O Banco de Portugal pede pés bem assentes na terra aos bancos. O supervisor da banca mostra alguma preocupação relativamente ao crédito fácil, um perigo em que o sistema poderá cair com a retoma económica a que estamos a assistir. Apesar de assinalar os "progressos" que Portugal tem conseguido alcançar, o supervisor da banca alerta que o país e os bancos continuam a enfrentar uma série de "vulnerabilidades".

"A recuperação da atividade económica, a recente dinâmica observada no mercado imobiliário e a maior concorrência entre bancos poderá criar incentivos à adoção de critérios de concessão de crédito menos restritivos". Ou seja, poderá haver a tentação de dar crédito mais facilmente. Lembra-se do que aconteceu em 2007/2008 com a crise do subprime? É esse o receio do Banco de Portugal.
"Poderão existir incentivos à colocação no mercado de retalho de instrumentos financeiros cujas características não sejam convenientemente percebidas pelos clientes ou desadequadas às suas necessidades, mas que permitam às instituições financeiras recuperar rendibilidade e transferir riscos do seu balanço".
As taxas de juro de curto prazo deverão continuar em mínimos históricos, o que causa "pressão sobre a rendibilidade do setor financeiro e possíveis incentivos à tomada excessiva de risco". O mercado antecipa que o aumento das taxas venha a acontecer lá mais para 2019.
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