Quase 2,6 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza ou exclusão social em 2016. Um número expressivo, que representa 25,1% da população. Uma realidade, apesar de até ter havido um aumento de 79 euros, em média, no rendimento mensal das famílias. As contas são do Instituto Nacional de Estatística.

Na prática, um em cada quatro residentes teve de sobreviver com 322 euros por mês, um rendimento que é menos de metade daquilo que, em média, tem um habitante em Portugal (731 euros). Deste total de 2,6 milhões de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, cerca de 1 milhão são menores de 18 anos e maiores de 65.

O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento feito pelo INE contou 2,595 milhões de pessoas, entre as quais 487 mil com menos de 18 anos e 468 mil com mais de 65, em risco de pobreza e com outros problemas daí decorrentes.

Casas com falta de divisões habitáveis, sem casas de banho, apertadas e escuras são os problemas nas condições de vida que mais afetam famílias com crianças que se contam entre os que estão em risco de pobreza.
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