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terça-feira, 6 de junho de 2017

40% das pessoas que toma mais do que 5 medicamentos por dia comete erros


Um novo estudo que envolveu uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra conclui que é urgente a criação e implementação de um Plano Nacional de Revisão da Polimedicação na população mais velha. 
 
créditos: Pixabay
 
Apesar de ser um grave problema nos idosos, Portugal não tem qualquer política para lidar com a polimedicação (polifarmácia, uso de múltiplos medicamentos) desadequada. É urgente a criação e implementação de um Plano Nacional de Revisão da Polimedicação na população mais velha, conclui o estudo europeu SIMPATHY, que envolveu uma equipa de investigadores das Faculdades de Farmácia e Medicina da Universidade de Coimbra (UC) e do consórcio Ageing@Coimbra - Região Europeia de Referência para o Envelhecimento Ativo e Saudável.

Desenvolvido, ao longo dos últimos dois anos, por uma equipa multidisciplinar de 10 instituições da Alemanha, Espanha, Grécia, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia, o "SIMPATHY (Stimulating Innovation Management of Polypharmacy and Adherence in The Elderly)" foi coordenado pelo Governo da Escócia e obteve um financiamento de um milhão de euros da União Europeia (UE) através do 3º Programa Europeu de Saúde.

O estudo, que contou ainda com a colaboração da Universidade de Lisboa (UL), teve como objetivo estudar o impacto da polimedicação e da adesão à terapêutica na saúde da população mais idosa.

Portugal sem qualquer política

A equipa, constituída por cerca de meia centena de especialistas e investigadores, efetuou o levantamento do “estado de arte” do problema e realizou vários estudos de caso nos países parceiros do projeto, concluindo que, no caso de Portugal, "não há qualquer política para lidar com este problema que já assume dimensões preocupantes e que se irá agravar nos próximos anos, considerando que, em 2060, Portugal será o país da União Europeia com o maior decréscimo de natalidade e maior aumento no número de idosos com doenças crónicas", alerta João Malva, coordenador da equipa portuguesa.
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