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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Maioria dos portugueses ainda não deixa restos de remédios nas farmácias

Somente 12 em cada cem portugueses deixa as embalagens vazias e restos de medicamentos no local adequado, nas farmácias, revelou hoje a associação ambientalista Zero, alertando que muito deste lixo pode chegar a aterros ou às águas residuais.
“A generalidade dos portugueses continua a não encaminhar corretamente os resíduos das embalagens e restos de medicamentos adquiridos”, refere um comunicado dos ambientalistas, realçando temer que “grande parte dos resíduos que não são entregues nas farmácias acabe em aterros ou, mais grave, nas redes de drenagem das águas residuais”.

No entanto, a Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, não deixa de realçar que Portugal é um dos poucos países da União Europeia com uma entidade gestora responsável pelo tratamento deste tipo de resíduos.

A Zero analisou os dados da Valormed, a entidade gestora dos resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso, e concluiu que, no ano passado, a indústria farmacêutica colocou 315 milhões de unidades de embalagens de venda no mercado, a que corresponde um potencial de resíduos gerado (embalagens e medicamentos) de 7.462 toneladas.

“Os portugueses apenas entregaram cerca de 902 toneladas nas farmácias, ou seja, 12% dos resíduos potencialmente gerados”, incluindo embalagens, restos de medicamentos e outros materiais fora do âmbito do Sistema de Gestão de Resíduos de Embalagens e Medicamentos (SIGREM).
 
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