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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Proibição de levar portáteis nos aviões pode chegar à Europa

Interdição de transportar “gadgets” maiores que um smartphone na cabine de passageiros pode ser aplicada a voos entre os EUA e a Europa. Medida promete causar prejuízos avultados e um verão caótico nos aeroportos. Em causa, estão alegadas ameaças terroristas, mas a Europa quer mais explicações

Air France
[Foto: Reuters]
Air France [Foto: Reuters]
Trabalhar num computador ao mesmo tempo em que se voa sobre o Atlântico em direção aos EUA pode passar a ser uma miragem. A administração de Donald Trump está a ponderar estender a proibição de voar com portáteis, e outros dispositivos eletrónicos, aplicada em março ao Médio Oriente, à Europa. A Comissão Europeia já pediu explicações e para esta quarta-feira está agendada uma reunião entre representantes de Bruxelas e da Agência de Segurança dos Transportes dos EUA.

Em cima da mesa estão os fundamentos para a decisão. Em março, quando os EUA aplicaram a proibição de viajar com "gadjets" em voos dos Estados Unidos para oito países, a imprensa atribui a decisão à possibilidade de os terroristas conseguirem colocar uma bomba num portátil. O New York Times chegou mesmo a avançar que a ameaça partia do Estado Islâmico. Segundo fontes dos serviços secretos norte-americanos, citados por vários órgãos de informação, os terroristas teriam conseguido recentemente elaborar uma bomba que poderia ser colocada em dispositivos eletrónicos.

Oficialmente, os Estados Unidos pouco adiantam. David Lapan, porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, disse, na passada quinta-feira, que os EUA estão a pensar rever a medida e que a “ameaça continua a ser avaliada e que serão feitas alterações caso seja necessário”.

Bruxelas não se deixou convencer pelos argumentos e enviou uma carta a pedir explicações. Já esta segunda-feira, depois de algumas conversações entre o secretário de Estado de Segurança Interna dos EUA, John Kelly, e alguns ministros europeus, o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, declarou que o encontro de quarta-feira servirá “para avaliar conjuntamente quaisquer novas ameaças e trabalhar numa abordagem comum para as enfrentar".

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