meio de quilómetros, assinala o estudo.

Para a maioria das pessoas, pode parecer remota a ideia de não ter carro próprio e usar, sobretudo, veículos elétricos à chamada, a maioria dos quais nem sequer precisando de um condutor ativo. Mas, antecipa o estudo de Seba, será rápida a adaptação quando a poupança económica for cada vez mais evidente. Gradualmente, irá haver cada menos bombas gasolineiras, a manutenção vai ficar cada vez mais cara porque começa a haver cada vez menos mecânicos tradicionais, para motores de combustão. A certa altura, vai-se atingir o chamado “tipping point” e, a partir daí, a mudança será rápida.

Por questões ambientais e porque os acidentes serão uma raridade, graças à tecnologia, as cidades vão começar a proibir a circulação de automóveis no centro. E, depois do centro, nas zonas periféricas, vaticina o relatório — os carros tradicionais vão passar a ser para colecionistas. Para as pessoas comuns, no dia a dia, vai deixar de fazer sentido ter um carro — resultado, muitas pessoas vão tentar vender o veículo que tiverem, no mercado de usados, e esse mercado será rapidamente inundado de preços cada vez mais baixos. O que irá exercer, também, pressão sobre o preço dos carros novos e travar a inovação no segmento tradicional.
(...)

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