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terça-feira, 30 de maio de 2017

Google paga menos a mulheres do que aos homens? É demasiado caro sabê-lo, diz a empresa





Autoridades norte-americanas pediram provas em tribunal, mas a multinacional recusa recolher dados e fala em "abuso de poder".
 Foto:  Não é a primeira vez que o Departamento do Trabalho dos EUA leva uma tecnológica a tribunal
LUSA/FILIP SINGER
Não é a primeira vez que o Departamento do Trabalho dos EUA leva uma tecnológica a tribunal

No início do ano, o Google foi acusado nos EUA de pagar menos às mulheres do que aos homens que trabalham na empresa. Depois de as acusações terem sido negadas em tribunal, as autoridades norte-americanas pediram à multinacional que apresentasse de documentos mais detalhados sobre os salários dos seus funcionários. O Google, que partilhou alguma dessa informação em tribunal, recusa recolher dados mais finos — diz que fazê-lo fica demasiado dispendioso.

Uma das advogadas da multinacional, Lisa Barnett Sween, disse ao Guardian que é “obviamente moroso e dispendioso” compilar a informação solicitada.

Durante uma audiência em tribunal no início do mês, os representantes do Google avançaram que essa recolha e esse tratamento de dados implicariam 500 horas de trabalho e um investimento de 100 mil dólares. Contudo, Barnett Sween alega que a empresa já dedicou 2300 horas e desembolsou quase 500 mil dólares para responder, ainda que parcialmente, às exigências das autoridades norte-americanas, que considera inconstitucionais. “Os nossos tribunais devem verificar este abuso de poder”, conclui a advogada de defesa.

Em resposta, a procuradora Ian Eliasoph diz, por sua vez, que “esta afirmação [de Sween] requer pôr a cabeça na areia no que diz respeito a 30 anos de lei sobre a discriminação salarial”. E acrescenta que “o Google seria capaz de absorver os custos tão facilmente como uma esponja de cozinha poderia absorver uma única gota de água”.

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