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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Pobreza. 487 mil menores de 18 anos estão em risco


Sociedade




INE garante que 2,6 milhões de pessoas, menos 1,5% do que em 2015, estão em risco de pobreza.
Cerca de 468 mil (18 % do total) têm mais de 65 anos


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O fosso entre os mais ricos e os mais pobres não é novo e há muito tempo que se procuram formas de resolver a situação dos milhões de portugueses em risco de pobreza. Os dados mais recentes, divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que quase 2,6 milhões de portugueses, em 2016, estavam em risco de pobreza ou exclusão social. 

Ainda que estes números relativos ao Inquérito às Condições de Vida e Rendimento mostrem uma descida de 1,5 pontos percentuais em relação a 2015, o valor continua a ser alto e preocupante. O instituto acrescenta que do total de pessoas em pobreza ou exclusão social, 18,8% (cerca de 487 mil) eram menores de 18 anos e 18,0% (cerca de 468 mil) tinham 65 ou mais anos.

“As condições habitacionais adversas, como sejam o número de divisões habitáveis, a existência de instalações sanitárias e as condições físicas e de luminosidade do alojamento, afetam mais frequentemente as pessoas em risco de pobreza e as famílias com crianças”, explica a nota do INE. De acordo com o instituto, Portugal tinha 2,595 milhões de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social em 2016, o que representa 25,1% do total, traduzindo uma descida de 1,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Mais rendimento nos agregados 

Outras das conclusões do INE prende-se com o facto de, em 2015, o rendimento monetário disponível médio por agregado familiar ter sido de 17 967 euros anuais, ou seja, 1497 euros por mês. No fundo, falamos de um aumento de 79 euros por mês face a 2014 em cada agregado familiar. 

Dados que o Instituto Nacional de Estatística sublinha, uma vez que o rendimento das famílias estava em 2006 exatamente no mesmo ponto registado em 2015. 

Mas ainda que muitos assinalem este aumento em relação a 2014, a verdade é que o rendimento por adulto ainda permanece muito abaixo da média europeia.

desigualdades
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