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terça-feira, 20 de junho de 2017

74% da população pode morrer de calor em 2100

Terça-Feira - 20 de junho de 2017
 Fundado em 29 de dezembro de 1864

Se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem a aumentar ao ritmo atual parte da população será exposta a calor mortífero 

Três quartos da população mundial estará exposta a ondas de calor mortíferas em 2100, se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem a aumentar ao ritmo atual, mas, mesmo com redução, quase metade das pessoas será afetada.

Um estudo hoje publicado na revista científica Nature Climate Change conclui que "74% da população mundial estará exposta a ondas de calor mortíferas em 2100, se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem a subir nas atuais taxas".

"Mesmo se as emissões descerem drasticamente, é expetável que a percentagem de população humana afetada atinja 48%", aponta também o trabalho, liderado pelo professor de Geografia do departamento de Ciências Sociais da Universidade do Havai em Manoa, Camilo Mora.

No que respeita a ondas de calor, cuja maior frequência é relacionada com as alterações climáticas, "estamos a ficar sem opções para o futuro", salienta o investigador, citado numa informação divulgada pela Universidade, defendendo que as alternativas "são agora entre o mau e o terrível".

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