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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Isabel Mota, o plano B da Gulbenkian tem um lado sorridente

Foto: DR
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Isabel Mota, a nova presidente da Gulbenkian, é o plano B. O plano A, António Guterres, está agora em Nova Iorque desde o início do ano como secretário-geral das Nações Unidas.


“Uma segunda escolha”, saída de um conselho de administração “envelhecido”, é como tem sido descrita dentro e fora da fundação a eleição de Isabel Mota em Dezembro para a presidência da Gulbenkian, que toma posse esta quarta-feira, às 15h, no auditório 2 da sede em Lisboa.

“Estava tudo pensado para ser Guterres. Claro que estamos um bocadinho apreensivos, mas vamos dar-lhe o benefício da dúvida”, conta uma trabalhadora da Gulbenkian que pediu o anonimato para falar com o PÚBLICO, acrescentando que nos últimos cinco anos, com um presidente em part-time, “não havia grande rumo para a fundação”. Artur Santos Silva, o último presidente, “nunca abandonou o seu lugar na banca [BPI]”, sublinha. “A Gulbenkian justifica uma entrega a tempo inteiro.”
“Há uma grande vontade de mudança lá dentro e cá fora. As expectativas que há sobre ela são enormes”, afirma o programador António Pinto Ribeiro, que trabalhou várias vezes com Isabel Mota, nomeadamente quando esta era a administradora responsável pelo Programa Próximo Futuro, dedicado à cultura contemporânea, e que saiu da fundação em conflito com Santos Silva. “Isso pode funcionar a favor, mas também contra”, continua Pinto Ribeiro, actualmente coordenador-geral da Lisboa 2017 – Capital Ibero-Americana de Cultura.

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