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segunda-feira, 26 de junho de 2017

DCIAP investiga negócio de 1,4 milhões de ex-diretor-geral da Energia com a EDP

EDP

Autor:
Luís Rosa

Miguel Barreto concedeu licença ilimitada da Central de Sines à EDP em 2007. Três anos depois vendeu uma participação social à EDP por 1,4 milhões de euros. EDP e Barreto negam qualquer ilegalidade.
António Mexia, presidente da EDP (à esquerda). Miguel Barreto, ex-diretor-geral da Energia entre 2004 e início de 2008 (à direita)

Dois ex-governantes do primeiro Executivo de Passos Coelho denunciaram alegadas irregularidades na concessão à EDP de uma licença ilimitada para a exploração da central térmica de Sines e um negócio que o ex-diretor-geral da Energia Miguel Barreto fez com a principal elétrica nacional três anos depois de ter assinado a referida licença. Ao que o Observador apurou, Barreto terá recebido cerca de 1,4 milhões de euros da EDP pela venda de uma participação de 40% numa empresa de certificação energética.

Os factos denunciados estão a ser investigados pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), pois a licença, avaliada em “várias centenas de milhões de euros”, terá sido concedida sem aparente contrapartida económica para o Estado. Este é um dos alegados benefícios à EDP que estão a ser investigados pelo Ministério Público.

Para já, o DCIAP e a Polícia Judiciária já determinaram outros alegados benefícios concedidos à EDP que foram avaliados em mais de 1,2 mil milhões de euros.

As denúncias

Henrique Gomes, ex-secretário de Estado da Energia do Governo de Passos Coelho, e o seu ex-chefe de gabinete Tiago Andrade e Sousa são as caras da denúncia.
 
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