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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Novo estudo da OMS revela que obesidade nos jovens europeus continua a aumentar

Saúde
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Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) lançado hoje, 17 de maio, no Congresso Europeu de Obesidade (ECO2017), a decorrer no Porto até ao próximo dia 20, revela que o número de adolescentes obesos continua a aumentar em muitos países da região europeia da OMS, incluindo Portugal. 
“Apesar dos esforços sustentados para combater a obesidade infantil, é estimado que um em cada três adolescentes europeus ainda tenham excesso de peso ou obesidade, com as taxas mais elevadas encontradas nos países do sul da Europa e do Mediterrâneo. O que é particularmente procupante é que a epidemia está a aumentar nos países da Europa Oriental onde historicamente as taxas têm sido mais baixas”, realça Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa. “É necessária uma ação política ambiciosa para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de travar o aumento da obesidade infantil. Os governos devem direcionar esforços e quebrar este ciclo prejudicial da infância para a adolescência e para o futuro.”

A obesidade infantil é considerada um dos mais sérios desafios de saúde pública do século XXI. As crianças obesas possuem maior risco de diabetes tipo 2, asma, dificuldades de sono, problemas musculoesqueléticos e futuras doenças cardiovasculares, bem como absentismo escolar, problemas psicológicos e isolamento social.

João Breda, coordenador do Programa de Nutrição, Atividade Física e Obesidade da OMS/Europa realça que isto tem graves consequências no futuro: "A maioria dos jovens não superará a obesidade: cerca de quatro em cada cinco adolescentes que se tornam obesos continuarão a ter problemas de peso na idade adulta. Como tal, eles irão arrastar consigo o risco aumentado de doença, estigma e discriminação. Para além disso, a natureza crónica da obesidade pode limitar a mobilidade social e ajudar a sustentar um ciclo intergeracional prejudicial da pobreza e problemas de Saúde”.

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