[ Director: Mário Frota [ Coordenador Editorial: José Carlos Fernandes Pereira [ Fundado em 30-11-1999 [ Edição III [ Ano X

terça-feira, 30 de maio de 2017

Marca branca: a aparente contradição


 

 Opinião

Os distribuidores modificaram a sua estratégia e voltaram a dar à marca de distribuição a relevância que já teve.

Se perguntarmos a um qualquer shopper o que o leva a comprar um produto das chamadas marcas brancas, certamente perceberemos um razoável conjunto de argumentos.

Há a qualidade. Pela via da avaliação: o produto é “razoável”, “cumpre”, “é quase tão bom” ou “não é pior” que os das primeiras marcas. Mas também pela da presunção: é “igual” ao de uma marca líder ou “é sempre produzido nas mesmas fábricas” que as marcas líder. Há também a disponibilidade (“fui comprar isto e o único produto que estava na prateleira era de marca branca”) ou a visibilidade (“ia comprar uma garrafa daquilo, mas não encontrei a marca que queria e acabei por levar da marca do supermercado”).

Mas o critério essencial para o shopper é o preço. E para ele há uma verdade: o produto MDD é o mais barato, mesmo que o teste da prateleira possa contradizer essa verdade. E esse critério será tão mais atrativo quanto maior for o diferencial de preços entre o produto de marca branca e o de marca de fabricante.

Se o preço é o argumento fundamental e se ele é consistentemente mais barato para a marca branca, não seria descabido pensar que nos períodos de maiores dificuldades financeiras para o consumidor os produtos MDD seriam o seu primeiro refúgio, incrementando a sua quota de mercado. Ou que, quando se verificasse alguma descompressão ou aumento no rendimento disponível das famílias, verificar-se-ia o regresso à compra das marcas preferidas, quebrando a quota dos produtos MDD.

(...)

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